Em um ótimo conteúdo jornalístico, o colega Iran Rosa de Moraes, retrata o cenário da safra agrícola de Lages, em dois importantes pontos: Coxilha Rica e de Santa Terezinha do Salto.

Otimismo de parte dos produtores não falta, com relação à produção obtida e com a lucratividade das lavouras, resultado de boas práticas de manejo e valorização do preço dos grãos.
Sem dúvida, a assistência técnica e de comercialização de cereais de duas principais cooperativas agrícolas: a Copercampos e a Cooperplan, contam e muito.
Problemas climáticos
Na reportagem, Iran aponta um problema que precisa ser levado em consideração. Segundo ele, neste final do mês de maio os agricultores lageanos ainda não concluíram a colheita das lavouras de soja e milho da safra 2021-2022, devido aos períodos de chuvas ocorridos sucessivamente em abril e maio.

Com isso, a colheita da soja atrasou em cerca de 20 dias, apresentando perdas, porém consideradas pouco significativas, na qualidade e produtividade dos grãos.
Muita chuva
O volume de chuvas foi muito expressivo, nos meses de março (140mm), abril (150mm) e em maio (300mm), provocando o atraso na colheita da soja, um dos cereais mais cultivados nas regiões da Coxilha Rica e de Santa Terezinha do Salto Caveiras.

Nessas áreas, planta-se também o milho, feijão, na safra de verão, e mais o trigo, triticale e pipoca, além de aveia e azevém. Além disso, as chuvas prolongadas, e em excesso, causaram sérios problemas nas estradas, e a manutenção tem de ser intensificada.
Na avaliação de produtores
O agricultor Osvaldo Uncini, pioneiro na produção de cereais, em larga escala, mantendo lavouras tanto na Coxilha Rica como em Santa Terezinha do Salto, disse que embora tenha havido influência negativa do clima, as perdas na atual safra não foram significativas.

Um dos pioneiros no plantio de cereais na Coxilha Rica, Jandir Rodrigues, disse que a safra 2021-2022 será compensadora, por conta da utilização de boas práticas de manejo das lavouras, como rotação de culturas e correção do solo, por exemplo.
Avaliação técnica
O agrônomo das duas unidades da Copercampos, localizadas na região da Coxilha Rica, o engenheiro Emanuel Mattos, apresenta em números a estimativa de colheita da safra 2021/2022, e faz a seguinte avaliação dos principais cultivos realizados no período:
“Nessa safra 21/22, a soja plantada em outubro e de ciclo mais curto, foi mais afetada com a estiagem, já a soja plantada em novembro e com ciclo mais longo, foi menos prejudicada por esse estresse hídrico. Estima-se que haverá uma quebra de 20% nestas lavouras de soja.

O maior problema foi na cultura do milho, onde as estiagens de dezembro e janeiro afetaram diretamente a polinização do milho, que é o momento que a cultura está mais suscetível a estresse hídrico. As lavouras de feijão terão, no geral, 35% de perda de produtividade, e o milho, no geral, 60% de quebra na safra. Mesmo assim, podemos acreditar em perspectivas de desenvolvimento e lucratividade nas lavouras”, segundo comenta Emanuel Mattos.
Observe os números estimados da colheita da Coxilha Rica (Lages-Capão Alto/SC) – safra 2021/2022
Soja:
Área Plantada – 6.000 hectares
Produção – 16.200 toneladas (270 mil sacos)
Quebra de Safra – 20%
Feijão:
Área Plantada – 1.000 hectares
Produção – 1.200 toneladas (20 mil sacos)
Quebra de Safra – 35%
Milho:
Área Plantada – 2.500 hectares
Produção – 9.000 toneladas (150 mil sacos)
Quebra de Safra – 60%
Trigo (safra inverno 2021):
Área Plantada – 500 hectares
Produção – 1.620 toneladas (27 mil sacos)
Informações: Texto: Iran Rosa de Moraes / Fotos: Toninho Vieira













