O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou uma articulação para equilibrar o crescimento do turismo com a preservação ambiental em Urubici, município que já soma mais de mil pontos de hospedagem. A preocupação é que parte dessas pousadas esteja instalada em áreas de preservação permanente ou próximas a cursos d’água.
Por meio de um inquérito civil, a Promotoria de Justiça da comarca, com apoio do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPIA), reuniu Município, Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Polícia Militar Ambiental para buscar soluções conjuntas. O objetivo é permitir a geração de renda e o funcionamento dos empreendimentos sem comprometer os recursos naturais, considerados o principal atrativo turístico da cidade.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (15), as partes firmaram compromisso: o Município irá intensificar a fiscalização e orientar os proprietários sobre a regularização ambiental; já o IMA e a Polícia Militar Ambiental atuarão de forma integrada para mapear áreas sensíveis e iniciar um mutirão de fiscalizações.
A proposta, segundo o MPSC, é avançar com diálogo e responsabilidade, garantindo segurança jurídica aos empreendedores e a preservação ambiental. Uma nova reunião deve avaliar os resultados e definir os próximos passos, incluindo a regularização das pousadas e, se necessário, a aplicação de sanções previstas em lei.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC – Correspondente Regional em Lages
Lages volta a ganhar protagonismo no cenário esportivo catarinense ao ser escolhida como cidade-sede da Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc) de 2026. A decisão, tomada nesta quinta-feira (15), em Florianópolis, durante plenária do Conselho Estadual de Esporte, confirma a capacidade do município de sediar grandes eventos e reforça o esporte como política pública estratégica.
Superintendente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Tyrone Machado / Foto: Ascom PML / Divulgação
A candidatura lageana superou Fraiburgo após a apresentação de argumentos técnicos e estruturais pela Fundação Municipal de Esportes. Promovida pela Fesporte, a Olesc é um dos maiores eventos de base de Santa Catarina, reunindo atletas de até 16 anos em diversas modalidades.
Para a prefeita Carmen Zanotto, a escolha projeta Lages no Estado, movimenta a economia e fortalece o esporte entre os jovens. Já a FME destaca que o evento integra um planejamento que conecta esporte, educação, saúde, turismo e desenvolvimento econômico, consolidando o turismo de eventos esportivos como vetor de crescimento. O calendário oficial da Olesc 2026 deve ser divulgado nos próximos meses.
O ano começa, tradicionalmente, carregado de expectativas. E quando essas expectativas são respaldadas por dados concretos, deixam de ser apenas desejo para se transformar em sinal de rumo. É exatamente isso que revela a mais recente pesquisa da Fecomércio SC: Lages figura entre as cidades com maior otimismo econômico para 2026 em Santa Catarina, e não por acaso.
Foto: Marlon Sá Molim/Divulgação
O levantamento, que ouviu empresários e consumidores em diferentes regiões do Estado, mostra um cenário estadual moderadamente confiante, mas é em Lages que os números realmente chamam a atenção. Com índice de otimismo de 80,7%, o município aparece em segundo lugar entre as cidades pesquisadas, muito acima da média catarinense, que ficou em 55%. Um dado que, por si só, já diz muito.
Mais do que estatística, esse resultado traduz um sentimento coletivo. Consumidores confiantes na melhora da economia, famílias acreditando na evolução da situação financeira pessoal e trabalhadores seguros em relação ao emprego formam um ambiente propício ao crescimento. Quando quase 80% das pessoas se sentem seguras ou muito seguras no trabalho, a economia local respira confiança, e isso se reflete no comércio, nos serviços e na circulação de renda.
É verdade que o empresariado demonstra maior cautela, algo compreensível em um cenário nacional ainda desafiador. Ainda assim, o equilíbrio entre os que projetam melhora e os que apostam em estabilidade mantém o contexto positivo. Prudência, afinal, também é sinal de maturidade econômica.
O desempenho de Lages não surge do nada. Ele se apoia em fundamentos sólidos, como o bom momento de Santa Catarina no mercado de trabalho, com taxa de desemprego significativamente inferior à média nacional. Soma-se a isso um esforço local de reconstrução da confiança, de retomada do protagonismo regional e de fortalecimento das bases econômicas do município.
A prefeita Carmen Zanotto acerta ao tratar o resultado como esperado, mas digno de comemoração. Não se trata de euforia desmedida, e sim de reconhecimento de que há um caminho sendo trilhado corretamente. Otimismo não nasce apenas do discurso; ele se constrói com sinais concretos de estabilidade, oportunidades e perspectiva de futuro.
Lages inicia 2026 com um ativo valioso: a confiança da sua gente. E, em economia, poucas forças são tão poderosas quanto uma comunidade que acredita que o amanhã pode, e vai ser melhor.
A Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina mantém monitoramento permanente de eventos extremos e aciona sistemas de alerta sempre que há risco à população. Chuvas intensas, temporais, alagamentos, enxurradas, deslizamentos e ressacas estão entre as ocorrências acompanhadas, e a atenção às notificações oficiais é decisiva para a segurança.
Sistemas complementares garantem comunicação rápida mesmo sem internet e em áreas de risco – Foto: Roberto Zacarias/SECOM/SC
Hoje, o Estado conta com dois sistemas complementares de aviso. O SMS da Defesa Civil exige cadastro prévio e envia alertas personalizados por cidade ou bairro, funcionando mesmo sem internet. Já o Defesa Civil Alerta utiliza a tecnologia Cell Broadcast e dispara notificações automáticas para celulares conectados às redes 4G ou 5G nas áreas de risco, sem necessidade de cadastro.
O Defesa Civil Alerta é acionado apenas em situações de risco severo ou extremo. As mensagens aparecem como pop-up na tela do celular, acompanhadas de sinal sonoro, indicando a gravidade do cenário. No nível severo, a orientação é seguir as recomendações enviadas. No nível extremo, o alerta indica risco iminente à vida e exige saída imediata do local.
A Defesa Civil recomenda o uso dos dois sistemas de forma complementar, ampliando as chances de receber o aviso no momento certo. Para o SMS, basta enviar o CEP para o número 40199. Já o Defesa Civil Alerta depende apenas de que as notificações de emergência estejam ativadas no celular, garantindo que os avisos cheguem mesmo em situações críticas.
No iPhone (iOS):
Acesse “Ajustes” > “Notificações”, role até o final da tela e ative as opções “Alerta severo”, “Alerta de teste” e “Alerta de teste técnico”.
No Android:
Vá em “Configurações” > “Notificações”, toque em “Configurações avançadas”, acesse “Alerta de emergência sem fio” e ative “Alerta severo” e “Alerta de teste”.
Com essas configurações ativadas, o celular estará apto a receber informações importantes da Defesa Civil em tempo real.
Além dos alertas enviados ao celular, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina orienta a população a acompanhar os canais oficiais do Governo do Estado e da Defesa Civil, especialmente pelas redes sociais.
Localizado no Centro de Lages, o espaço segue aberto de terça a sexta-feira e oferece acervo histórico acessível a toda a comunidade, sendo também uma alternativa educativa durante as férias escolares.
Foto: Fábio Pavan
Além de preservar documentos, fotos e registros que contam a trajetória do município, o Museu proporciona uma experiência interativa que desperta a curiosidade de crianças e jovens, fortalecendo o vínculo da comunidade com sua própria história e tornando-se um ponto de encontro entre memória e lazer.
A análise da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) sobre a situação na Venezuela é prudente e reflete bem a realidade econômica e social do Estado neste início de 2026. A ruptura política e econômica no país vizinho segue sendo observada com cautela, mas os dados mostram que, até agora, o impacto direto sobre a indústria catarinense é limitado: o comércio bilateral representa uma fatia mínima da pauta exportadora e importadora de SC, apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações em 2025, com destaque apenas para máquinas agrícolas exportadas e fertilizantes e alumínio importados.
Fronteiras estão abertas e forças de segurança do Brasil acompanham movimentação. Foto: Agência Brasil
Esse cenário nos lembra um ponto chave: a economia catarinense está fortemente integrada a mercados globais bem mais relevantes que o venezuelano, como Europa, Ásia e outras regiões das Américas. Por mais que notícias sobre tarifas ou dificuldades diplomáticas entre Brasil e Venezuela movimentem manchetes internacionais, na prática a correlação econômica com SC é pequena. A prudência da FIESC em não fazer prognósticos apressados é sensata, o risco para nossa indústria hoje é mais geopolítico do que econômico.
Por outro lado, o impacto social e demográfico é real e já presente. Os fluxos migratórios que trouxeram mais de 27 mil venezuelanos até Santa Catarina até início de 2024, conforme relatório da Operação Acolhida, não são números abstratos, eles se refletem em comunidades, no mercado de trabalho e nas cidades onde essas pessoas se estabeleceram.
Quanto ao trabalho de venezuelanos em SC
Diferentemente do comércio, a imigração é apontada pela FIESC como um vetor que já influencia a dinâmica da mão de obra local, com indústrias contando com trabalhadores venezuelanos para preencher vagas e manter sua capacidade produtiva. Isso demonstra que, mais do que um “problema”, essa movimentação populacional é uma resposta adaptativa à realidade do mercado de trabalho em SC, marcado por escassez de mão de obra em setores específicos.
