A peregrinação da caravana da reedição da atual aliança entre PSD e PMDB, neste final de semana, chegou até os municípios de Itajaí, Tijucas e São José.
Os senadores Luiz Henrique e Casildo Maldaner e o presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, voltaram a defender a construção de um projeto viável para que o PMDB tenha candidatura própria em 2018, e não agora.
Além do apoio das lideranças locais, o grupo ouviu manifestações favoráveis do prefeito de Joinville Udo Döhler e do ex-secretário da Saúde, Dalmo de Oliveira, entre outros.
Eduardo Moreira mais uma vez lembrou aos companheiros dos resultados conquistados pelo atual Governo, com a participação majoritária do PMDB e das obras e ações que ainda serão efetivadas no próximo mandato.
O grupo ainda ressaltou que as pesquisas divulgadas neste final de semana compravam a viabilidade da reeleição de Raimundo Colombo e que para 2018 o PMDB não vai apenas apresentar um candidato, mas vai construir um projeto viável.
Nestas reuniões, o que foi bem lembrado foi o fato de que aos 45 do segundo tempo, seria uma incoerência assumir uma candidatura contra o Governo do qual fazemos parte com o vice-governador, com secretarias e espaços importantes.
Piriquito desiste da renúncia à Prefeitura
A novidade, da reunião em Itajaí, foi a participação do prefeito de Balneário Camboriú, Edson Piriquito.
Ele não declarou apoio à reedição da atual aliança, porém garantiu, que se essa tese for vitoriosa na pré-convenção, vai trabalhar pela reeleição do governador.
Por outro lado, parece estar admitindo que o projeto de candidatura própria agora, realmente não será viável. Não vai mais renunciar à Prefeitura. Mas, prometeu que vai construir um projeto e preparar-se para ser o candidato do PMDB em 2018.
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As 15 razões para a manutenção da aliança
Durante os roteiros, o grupo distribuiu um jornal defendendo a reedição da atual aliança na eleição majoritária e uma carta do senador Luiz Henrique, na qual ele destaca 15 razões para manter a coligação, confira:
1. Quando nos coligamos para eleger o Governador Raimundo Colombo, a lei já lhe assegurava o direito de postular a reeleição.
2. Somos Governo, temos, no companheiro Eduardo Pinho Moreira, o Vice-Governador, além da maioria dos integrantes dos cargos de confiança.
3. Em Joinville, só elegemos o Prefeito Udo Döhler, porque desembarcamos do Governo Municipal, entregando todos os cargos, um ano e seis meses antes das eleições!
4. Continuamos ocupando os cargos indicados pelo Partido. E se, no dia 27, deixarmos todas as funções de confiança (o que seria o gesto de mínima de dignidade política!), ainda assim o povo entenderia como decisão tardia e oportunista, o que, sem dúvida, repetiria o insucesso da candidatura presidencial do Dr. Ulysses.
5. Não coligados, levaremos o Partido ao isolamento, ao enfraquecimento, e à impossibilidade de vencer, em candidatura solitária, ladeira acima.
6. Coligados, manteremos a Vice-governança, e, assim, assumiremos o Governo em 2018, já que o Governador Raimundo Colombo será candidato a Senador.
7. Coligados, faremos eleição de morro abaixo, aumentando as nossas bancadas de deputados estaduais e federais, e os espaços no Governo. Assim, poderemos apoiar, ainda com mais força, os nossos Prefeitos, nos seus atuais mandatos e nas futuras campanhas eleitorais.
8. Coligados, vamos negociar uma nova relação com o Governo Colombo, para restabelecer a força da DESCENTRALIZAÇÃO, das Secretarias e dos Conselhos regionais.
9. Coligados, seremos beneficiados pela geografia das urnas, o que aumentará, ainda mais, a presença do nosso Partido e dos nossos companheiros no Governo.
10. Coligados, seremos co-responsáveis pelo canteiro de obras em que o nosso Governo tornará Santa Catarina, aplicando os NOVE BILHÕES DE REAIS repassados pelo Governo Federal, cuja maioria dos investimentos encontra-se nas fases de projeto, desapropriação, licença ambiental ou licitação (o que demora, normalmente, de um a um ano e meio).
11. Coligados, preservaremos nossas posições no Governo, mantendo a visibilidade do PMDB, essencial para o maior êxito nos nossos candidatos à Assembleia Legislativa e ao Congresso Nacional.
12. Coligados, não entregaremos as nossas posições aos nossos adversários históricos, e, assim, não permitiremos a ressurreição das lideranças que derrotamos em quatro eleições recentes. Não se esqueçam: o político é o único animal que ressuscita!
13. Coligados, participaremos de uma enorme reunião de Partidos. E, assim, ocuparemos, de longe, o maior tempo de rádio e TV, o que aumentará significativamente o sucesso eleitoral dos nossos candidatos ao Poder legislativo.
14. Coligados, manteremos a unidade do PMDB, sem ter que enfrentar o salve-se quem puder de uma ruptura abrupta do com o Governo, às vésperas das eleições.
15. Não coligados, o que diremos? Que propostas apresentaremos? Teremos autoridade para criticar as políticas de saúde, da administração, da infra-estrutura, da Justiça, da Celesc, do Deinfra, do Deter, da Fatma, do Iprev, da Codesc, da SC Gás, e de tantas outras áreas que são geridas por companheiros do PMDB?
Isso não vai levar – como aconteceu com o Dr. Ulysses — à divisão, ao descrédito e à perda do apoio popular?!
“Peço que reflitam sobre o passo que vão dar no dia 26, peço-lhes o voto pela COLIGAÇÃO, para que a continuidade do projeto vitorioso, potencialize, ainda mais, a grandeza do nosso PMDB, assegurando-lhe a volta ao cargo de Governador do Estado em 2018.
Em 2018, encerro a minha vida pública. Minha última missão será levar o PMDB de volta ao Governo do Estado, daqui a apenas três anos.”
Forte abraço.
LUIZ HENRIQUE