Importante visita à Belo Peixes

Depois de participar do Seminário Regional de Piscicultura, na Expolages, na manhã desta quinta-feira (10), o superintendente federal da Agricultura em Santa Catarina, Túlio Tavares Santos, que é ligado ao Ministério da Agricultura, visitou a indústria Belo Peixes.

Ele esteve acompanhado do secretário municipal da Agricultura e Pesca, de Lages, Osvaldo Uncini, e foi recebido pelo empresário Vilso Isidoro.

Na ocasião, soube sobre o funcionamento da Belo Peixes, de como atua na distribuição, dos avanços no mercado consumidor e sobre a parceria que exerce com os produtores, e elogiou as instalações da empresa.

A presença dele no Seminário e na própria Belo Peixes demonstra o quanto o Governo Federal está preocupado em fomentar os setores que empreendem no Brasil.

Fotos: Paulo Chagas

Estado não sabe o quanto de peixe produz

Na semana passa, pela primeira vez testemunhei uma importante conversa entre deputados estaduais, representante do Governo do Estado, industriários e produtores de peixes, numa proposta da Comissão de Pesca e Aquicultura, da Alesc, para tratar da possibilidade de exportação de pescado catarinense, a partir de 2020 quando passa a vigorar o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Na ocasião, os empresários e produtores do setor, reclamaram da falta de incentivo dos governos federal e estadual para a consumo do peixe cultivado, como a truta, a tilápia, o jundiá, que se produz em todo o país e não só o do litoral. É uma verdade. O peixe que produzido fora do litoral está praticamente esquecido pelos gestores.

A situação é pior

O Governo do Estado não tem claramente um diagnóstico, se é que algum dia teve, de o quanto peixe se produz juntando o do litoral e o do interior. Tanto que autoriza a importação de cerca de duas toneladas para suprir a demanda. Grande parte da tilápia consumida em Santa Catarina, vem do Paraná. A gravidade se acentua devido à falta de informações.

Produtores catarinenses denunciam de que o Estado tem capacidade de produção superior a isso, mas não consegue vender, e quando vende, não recebe. Muito grave. Por isso há os que não entendem a contradição de querer exportar, justamente quando se importa.

Santa Catarina precisa reagir. Tem produto para ser um dos maiores produtores de pescado do país, mas não reage por falta de organização.

Truta industrializada em Lages perto de ser exportada

É a primeira vez que acompanho o encontro de deputados estaduais com representante do Governo do Estado para trabalharem juntos na construção de um projeto que possa melhorar a competitividade das empresas catarinenses. A cooperação surge exatamente quando europeus a partir de 2020, quando passa a vigorar o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

O mais relevante no processo, é de que o processamento industrial da truta, aqui na Serra Catarinense, e, mais precisamente em Lages, na Belo Peixes, está sendo vista como referencial, pelo fato de estar com o processo de exportação bem mais adiantado. Servirá de piloto para que depois outros pescados possam engrenar no mesmo procedimento de exportação.

Ajuda do Governo

O presidente da Associação Catarinense de Truticultores (Acatruta), Hélio Antunes Souza, é o mais antigo criador de truta de Santa Catarina, e ele sabe muito bem o quanto a comunidade europeia é exigente. Por isso, reconhece que a entidade e a indústria precisam da ajuda do Governo para concretizar a exportação.

Hélio Antunes e Vilso Isidoro em defesa da produção e exportação de truta 

O mais bacana em tudo isso, é de que a empresa lageana, a Belo Peixes, é que está praticamente pronta para atender as exigências e ser a primeira a exportar a produção de truta da Serra Catarinense, para a Europa.

Não há incentivo

A crítica é de que o mercado nacional, segue muito restrito, pois há uma falha por parte dos governos que não incentivam o consumo do peixe cultivado, como a truta, a tilápia, o jundiá, que se produz em todo o país e não só o do litoral.

A boa notícia é de que provavelmente o Ministério da Agricultura deve demorar pelo menos uns quatro a cinco meses para habilitar a empresa. Em seguida virá uma missão europeia para fazer uma vistoria e verificar se as condições exigidas por eles foram atendidas.

