Uma verdadeira luta dos contra e a favor, está sendo travada no Congresso no tocante ao voto impresso. A PEC tem divisão na Câmara.

Nunca antes houve tanta polarização em torno do assunto. O voto impresso em paralelo faz parte de uma única exigência, a transparência, já para as próximas eleições, em 2022. É o que se quer. A partir disso, a discussão tem avançado tanto para pôr em prática, quanto para barrar a proposição. Seja como for, a comissão especial criada pela Câmara dos Deputados para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, sobre o voto impresso, se reúne na quinta-feira (15) para votar o parecer do relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR).
Na última segunda-feira (5), a comissão encerrou a discussão sobre o relatório. Oito deputados da oposição apresentaram votos em separado em que pedem a rejeição da proposta e defendem a manutenção da urna eletrônica atual. As coisas estão acontecendo. Nas redes sociais, surgem inúmeros fatos, verdadeiros ou não, a respeito do que ocorre nos bastidores para evitar a aprovação da PEC, a qualquer custo. Aliás, nem precisa focar em comentários paralelos. É evidente a existência daqueles que não querem, os que querem.
Enfim, a luta pela implantação de um sistema que legitime o voto eletrônico, através da impressão de um comprovante, prossegue. Por outro lado, a PEC, para ser promulgada vai precisar de pelo menos 60% dos votos dos deputados e senadores, em dois turnos. O grande questionamento é sobre a possibilidade da violação das urnas. O próprio presidente Jair Bolsonaro tem falado que existem fraudes. A curiosidade é o fato de uma pessoa como ele falar abertamente a respeito, e que, embora não tenha apresentado as provas, assume o que diz, sem receio. Por certo, deve ter alguma segurança ao lidar com o assunto sem constrangimento.
Conforme a coluna apurou, no mundo, são apenas três os países que se utilizam da urna eletrônica, sem registro em papel, o Brasil, Bangladesh e Butão. Por outro lado, a maioria das nações que usam a urna eletrônica, adota a segunda geração das máquinas, e que imprimem um comprovante em papel (voto impresso). Enquanto que no Brasil, o sistema ainda usa as de primeira geração, ou seja, unicamente eletrônica e sob a tutela somente do Supremo Tribunal Eleitoral.




