Ibama notifica propriedades da Coxilha Rica

O setor econômico de Lages, desde a semana passada, está apreensivo. É que o Ibama, desencadeou uma operação em áreas da Coxilha Rica abrangendo Lages e Capão Alto.

O Instituto ambiental passou a notificar propriedades que estão utilizando a terra para a agricultura, ou plantação de pinus.

A questão está sendo avaliada pelas entidades representativas locais que estudam uma forma de defesa.

Nesta terça-feira (20), uma reunião na sede da Associação Rural de Lages, a partir das 14 horas, irá discutir a questão, e buscar os meios legais para juntar todas as informações possíveis para montar a tese da defesa.

A região vem apostando no setor agrícola, e no desenvolvimento na produção de grãos, a partir da região da Coxilha Rica. Cooperativas já estão, inclusive, instaladas para operar junto aos produtores. A questão também abrange o setor florestal.

(Foto: divulgação)

Os 40 anos da Associação Catarinense de Empresas Florestais

As quatro décadas de atuação em defesa do setor florestal foram comemoradas em grande estilo pelos associados à ACR, durante jantar, na noite desta quinta-feira (20), na Pousada Rural do SESC, em Lages.

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Estiveram presentes o governador do Estado, Raimundo Colombo e várias outras importantes lideranças políticas e empresariais de Santa Catarina, associados e convidados.

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Todos foram recepcionados pelo atual presidente da Associação Catarinense de Empresas Florestais, José Valmir Calori e membros da diretoria.

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Na ocasião os pioneiros do setor de base florestal em Santa Catarina foram homenageados.

O setor em números

Fundada em 1975 a ACR tem sede em Lages e hoje congrega 33 das maiores e mais importantes empresas do segmento de base florestal de Santa Catarina.

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Santa Catarina destaca-se pela produção de toras, que são utilizadas nos setores de papel e celulose, móveis, chapas de madeira reconstituída (MDF, MDP, BP e outras), madeira serrada e biomassa. A média anual da produção catarinense está em cerca de 29 milhões de metros cúbicos de toras, que representam 13% da produção nacional.

O setor de base florestal catarinense representa 33% da balança comercial e 40% do volume de produtos exportados pelo estado. É o 4º maior gerador de divisas (R$ 1,63 bilhão), ocupa a 2º posição no PIB de Santa Catarina e gera em torno de 90 mil empregos.

As empresas associadas à ACR são responsáveis por mais de 300 mil hectares de florestas plantadas e por aproximadamente 450 mil hectares de área protegida.

(Fotos: Zé Rabelo)

Anuário estatístico exalta a importância do setor florestal

Percebo que o setor de base florestal plantada está ampliando a perda da timidez quanto à difusão das ações, o crescimento e a importância no mercado.

anuárioA impressão do primeiro Anuário Estatístico contendo dados privilegiados para o Estado de Santa Catarina e para quem mais quiser ver, permite, com clareza, conhecer o setor com profundidade, a partir dos números.

Não fiz ainda uma leitura objetiva de todos os dados publicados, mas faço-me valer das rápidas explanações feitas durante o lançamento do material que deverá servir como fonte de informação.

DiretoriaA nova Diretoria da ACR – José Valmir Calori, com o Anuário em mãos preside a entidade

O lançamento ocorreu na noite desta quinta-feira (27), para autoridades, empresários do ramo e imprensa.

Nele está a comprovação da importância que o setor exerce sobre o PIB do Estado, a partir de muitos municípios que têm nas florestas plantadas, a base da economia.

anuário1Relevante dizer, que o setor florestal ocupa espaço privilegiado na economia, com mais de 5 mil empresas dependentes, propiciando cerca de 95 mil empregos formais, e gerando uma movimentação financeira em torno de R$ 1,65 bilhão anualmente.

Não é à toa que se posiciona na segunda colocação no Produto Interno Bruto do Estado, exatamente por estar agregado em quase toda a cadeia industrial de SC, principalmente na cogeração de energia.

CostinhaPresidente da SC Par – Paulo César da Costa, representou o Governo do Estado

Todo esse potencial, com dados estatísticos precisos remontam a realidade do setor de base florestal em Santa Catarina, com muita precisão. Há de se respeitar.

Concluo dizendo que o que fez a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), foi a mais sábia atitude. Uma oportunidade para abrir fronteiras e, definitivamente desmistificar um setor que até então seguia retraído no campo da informação.