Para concluir, está bem encaminhado o trabalho do presidente da Comissão de Pesca e Aquicultura, deputado Felipe Estevão (PSL). Ele citou que esse trabalho de união marca uma missão conjunta a partir de agora. Vilso Isidoro e Hélio Antunes deverão fazer parte de uma comissão de trabalho.

Fotos: Paulo Chagas

Peixe e economia: assuntos do “Tema Livre”

Em entrevista o empresário, contabilista e economista Vilso Isidoro deu um panorama amplo sobre duas coisas: a produção peixe industrializado (truta) a partir da fábrica Belo Peixes, a qual ele administra, e também sobre a economia do país. 

Vilso falou dos erros e acertos do atual governo, porém, está preocupado com a falta de fomento às indústrias e grandes empresas, que são a “vaca de leite” do Brasil. Só se fala em Reforma da Previdência como se fosse a solução para tudo.

Vale a pena você conferir. O programa vai ao ar de forma inédita, nesta sexta-feira (3), às 21h30.

O programa exibido também nos seguintes horários:

Segundas (00:30h, 08:30h, 17:30h); Terças (04h, 15h, 19:30h); Quartas (10h, 20:30h); Quintas(07:30h, 15h); Sextas (10h, 21:30h); Sábados (02:30h, 14:30h), e nos Domingos (01:30h, 11h).

Na internet acesse: www.novaeratv.net

Foto: Ananda Sell

Produtores de truta sofrem com barreiras do Governo

No sábado passado (22) participei de uma reunião da Associação Catarinense de Truticultura (Acatruta), em Urubici. A classe está bastante preocupada com o futuro do setor, pois, não conta com nenhum estímulo do Governo Federal. Pelo contrario, só amplia os problemas, proibindo, por exemplo, a importação de ovas da truta, e pior, criando bairreiras contra a exportação de produtos industrializados. A Belo Peixes, de Lages que o diga, pois, está há quase dois anos habilitada para exportar, e não consegue.

Em consenso, o grupo de associados decidiu buscar uma maneira para tentar trazer dos Estados Unidos, a ova do peixe, a qual, tem risco zero de qualquer tipo de contaminação, devido ao alto padrão de sanidade. Os EUA exportam para várias nações. O Brasil é o único País do mundo que proíbe. 

A luta começa pela união do grupo, que irá buscar junto ao Governo de Santa Catarina, uma parceria. Caso consiga importar, irão trabalhar com as ovas na Estação da Epagri, em Painel, mantendo em quarentena, até chegar a hora da distribuição.

Com a qualidade da ova americana, os truticultores pretendem avançar na qualidade e no padrão do peixe em todo o Estado. Também buscam melhorias na ração. 

Por fim, na mesma reunião estiveram presentes pessoas, inclusive, do Rio Grande do Sul, para aprender um pouco sobre a criação de truta, com  o objetivo de implantar em suas propriedades. Mas, diante das dificuldades, por hora, devem protelar o projeto.

Enquanto isso, toda a produção dos integrantes da Acatruta é absorvida pela indústria de Lages, a Belo Peixes. Não fosse ela, não haveria nenhuma produção em grande escala do peixe em toda a Serra Catarinense. Mesmo com problemas, a truta está sendo uma excelente alternativa de renda nas pequenas propriedades.

Fotos: Paulo Chagas

Acatruta tem novo presidente

Em reunião geral-ordinária, na manhã desta última quarta-feira (9), na sede do Campo Experimental de Piscicultura da Serra (CEPIS), antiga sede do Ibama, em Painel, foi feita a eleição da nova diretoria da Associação Catarinense de Truticultores (Acatruta).

O empresário Vilso Isidoro deixou o cargo. Foi eleito o biólogo e também truticultor, Hélio Antunes de Souza (E), de Urubici. Isidoro permanece na diretoria na função de tesoureiro.

Na ocasião, além da aprovação das contas do período 2017/18, Vilso apresentou um balanço das ações que implementou no seu tempo de gestão.

Entre elas, a divulgação da qualidade do peixe no mercado e para consumidores, e a transferência da sede do Ibama, em Painel, para as mãos da Epagri, criando oportunidade de benefícios à produção do peixe na região.

Quanto ao novo presidente, o biólogo Hélio Antunes de Souza, há 40 anos estuda e trabalha na criação de truta. É um dos maiores conhecedores da evolução da espécie, no Brasil.

