Prefeito Gean Loureiro está impedido de exercer o cargo

O prefeito de Florianópolis, Gean Marques Loureiro, detido na Operação “Chabu”, nesta terça-feira (18), deverá ficar afastado de suas funções por trinta dias a contar do início da sua prisão temporária.

Também fica proibido de fazer contato, por qualquer forma (presencial, telefônica, telemática etc.), pessoalmente ou mediante interposta pessoa, com os demais envolvidos e não poderá deixar o Estado de SC. Também deverá entregar o passaporte.

Gean foi levado pela PF durante a operação Chabu que investiga suposta violação de sigilo de operações policiais, e foi solto ainda na noite desta terça-feira. Na rede social, o prefeito da Capital catarinense afirmou que respondeu cerca de 70 perguntas durante o depoimento.

TRF4 expede 30 mandados

O desembargador federal Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), expediu 23 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária (de 5 dias) na Operação Chabu, deflagrada hoje (18/6) pela Polícia Federal (PF), em Santa Catarina.

Fachada do TRF4

A operação investiga uma organização criminosa composta de políticos, empresários e agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que violava o sigilo das operações policiais no estado, com vazamento de informações privilegiadas relativas a essas ações e interceptações.

O caso corre em segredo de Justiça e está em fase de inquérito, não havendo ainda ação penal. Têm acesso aos autos apenas magistrados, procuradores e advogados de defesa.

Foram presos temporariamente:

Além do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, também estão detidos o Fernando Amaro de Morais Caieron (Delegado da PF); José Augusto Alves (operador); Luciano da Cunha Teixeira; Marcelo Rubens Paiva Winter (diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Rodoviários de SC); Luciano Veloso Lima (ex-secretário da Casa Civil do governo Eduardo Pinho Moreira); Hélio Sant’Anna e Silva Júnior (delegado da PF aposentado).

Todos terão que comparecer perante juízo regularmente e tiveram várias outras imposições judiciais, como não se afastar do Estado e a entrega dos passaportes. (Fonte: TRF4)

Fotos: divulgação

Sobre o deputado João Rodrigues (PSD)

Tenho procurado acompanhar o mais de perto possível o desenrolar da vida do deputado federal João Rodrigues (PSD), preso em regime semiaberto, em Brasília.

Apesar do revés que teve no STF, que rejeitou os embargos, agora ele precisa até o dia 15 de agosto que os ministros possam torna-lo livre, sem que precise dormir no presídio, e responder pelo processo em liberdade.

Mas, o dia 15 de agosto é fundamental. Pois, precisa que o TRF4, inclua na pauta até esse dia, o julgamento da prescrição do processo que o condenou, e assim, manter a candidatura à reeleição. Se não conseguir reverter, não poderá concorrer.

Não se sabe o plano em caso de negatividade. Se será a esposa dele candidata, ou não.

(Foto: divulgação)