A oficialização da federação entre União Brasil e Progressistas (PP), sob o nome União Progressista, marca um dos movimentos mais ambiciosos da política brasileira recente.

Com 109 deputados e 15 senadores, além de uma presença robusta em prefeituras e governos estaduais, essa aliança se consolida como a maior força institucional do Congresso Nacional. Mas tamanho, por si só, não é sinônimo de clareza política e é justamente aí que mora o desafio.
Durante o evento de lançamento, os discursos foram marcados por críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal. ACM Neto afirmou que o “lado” da federação é contra o PT, enquanto Ciro Nogueira defendeu o “desembarque imediato” do governo.
No entanto, a federação ainda mantém ministros no Executivo e evita assumir uma oposição formal. Davi Alcolumbre tentou suavizar o tom, dizendo que o grupo não é nem oposição nem situação, mas sim uma “política com P maiúsculo”. Essa ambiguidade pode ser estratégica, mas também revela uma falta de coesão ideológica.
De olho em 2026
A pergunta que paira é: qual será o papel da União Progressista no jogo político de 2026? Com nomes como Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas sendo ventilados como possíveis candidatos à presidência, a federação parece mirar alto.
Mas para ser mais do que uma máquina eleitoral, ela precisa construir um projeto de país, algo que vá além da crítica ao governo atual e da disputa por recursos.













