
Sindicato e Associação Rural reconhecem ação policial


Foi por volta da 01h45, da madrugada deste sábado (12), quando a guarnição da Rocam, juntamente com PM de Campo Belo do Sul abordou uma camioneta suspeita na SC-390, com dois homens, e transportando quatro cabeças de gato.

Sem documentação da origem dos animais, e nervosos, os dois caíram em contradição, e acabaram confessando que roubaram os animais na localidade de Portões, em Cerro Negro.
Para a surpresa dos policiais, logo surgiu outra caminhonete na rodovia, com outras cinco cabeças de gado, também roubadas.

Aos envolvidos foi dada voz de prisão, e todos foram encaminhados para a Delegacia de Lages, onde ficaram à disposição da Justiça, pelo crime de abigeato.
Fonte: Polícia Militar de Campo Belo do Sul.
Criadores da Serra Catarinense têm sido atormentados por ladrões de gado com bastante frequência, e muitas vezes não são descobertos e continuam praticando seus crimes impunemente.

Mas, desta vez, a Polícia Militar foi mais eficiente que eles, e, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), deflagrou na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Abate, destinada a cumprir sete mandados de busca e apreensão emitidos pela 3ª Vara Criminal de Lages.

Em menos de três horas de ação policial, três homens foram presos. Na residência dos envolvidos, localizadas nos bairros Guarujá e Tributo, os policiais encontraram arma de fogo e munições irregulares, animais silvestres e pássaros presos em gaiolas e, ainda, documentos com indícios de falsificação.
Também, brincos de identificação de bovinos, encaminhados ao Gaeco por ter ligação com os fatos investigados, celulares, uma arapuca e uma motosserra sem documentação.

O cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão ocorreram no perímetro urbano, apesar de informações de que os envolvidos atuavam com relativa frequência no perímetro rural.
Rede Rural de Segurança
A ação policial ocorreu depois que a 12ª Promotoria De Justiça da Comarca de Lages e Gaeco, receberam, por meio da Rede Rural de Segurança e guarnições da Rádio Patrulha da Polícia Militar em Lages informações que indicavam fortes indícios da participação dos investigados nos delitos de abigeato – furto de gado, furto, posse e porte ilegal de armas de fogo, organização criminosa e crimes ambientais.
Por: Catarinas / Fotos: Nilton Wolff
A Polícia Militar Ambiental de Lages está auxiliando nas investigações de uma grande ocorrência de abigeato, que é a prática de furtar ou receptar (comprar) gado furtado.

Neste fim de semana, os policiais descobriram em uma propriedade rural do município de Petrolândia, no Alto Vale do Itajaí, pelo menos um dos 24 animais furtados no dia 12 de julho em uma fazenda no interior de Painel.
Outros cinco bovinos localizados na mesma propriedade têm origem suspeita e farão parte da investigação instaurada pela Polícia Civil em Ituporanga, para onde foi levado o proprietário da fazenda onde estavam os animais, em Petrolândia.

A investigação será conduzida a partir de informações da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), instituição que possui os registros de todos os bovinos devidamente cadastrados no Estado.
Crime
O crime de abigeato é previsto na lei federal 13.330, de 2 de agosto de 2016, que estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão a quem pratica furto ou receptação de gado. A Polícia Militar Ambiental orienta que os casos de furto sejam registrados pelo telefone 190 da Polícia Militar e, na impossibilidade, registrem na Delegacia de Polícia Civil mais próxima.
Informações: Catarinas / Fotos – PMA
Nesta última sexta-feira (24), a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra quatro suspeitos da prática de abigeatos, como é popularmente conhecido o furto de gado, ocorridos em Capão Alto e Região. As prisões ocorreram no Rio Grande do Sul, nas cidades de Passo Fundo, Santa Cecília do Sul e Ciríaco, onde foram localizados os suspeitos.

A base da operação denominada de “Porteira segura” foi montada na cidade de Tapejaras-RS, de onde os policias civis catarinenses e gaúchos partiram para o cumprimento dos mandados. As prisões ocorreram no estado vizinho do Rio Grande do Sul, nas cidades de Passo Fundo, Santa Cecília do Sul e Ciríaco, onde foram localizados os suspeitos.
Além da Polícia Civil de Capão Alto, Município onde se desenvolveu a investigação, a operação conjunta contou com a participação dos policiais civis de Anita Garibaldi e das Comarcas gaúchas de Tapejara e Ciríaco.
O roubo
No início do mês de outubro, foram furtadas de uma fazenda localizada na região da Coxilha Rica, 48 cabeças de gado e mais uma égua da raça Crioula, o fato repercutiu em razão da audácia e do preparo dos criminosos, que atuaram com organização e tempo para consumar a empreitada criminosa ao furtar e transportar a enorme quantidade de gado.
Investigações
Após intensa investigação pela Polícia Civil, conseguiu-se identificar e localizar não só os dois caminhões e uma caminhonete utilizados para o transporte, como também seus proprietários e condutores na ocasião.

