Distribuição de gás natural em Lages

A informação será repassada detalhadamente durante coletiva à imprensa, agendada para a próxima sexta-feira (10), às 16h30min, em Lages, na sede da FIESC, através da SCGÁS.

O objetivo do evento é divulgar dados e informações sobre a missão realizada em Portugal, onde representantes das duas entidades estudaram modelos de transporte que podem atender a cidade de Lages com gás natural sem a necessidade de gasodutos.

Nesse caso, o modelo adotado seria o Gás Natural Liquefeito (GNL), que pode abastecer os clientes utilizando caminhões ou redes de distribuição internas, espalhadas pela cidade.

O sistema pode antecipar a oferta do gás natural a diferentes regiões do estado, auxiliando na interiorização do insumo.

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 Projeto Estruturante

Também serão divulgados mais detalhes sobre o Projeto Estruturante de Lages, o qual criará uma rede interna de 12km no município para atender indústrias e postos de combustível locais.

Segundo o projeto, o gás que abastecerá o município será transformado para o estado líquido em Rio do Sul, sendo levado de caminhão até Lages, onde será reaquecido e injetado na rede interna.

Gás natural poderá chegar a Lages

O assunto do gás natural a Lages andava até esquecido. Havia a perspectiva de que a tubulação fizesse a distribuição. Mas, surge uma nova alternativa.

A Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) estuda a possibilidade de substituir o GNC (Gás Natural Comprimido) pelo gás natural na sua forma liquefeita (GNL) para transportar o insumo até regiões do estado onde não há redes de distribuição.

De acordo com o projeto piloto da companhia, Lages será a primeira cidade a receber o GNL, permitindo que as indústrias da região também operem com gás natural, que hoje só chega à cidade para uso automotivo (GNV).

Neste momento a SCGÁS e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) participam de uma missão técnica a Portugal para conhecer a logística de distribuição de GNL.

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Com a mudança no sistema de transporte de GNC (Gás Natural Comprimido) para GNL, a mesma quantidade que é transportada atualmente em quatro caminhões pode ser carregada em apenas um.

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Construção de unidade de refrigeração

O projeto piloto prevê que o gás natural seja retirado da tubulação em Rio do Sul e inserido em uma unidade de refrigeração, onde será submetido a 162ºC negativos, temperatura necessária para transformar o gás natural do estado gasoso para o líquido. De lá, o GNL segue até Lages, onde será regaseificado e inserido em uma rede isolada para distribuição aos pontos de consumo – postos de combustível e indústrias.

Atualmente, o atendimento em Lages é apenas via modal GNC e exclusivo para atender ao mercado automotivo.

Por fim, vejo com bons olhos. No entanto, a notícia, como tantas outras cria nova expecativa. Pois, que desta vez, aconteça.

(Informações: Fábrica da Comunicação)