Não houve quem não repudiasse a invasão de manifestantes na Esplanada dos Ministérios neste domingo (8), em Brasília, assim como nos espaços da Praça dos Três Poderes, ou seja, no Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Até mesmo o ex-presidente Jair Bolsonaro postou a contrariedade dos atos em suas redes sociais.

A atribuição das ocorrências é dada aos contrários ao resultado das urnas eletrônicas, e a quem mais que estivesse infiltrado entre os manifestantes. O que se viu foi realmente uma barbárie, com a completa destruição dos ambientes destes poderes.
Porém, é preciso admitir que os manifestantes não são os únicos culpados. Àqueles que permitiram que a situação chegasse a esse ponto, precisam ser lembrados. Cito, por exemplo, a omissão das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, além das contínuas decisões do próprio Supremo em todo o processo eleitoral, que contribuíram para inflamar as pessoas.
Diante dos fatos, minha temeridade é de que tais demonstrações de forças, democráticas ou antidemocráticas, possam prosseguir de forma ainda mais intensa e perigosa. E preciso que se tirem lições destas ocorrências. O povo tomou para si, a responsabilidade de buscar justiça para tanto descaso.
Alguém teria que ter dado a ele, uma resposta mais efetiva diante dos manifestos em frente aos quartéis, que perduram por mais de 60 dias. Portanto, a culpa deve ser compartilhada, embora, repito, nada justifique o que se viu em Brasília, neste último final de semana.
O ataque à democracia, tem sido recorrente, e não somente justificado pelo vandalismo na Praça dos Três Poderes, por estes únicos manifestantes, neste momento. Atos parecidos já foram vistos no Brasil protagonizados pelo Movimento de Libertação aos Sem Terras, em junho de 2006.
Foto: Divulgação / Redes Sociais