A situação exige algumas atitudes
Manter a indústria conectada com mercados amplos e diversificados, sem depender exageradamente de relações que têm pouco peso econômico real para SC, e isso reduz o risco de perturbações significativas por conta de crises pontuais em países como a Venezuela.
Apostar numa política pública integrada de acolhimento e inclusão de imigrantes, que reconheça a contribuição desses trabalhadores para a economia estadual, mas também cuide de sua integração social, profissional e de direitos. A experiência mostra que uma gestão eficaz dessa transição pode transformar desafios demográficos em oportunidades de crescimento e revitalização de comunidades.
No fim das contas, a indústria catarinense tem motivos para acompanhar com atenção, mas não com temor, as repercussões do que acontece na Venezuela. E mais do que olhar para fora, é preciso olhar para dentro: fortalecer políticas que tornem a economia de SC resiliente, inclusiva e conectada com suas próprias prioridades estruturais.
Mais do que uma encenação, a Cavalhada é um patrimônio cultural vivo, transmitido de geração em geração / Foto: Jerre Rocha
Esta matéria jornalística faz parte da série produzida sobre o distrito de Cazuza Ferreira, em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. A localidade está imboída em alavancar o turismo, em várias frentes, seja em experiências através da roterirização em locais atrativos, eventos, cicloturismo, entre outras possibilidades. O projeto O Turismo é Aqui, da Serra Catarinense, está atuando como apoiador das iniciativas, além fronteira.
A Cavalhada de Cazuza Ferreira, em São Francisco de Paula (RS), é uma das mais antigas e importantes manifestações culturais do Rio Grande do Sul, realizada desde 1885. Inspirada nos torneios medievais europeus, a festa encena a batalha simbólica entre Mouros e Cristãos, reunindo cerca de quarenta cavaleiros montados, divididos em dois grupos, que se enfrentam em campo aberto diante da comunidade. O espetáculo é marcado pela religiosidade, com missa e procissões, além de música e celebrações que envolvem toda a população local.
Imagens da Cavalhada – Jerre Rocha
Mais do que uma encenação, a Cavalhada é um patrimônio cultural vivo, transmitido de geração em geração, que reforça a identidade de Cazuza Ferreira e mantém viva a memória coletiva da região. O evento mobiliza moradores e visitantes, que participam de jantares, bailes e atividades paralelas, transformando a festa em um grande encontro comunitário.
Após alguns anos de interrupção, a Cavalhada foi retomada recentemente, reunindo milhares de pessoas e reafirmando seu papel como símbolo da tradição e da cultura popular gaúcha. Além de preservar a história, ela representa um potencial turístico significativo, capaz de integrar roteiros culturais e religiosos da Serra Gaúcha, fortalecendo o desenvolvimento sustentável e atraindo novos visitantes para Cazuza Ferreira.
Assim, a Cavalhada não é apenas um espetáculo, mas sim um marco cultural e social, que une fé, tradição e convivência, consolidando-se como um dos maiores tesouros da comunidade e da região serrana.
Assim, a Estação Cazuza não apenas acolhe viajantes, mas também se posiciona como um projeto de desenvolvimento comunitário e turístico, que une tradição, modernidade e visão de futuro para Cazuza Ferreira e toda a Serra Gaúcha.
A Prefeitura de Lages oficializou, nesta terça-feira (13), a Comissão Central Organizadora (CCO) da 36ª Festa Nacional do Pinhão, por meio da Portaria 50/2026, publicada no Diário Oficial do Município. A comissão é formada por representantes de áreas estratégicas da administração municipal e será responsável por conduzir os preparativos do evento.
O chefe de gabinete da Secretaria de Gabinete da Prefeita e Relações Institucionais, Samuel Ramos, como presidente da CCO
Entre as primeiras atribuições da CCO está a elaboração de estudos, no prazo de até 60 dias, para definir o modelo da edição 2026, com foco em aperfeiçoar o formato adotado no ano passado, profissionalizar ainda mais a festa e garantir segurança jurídica. A prefeita Carmen Zanotto destaca que o público pode esperar uma edição ainda maior, valorizando as tradições e atendendo às expectativas da comunidade e dos visitantes.
Os preparativos começaram ainda em 2025, com a publicação do edital para os shows nacionais, cuja sessão pública ocorre em 23 de janeiro. A marca oficial da festa estará vinculada ao Município, o Parque Conta Dinheiro volta a integrar a programação e outras definições, como calendário e novidades da edição 2026, já estão em andamento.
Fotos: Coordenação de Comunicação Social da Prefeitura de Lages