A OAB/SC está celebrando uma conquista histórica: o início da instalação de novas varas federais em Santa Catarina, pleito que mobilizou a Seccional nos últimos três anos e resultou na aprovação de oito unidades.
Juliano Mandelli e o diretor de Relacionamento com a Justiça Federal da OAB/SC, Jorge Mazera, na solenidade de instalação / Crédito foto: Fabiano Augusto
Cinco foram implantadas no fim desta segunda-feira (23/2) na sede da Justiça Federal: a 10ª Vara Federal de Florianópolis e a 7ª Vara Federal de Joinville, ambas de execução fiscal.
E três das novas varas viabilizaram a criação da 4ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal, em Florianópolis (matéria previdenciária). As demais unidades ainda não têm localização definida. “Estamos falando de acesso à Justiça com mais eficiência, de decisões mais céleres e de valorização da advocacia que atua diariamente nessas demandas”, destaca o presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli.
A mobilização da OAB/SC demonstrou que o Estado tinha menos unidades e 14,51% mais processos federais que o Rio Grande do Sul e 15,31% superior ao Paraná, e que mais de 46 mil processos daqui tramitavam em varas de outros estados.
O grupo Trail Bang tem impulsionado o crescimento do mountain bike em Lages, especialmente nas modalidades downhill e enduro, ao unir prática esportiva e trabalho voluntário na construção, reforma e manutenção de trilhas e pistas. Mais do que treinos, a iniciativa fortalece a cultura do esporte por meio da disciplina, do espírito de equipe e do compromisso dos praticantes.
Em parceria com a Fundação Municipal de Esportes (FME), o grupo contribui com projetos e ações para desenvolver a modalidade na cidade, com destaque para o downhill urbano nas escadarias, já incluído no calendário oficial da Federação Catarinense de Ciclismo, projetando Lages no cenário estadual.
Além da promoção esportiva, o Trail Bang também atua na formação de novos atletas, oferecendo espaço para aprendizado técnico e integração à cultura do mountain bike. O movimento demonstra como organização coletiva e apoio institucional podem transformar o esporte em ferramenta de desenvolvimento comunitário e fortalecimento local.
A questão está no posicionamento do setor empresarial catarinense diante da proposta de revisão da jornada de trabalho, especialmente a possível superação da escala 6×1, em debate no Congresso Nacional.
Para COFEM, decisão sobre jornada de trabalho exige análise técnica, baseada em dados. (Foto: Filipe Scotti)
O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) sustenta que a tramitação acelerada da medida pode provocar impactos econômicos relevantes, defendendo que mudanças estruturais dessa magnitude sejam precedidas por estudos técnicos aprofundados.
Aumento dos custos na indústria
Segundo as entidades, a redução da jornada para 36 horas semanais elevaria significativamente os custos da indústria, podendo alcançar R$ 178 bilhões anuais, além de provocar retração econômica e aumento da informalidade.
Em SC, 86% dos trabalhadores da indústria cumprem o regime de 44 horas semanais. (foto: Agência Brasil)
O argumento central é que, em um cenário de pleno emprego em Santa Catarina, com taxa de desocupação de apenas 2,3%, empresas já enfrentam escassez de mão de obra, o que tornaria a redução da carga horária ainda mais desafiadora. O setor produtivo também alerta para possíveis reflexos inflacionários, decorrentes do repasse de custos ao consumidor final.
O documento ainda associa a proposta ao chamado “Custo Brasil”, destacando entraves históricos como carga tributária elevada, insegurança jurídica e infraestrutura insuficiente, fatores que, na visão empresarial, reduziriam a competitividade nacional diante de economias internacionais.
Cautela diante da proposta
O alerta do setor empresarial é legítimo ao pedir cautela em uma discussão que altera profundamente a dinâmica do mercado de trabalho. Reformas trabalhistas raramente produzem efeitos isolados: impactam produtividade, renda, consumo e competitividade. Ignorar esse encadeamento econômico seria um erro político e técnico. Por outro lado, o debate não pode ficar restrito apenas à ótica dos custos empresariais.
A discussão sobre jornada de trabalho também envolve qualidade de vida, saúde mental, novas formas de produção e ganhos de eficiência tecnológica, temas cada vez mais presentes nas economias modernas. Países que discutem redução de jornada o fazem justamente diante da transformação digital e da automação.
Período eleitoral
O ponto central, portanto, não é simplesmente ser contra ou a favor da escala 6×1, mas como e quando promover mudanças. Uma tramitação acelerada, em ambiente eleitoral, tende a radicalizar posições e empobrecer o debate. O Brasil precisa de uma transição baseada em produtividade, negociação setorial e testes graduais, evitando soluções uniformes para realidades econômicas distintas.
Em síntese, o alerta empresarial revela um temor real sobre custos e competitividade, mas também expõe a necessidade de um debate mais equilibrado: modernizar relações de trabalho sem desorganizar a economia, tarefa que exige menos pressa política e mais planejamento estratégico.
(Fonte: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC)
O deputado estadual Mário Motta (PSD) anunciou na tribuna da Assembleia Legislativa a proposta de realização de uma audiência pública para discutir medidas de apoio aos produtores de cebola em Santa Catarina. O debate deverá ocorrer na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural e busca enfrentar a crise enfrentada pelo setor, que, segundo o parlamentar, não é de produtividade, mas de preços e de mercado.
Motta destacou a falta de planejamento público para garantir a continuidade da atividade, defendendo ações emergenciais e estruturais, como renegociação de dívidas, subvenção de juros, apoio à comercialização e avaliação das importações durante o pico da safra. Entre as propostas também estão a inclusão da cebola no Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e a criação de um programa estadual de diversificação produtiva para o Alto Vale do Itajaí.
