Temer como candidato a Presidente

Ao realizar o Congresso da Fundação Ulysses Guimarães, nesta terça-feira (17), em Brasília, os peemedebistas reforçaram que devem lançar candidatura própria a Presidente.

O vice de Dilma Rousseff (PT), de hoje, Michael Temer, é o nome indicado, embora internamente desconverse sobre o assunto, conforme fontes de opinião nacional.

Aliás, a julgar pelas notícias do encontro, correligionários não pouparam a presidente Dilma, com exposição de bonecos infláveis com a faixa presidencial e pedindo o impeachment dela.

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Além disso, pediram que Temer assumisse o cargo de presidente. Porém, ele disse que é preciso esperar até 2018.

Diante disso, difícil imaginar que um partido que é governo, tenha em seu meio pessoas que promovam a descaracterização da parceria. O PMDB é vice do PT, e ponto final.

Queira ou não, toda essa situação de crise econômica e política do país, tem o dedo do partido.

O que se percebe, é que muitos partidários tentam dissociar a ligação existente hoje no Governo Federal com comando da presidente petista.

Por outro lado, não reclamam dos cargos que ocupam no Governo, por conta da aliança. Se a questão é pedir o impeachment da Presidente, o façam pelo lado de fora. Ética zero.

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Ainda durante o evento os catarinenses entregaram as propostas de Santa Catarina em documento formulado pela FUG estadual, atualmente sob a coordenação do deputado estadual Carlos Chiodini, ao senador Romero Jucá, relator do programa do PMDB Nacional.

Líderes seguem na defesa da tríplice

A saga dos principais líderes do PMDB catarinense segue em busca da coalizão da tríplice aliança, e o apoio à reeleição de Raimundo Colombo.

Líderes do PMDBNeste final de semana eles realizaram novos encontros regionais, desta vez, no Meio Oeste, especificamente nos municípios de Concórdia, Videira, Joaçaba e Caçador.

Nas reuniões com militantes regionais, lá estiveram o presidente estadual da sigla, Eduardo Pinho Moreira e os senadores Luiz Henrique e Casildo Maldaner. Também presentes os deputados estaduais Moacir Sopelsa e Valdir Cobalchini.

A principal proposto foi mesmo a defesa da continuidade com a atual aliança e a candidatura própria em 2018, que pode ser a decisão a ser homologada na pré-convenção do Partido, no doa 26 de abril.

Para o grupo, o PMDB tem compromisso com o atual Governo, do qual faz parte, e adiantar uma candidatura agora seria um “suicídio” político.

Ulysses Guimarães lembrado por Luiz Henrique

“Lembro de uma situação semelhante a esta. Lembro das conversas com Ulysses Guimarães, quando disse: Não é o momento Dr. Ulysses, o povo não vai entender. O senhor é o vice-presidente, assumiu o governo José Sarney dezenas de vezes, o MDB tem ministros e tem milhares de pessoas ocupando cargos no governo, não vai dar certo. E o MDB insistiu, foi candidato. Acompanhei e senti a repulsa de sua candidatura, a repulsa ao maior estadista desta República. O povo dizia: O MDB, comeu, comeu e virou o gamelão!”, lembrou Luiz Henrique.

Saído com antecedência

Para o senador, se fosse para ter candidatura própria neste momento, o PMDB deveria ter saído do Governo com antecedência, como aconteceu em Joinville, onde os peemedebistas entregaram os cargos um ano e meio antes para disputar a prefeitura.

Racionalidade

Eduardo Moreira ressaltou a trajetória e experiência política dos senadores e o conhecimento das bases dos deputados Cobalchini e Sopelsa  e pediu racionalidade aos companheiros.

Canteiro de obras

Com mais de 50 anos de vida pública, o senador Casildo Maldar lembrou o sucesso da reeleição do governador Luiz Henrique em 2006, quando Raimundo Colombo foi com ele para o Senado e destacou que hoje Santa Catarina está “um canteiro de obras”.

O risco

“Agora tem mais uma coisa. Vamos decidir sobre arriscar, na minha visão sem chance, eleger um governador agora, ou disputar para vencer em 2018”, encerrou Luiz Henrique.

Nesta próxima sexta-feira (28), o encontro será em Lages e região.