Ainda, em diligências no início do mês de novembro, a égua furtada foi localizada exatamente na propriedade do principal suspeito e possivelmente líder da organização. O equino foi identificado pela vítima, a quem lhe foi entregue. Parte do gado furtado também já foi recuperado.
Investigações continuam
Todas as circunstâncias do crime, bem como identidade dos envolvidos somente serão divulgadas após encerramento das investigações e indiciamento pela autoridade policial. Trata-se de uma rápida e eficaz resposta da Polícia Civil à altura do que é esperado e merecido pela sociedade da Serra Catarinense.
A investigação que descobriu a associação criminosa e que levou seus integrantes à prisão durou cerca de 50 dias. e segundo informações outras investigações estão em curso e novas operações serão deflagradas nos próximos dias.
Por: Rodrigo Antunes da Rádio Explosão FM – Fotos: Divulgação Policia Civil
Abigeato é uma espécie de crime de furto que envolve a subtração de animais, principalmente domesticados, como animais de carga e animais para abate.
Um problema que os pecuaristas vem sofrendo desde que iniciaram suas criações na região. Um problema que o Sindicato Rural vem sentindo deste a sua fundação, em 1939. Como se vê, uma questão histórica.
É difícil combater devido à vastidão dos campos serranos. Porém, é preciso tentar encontrar maneiras que possam, pelo menos, coibir ou diminuir as ocorrências.
Embora tais ocorrências sejam registradas, as Polícias urbanas têm muitas demandas. E o interior, praticamente fica sem assistência.
Para tanto, a Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC) articula uma parceria com a Polícia Militar Ambiental, para, em conjunto, encontrar uma maneira de viabilizar a segurança no campo.
Porém, o entendimento é de que não basta só querer, é preciso também recursos. O estudo avança a partir da parceria com a PM envolvendo não somente a Federação, mas também, com envolvimento de todas as entidades sindicais do Estado.
Uma situação que precisa ter mais atenção das autoridades. De acordo com o presidente da Associação Rural de Lages, Márcio Pamplona, a situação hoje está praticamente sem controle.

Para o dirigente, a falta de uma ação prática, como a criação de uma Delegacia Rural, só para tratar de casos envolvendo o campo, pode ser uma alternativa.
Márcio salienta que há a necessidade de mais envolvimento político e de gestores municipais e do Governo do Estado, além das forças policiais e sindicais, para que crimes no interior sejam combatidos.
Dados da Polícia Civil da Serra Catarinense alertam que de 2015 até o mês de agosto deste ano já foram registrados 79 boletins de ocorrência relacionados à tentativa ou ao furto de bovinos na região. O que causou estranheza é o fato de que dessas ocorrências apenas uma foi registrada na Polícia Militar.

Para coibir essa prática, a Polícia Militar Ambiental em Lages e o 6º Batalhão de Polícia Militar, por meio da Patrulha Rural, realizarão barreiras conjuntas e intensificarão o patrulhamento nas comunidades rurais com maior índice de ocorrências.
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Mapa do crime
Um mapa apontando tendências na prática do crime de furto de gado deve ser elaborado. Para isso, será realizado um trabalho de mapeamento de denúncias e ocorrências.
A Polícia Militar Ambiental disponibilizou e capacitou os policiais da Patrulha Rural para a utilização de um receptor GPS.
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Orientação
Com o objetivo de orientar os proprietários rurais, principalmente no que se refere à comunicação de fatos relacionados ao furto de gado, os policiais visitarão propriedades e realizarão reuniões nas principais localidades com o objetivo de estreitar relações, obter e fornecer informações sobre o assunto.
Os patrulhamentos noturnos também serão intensificados, uma vez que a prática desse crime ocorre em horários de menor fluxo de pessoas nas comunidades rurais.
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Pena mais rigorosa
É importante ressaltar que com a publicação da Lei Federal nº 13.330/2016, que alterou o Art. 155 do Código Penal, a subtração e receptação de animais domésticos de produção, como bovinos, ovinos, caprinos e equinos, aumentou a pena que era de um a quatro anos e a multa para dois a cinco anos e multa.
Informações: Catarinas com informações e fotos PMA
Muito esperada pelos pecuaristas, a Lei 13.330/2016, que prevê penas mais graves para o crime de furto e abate clandestino de animais (abigeato) foi sancionada pelo presidente interino, Michel Temer, no dia 2 de agosto. A nova legislação foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira 4).
O Projeto de Lei, de autoria do deputado federal Afonso Hamm, tramitou no Congresso por quase três anos.

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O que muda
A mudança na legislação ampliará as penas mínimas e máximas, além de fazer com que toda a cadeia do crime seja punida, desde quem rouba até quem oculta, transporta e comercializa.
Amplia-se a proteção para todos os criadores de animais e da comunidade em geral.
A tipificação do crime de abigeato, não são apenas os pecuaristas de corte ou de leite que estarão mais protegidos, mas também os ovinocultores, os suinocultores, os aviários, os criadores de equinos e tantos outros produtores, que vem sofrendo com os bandidos que se organizam em cadeias criminosas e levam pânico ao campo.
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Punição
Atualmente, qualquer tipo de furto é punido com pena de um a quatro anos de reclusão. Pela nova lei, que tipifica o abigeato como furto qualificado no Código Penal, a pena será de dois a cinco anos de reclusão.
Além disso, a legislação passa a enquadrar como crime a comercialização, o armazenamento, a exposição e a entrega de carne ou outros alimentos sem origem controlada.
(Fonte: Rádio Progresso de Ijuí (RS))