O parlamentar defendeu ainda um planejamento de médio e longo prazo para reduzir a vulnerabilidade dos produtores às oscilações de preço, com incentivo à agroindustrialização, crédito direcionado e apoio técnico, ressaltando a necessidade de políticas públicas permanentes e com visão de futuro.
Dados do Observatório da Violência Contra a Mulher da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) revelam um cenário alarmante: entre 2020 e 2025 foram registrados 445.225 crimes de violência contra mulheres no estado, média de 198 ocorrências por dia. Os números evidenciam uma crise social persistente, marcada por ameaças, agressões e feminicídios, geralmente cometidos por parceiros ou ex-companheiros.
Um “X” na palma da mão é um sinal silencioso de que uma mulher está em situação de violência doméstica ou abuso e precisa de socorro / Foto: Rodrigo Corrêa/Agência AL
O levantamento mostra que a violência segue um padrão progressivo, iniciado por controle psicológico e ameaças, tipo de crime que lidera os registros. Outro dado preocupante é o descumprimento de medidas protetivas: uma em cada quatro ordens judiciais não é respeitada em Santa Catarina.
No período, 329 mulheres foram assassinadas, sendo que 85,7% das vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor, indicando medo e subnotificação. Já 71,4% dos autores possuíam antecedentes policiais, demonstrando reincidência previsível.
Somente em 2026, dados parciais apontam quase 7 mil casos de violência, com cinco feminicídios registrados até agora. O crescimento contínuo das ocorrências reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes, fiscalização das medidas protetivas e ampliação da rede de acolhimento.
Autoridades destacam que enfrentar a violência de gênero exige ação integrada do Estado e incentivo à denúncia, lembrando que canais como 190 e 181 permanecem disponíveis para emergências e denúncias anônimas.
A Prefeitura de Lages prorrogou o período de inscrições para o concurso que elegerá a rainha e as princesas da 36ª Festa Nacional do Pinhão.
Foto: Arquivo PML
Com a alteração, as candidatas poderão se inscrever até 24 de fevereiro (terça-feira), presencialmente na sede da Fundação Cultural de Lages, das 8h às 11h e das 14h às 17h.
A prorrogação foi definida em razão do ponto facultativo de Carnaval, garantindo mais tempo para as inscrições. “A prorrogação garante mais tempo para que as candidatas interessadas organizem a documentação e participem do concurso”, explica a superintendente da Fundação Cultural de Lages, Carla Zonatto.
Podem participar mulheres com idade entre 20 e 29 anos completos até a data do concurso, naturais de Lages ou residentes no município há pelo menos três anos, desde que atendam aos demais critérios previstos em edital.
Após o encerramento das inscrições, o processo seletivo seguirá com encontros preparatórios, treinamentos e pré-seleção que definirá as 12 finalistas. O edital completo permanece disponível nos canais oficiais do município.
O projeto Vozes Silenciosas, promovido pela Prefeitura de Lages, iniciou a edição 2026 com o objetivo de fortalecer as políticas públicas de proteção às mulheres e ampliar a rede de apoio no enfrentamento à violência de gênero. O primeiro encontro ocorreu na última quinta-feira (19), no Mercado Público Municipal Osvaldo Uncini, reunindo participantes em um espaço de escuta, orientação técnica e acolhimento.
Foto: Secretaria de Políticas para a Mulher e para a Pessoa Idosa/Divulgação
A atividade contou com palestra do psicólogo policial Sérgio Pinho Aspar, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, que abordou aspectos psicológicos da violência, identificação de situações de risco e a importância da denúncia.
Coordenado pela Secretaria de Políticas para a Mulher e para a Pessoa Idosa, o projeto busca oferecer apoio psicológico, conscientização e fortalecimento de vínculos, integrando diferentes órgãos e serviços especializados para ampliar a proteção às mulheres lageanas.
Dando continuidade às ações, uma nova edição será realizada no dia 26 de fevereiro, às 19h, também no Mercado Público, com atividade de terapia em grupo conduzida por profissionais da Secretaria. Em casos de violência, as mulheres podem buscar ajuda pelos canais oficiais como o Disque 180 e a Polícia Militar (190), além dos contatos municipais de atendimento.
O Curso de Turismo Rural ganhou apoio institucional do Conselho de Turismo da Serra Catarinense (Conserra), após reunião realizada nesta sexta-feira (20), no Centroserra, entre representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a diretoria da entidade.
O encontro marcou a primeira aproximação formal entre as instituições, com o objetivo de fortalecer parcerias e ampliar ações de qualificação voltadas ao turismo no meio rural.
Segundo o presidente do Conserra, Valdir Della Giustina, os cursos passam a integrar a pauta do Conselho, que pretende dar mais visibilidade às capacitações e contribuir para consolidar o turismo rural como alternativa econômica sustentável na região.
Curso de Turismo Rural
Entre as iniciativas em andamento está o curso “Turismo Rural: Utilização de Recursos Naturais” programado para os dias 25 e 26 de março, no Mercado Público Municipal de Lages.
A capacitação é gratuita e promovida em parceria entre a Prefeitura de Lages, Senar e Sindicato Rural de Lages, voltada a produtores e trabalhadores rurais interessados em diversificar atividades e agregar valor às propriedades.
A proposta busca incentivar novos negócios, fortalecer a permanência das famílias no campo e integrar turismo, cultura local e preservação ambiental como pilares do desenvolvimento sustentável da Serra Catarinense.