Atingidos pela Usina Garibaldi têm audiência com Procurador

Parece que o péssimo exemplo dado pela Baesa em passado recente, passa a ser adotado pela Usina Garibaldi.

Cerca de 200 famílias permanecem acampadas na região e reclamando das indenizações, falta de estradas, alagamentos de área não previstas, entre outros problemas.

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No último dia 2 de setembro, na Procuradoria da República em Lages, sob a coordenação do Procurador Nazareno Jorgealém Wolff, aconteceu audiência para colher informações sobre a atual situação da Usina Garibaldi.

UG1A audiência serviu para apurar que realmente há pelo menos 150 processos de atingidos ainda aguardando análise, e que a maioria das questões envolvendo falhas na implantação da infraestrutura.

Porém, pelo que consta, a Rio Canoas já se comprometeu a resolver em um acordo feito no Ministério Público Estadual.

De qualquer maneira, está marcada uma inspeção ao local para o próximo dia 11.

UG2Por outro lado, o Procurador alertou que a concessionária tem obrigação de atender as obrigações de indenização que assumiu no contrato que assinou com a União, no dia 14 de dezembro de 2010, e a ANEEL tem obrigação de fiscalizá-lo.

Em caso de descumprimento, impor multas e até mesmo intervir na concessão, além de comunicar a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União, sob pena de serem os próprios dirigentes responsabilizados.    

Deputado denuncia Usina Garibaldi

Atingidos pela Hidrelétrica Garibaldi, segundo denunciou o deputado estadual Dirceu Dresch (PT), na tribuna da Assembleia Legislativa, centenas de famílias de agricultores familiares sofrem com problemas sociais e desapropriações indevidas.

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Além disso, um erro de cálculo fez com que o lago da hidrelétrica construída no Rio Canoas ultrapassasse em mais de 600 metros a cota prevista, atingindo comunidades que não deveriam ser alagadas.

O deputado cobra uma posição da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fatma).

Dresch esteve no local na segunda-feira (19) para verificar a situação e dar apoio aos agricultores que estão acampados nas proximidades do canteiro de obras, na comunidade Nossa Senhora das Graças.

O problema é grave e realmente carece de uma posição definitiva como solução.garibaldi1

Conforme Dresch, propriedades estão alagadas, comunidades estão isoladas e uma enorme área de vegetação está embaixo d’água. 

O lago da usina abrange uma área que envolve os municípios de Abdon Batista, Cerro Negro, Campo Belo do Sul, São José do Cerrito e Vargem.

Conforme ainda o deputado, há falta de diálogo da empresa com os agricultores.