Para ele, o desafio prossegue, principalmente, no que tange à exportação. Segundo disse, não existem os problemas sanitários colocados pela Europa. Para ele, quando os europeus decidem mudar seus sistemas de importação, inventam situações para não transparecer o protecionismo.

Por fim, os produtores de truta vão trabalhar mais para ampliar a organização da classe no enfrentamento da concorrência, e tomar cuidados quanto à sanidade do peixe.

Todos ficaram contentes em saber que a Estação está em boa fase de estruturação e que já começou a trabalhar no campo da pesquisa.

Jundiá entra cadeia produtiva de peixes na Serra

Além da truta, que já está sendo produzida em grande escala na Região Serrana, e, inclusive, sendo processada industrialmente, na Belo Peixes, em Lages, agora, o estímulo está sendo dado para a criação de jundiás, e ainda a tilápia.

Nesta última quarta-feira (21), acompanhei, na comunidade de Águas Sulfurosas, em Correia Pinto, a solenidade de implantação das chamadas Unidades de Referência Tecnológica (URTs) em piscicultura.

As URTs são propriedades rurais escolhidas pela Epagri para implantação de novas tecnologias. Depois de consolidadas, essas propriedades vão servir de modelo para outros agricultores da região que tenham interesse em conhecer as inovações implantadas, na criação do jundiá.

O bacana em tudo isso é ver a adesão de pequenas propriedades, que estão vendo na produção de peixes uma boa alternativa de renda.

Neste mesmo dia, os piscicultores que fazem parte das URTs, receberam cerca de 50 mil alevinos de jundiá e tilápia, e conheceram os equipamentos adquiridos pela Epagri para auxiliar nos serviços de criação dos peixes e na despesca.

As unidades estão localizadas em Lages, Campo Belo do Sul, Correia Pinto, Anita Garibaldi, Otacílio Costa, e Bocaina do Sul.

O presidente da Epagri, Luiz Ademir Hessmann que prestigiou o evento, acredita que, se as universidades também participassem do processo de fomento à cultura, com suas pesquisas, a produção de peixe na região teria um grande aliado.

Acatruta

O presidente da Acatruta, Vilso Isidoro, que representa a indústria de processamento da carne de peixe, frisou que no início do processo de criação de peixe havia sérios problemas técnicos, além da falta de comercialização.

Hoje, diante dos projetos de incentivos, o objetivo é o de aumentar a produção, incluindo outras espécies, caso do jundiá, além da truta. Atualmente, o vácuo entre o produtor e a indústria não existe mais, facilitando o fomento da produção em toda a região”, afirmou.

Para deixar você com água na boca

Também, pudera. Caso esteja com fome e ver fotos dessas, abaixo, é covardia né. Pois, são pratos preparado à base de carne de truta. Algo que a gente sugere para você aproveitar e mudar os hábitos já nestas festas de fim de ano.

Filé de truta grelhado

Mas enfim. Isso, claro, caso esteja pensando em se cuidar e comer algo mais saudável e leve. Então pode por a carne da truta em seu cardápio.

Além de tudo, ela tem  um valor altamente nutritivo, pois, aglutina além das vitaminas A, B1, B2, B6, C, D e E, e os elementos minerais vitais para o ser humano, como o sódio, ferro, cobre e zinco, entre outros.

Filé de truta com purê

O consumo da truta, só assegura melhoria na saúde, e nenhuma consequência para o organismo e para o excesso de calorias.

E o principal.  Tem também da presença de um componente que é muito benéfico à saúde, conhecido como ômega 3, que reforça o valor nutritivo do peixe.

Mas o que é o Ômega 3

O ômega 3 é um ácido que ajuda a reduzir as taxas de colesterol, diminuindo a incidência de doenças cardiovasculares. Auxilia, também, na regeneração de células nervosas, influindo no combate à depressão e distúrbios do sono. Por atuar no sistema nervoso, o ômega 3 diminui o risco de desenvolvimento do Mal de Alzheimer, demência e cansaço mental.

Posto este material, exatamente porque em Lages está a indústria de pescados Belo Peixes, do amigo Vilso Isidoro, a qual, ´processa a carne de truta, exportada para todo o Estado, mais o Rio Grande do Sul, Paraná, e São Paulo.

Feito. Esta dada a dica!

(Fotos: divulgação)