COSUD: Reforçada integração no combate ao crime organizado

O governador Jorginho Mello participou da 14ª edição do COSUD, no Rio de Janeiro, onde governadores do Sul e Sudeste assinaram a Carta do Rio, documento que fortalece a cooperação entre estados e define a segurança pública como prioridade máxima.

Foto: Marllon Legnaghi/GOVSC

Jorginho destacou que o crime organizado atua sem fronteiras e que apenas ações integradas, com compartilhamento de inteligência, podem produzir resultados consistentes. Entre as propostas defendidas pelos governadores estão um modelo permanente de financiamento para a segurança, o uso de recursos das apostas esportivas (BETs) e o apoio ao PL Antifacção.

O encontro também reforçou a necessidade de maior atuação da União nas fronteiras e no combate à lavagem de dinheiro. Jorginho Mello reiterou que qualquer mudança nacional deve respeitar a autonomia dos estados e garantir forças policiais fortes e bem estruturadas.

A próxima edição do COSUD ocorrerá em março de 2026, sob presidência do governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Taxação: governadores cobram atitude do Governo Federal

Diante da imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, liderou um movimento de cobrança por ações imediatas do governo federal. Em reunião com outros oito governadores, incluindo nomes de peso como Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO), Jorginho manifestou indignação com a passividade do governo federal frente a uma crise que já afeta diretamente a economia nacional, especialmente setores estratégicos da indústria e do agronegócio.

Em reunião com líderes estaduais, governador de Santa Catarina critica omissão de Brasília e pede ação imediata para proteger a economia e os setores produtivos afetados pela taxação americana de 50% / Foto: Nohlan Scholzel /SAN

Segundo ele, enquanto os impactos do tarifaço já são sentidos, não há qualquer sinal de articulação diplomática ou estratégica por parte da União. “Tem que ir lá conversar”, disse o governador, numa crítica clara à falta de liderança e iniciativa do governo federal.

Ele defendeu, ainda, a atuação mais incisiva do Congresso Nacional, incluindo a deliberação de matérias urgentes como a proposta de anistia tributária. O grupo de governadores decidiu buscar apoio junto aos líderes partidários no Congresso para pressionar por medidas de compensação aos setores atingidos.

O governador Tarcísio de Freitas reforçou o tom crítico à diplomacia federal, dizendo que o Brasil perdeu o rumo ao agredir um parceiro histórico como os EUA, um dos maiores investidores no país.

Atitude corajosa

A postura de Jorginho Mello e dos demais governadores é corajosa, madura e absolutamente necessária. Em um momento de fragilidade econômica global, permitir que um tarifaço como esse avance sem reação é um erro grave, e os estados, que dependem diretamente da exportação, não podem ficar parados.

Jorginho demonstra liderança política ao não esperar passivamente por Brasília e ao reunir governadores de diferentes regiões e partidos em torno de um objetivo comum: defender os interesses do Brasil real, produtivo e gerador de empregos.

Ao exigir diplomacia ativa e articulação política, os governadores assumem o protagonismo que falta ao governo federal. É um gesto de estadismo, que merece ser reconhecido, valorizado e, acima de tudo, ouvido.

Estado de SC citado como exemplo em reunião do Consud

Logo na abertura do evento, o governador mineiro, Romeu Zema, destacou Santa Catarina. “Sempre gosto de citar Santa Catarina como exemplo, pois é um estado que não tem petróleo, não tem minério, nenhuma grande estatal, não tem grandes extensões de terras agricultáveis, mas é um exemplo que deu certo porque lá tem gente trabalhadora e empreendedora”, disse.

Foto: Eduardo Valente / Secom

Para o governador Jorginho Mello, um momento de valorização. Oportunidade para apontar os ótimos desempenhos do Estado. Conforme disse, são fruto de questões culturais e que o governo precisa estar atento para ofertar segurança jurídica para quem deseja empreender, mesmo em um estado pequeno. Porém, grande em vários aspectos.

Tem a terceira melhor geração de empregos do país em 2023, sem falar no positivismo econômico. O governador catarinense, destacou algo crucial, e que mexe com as opiniões. Salientou que os sete, juntos, e aí incluindo São Paulo, têm poder de decisão, e com chance de tocar questões estruturantes que precisam andar, como a reforma tributária, o marco temporal e outras mais específicas como as da Agricultura”, afirmou, acrescentando que o principal objetivo do Consud é o esforço comum em soluções integradas de política pública.

Encontro de governadores em Minas chama atenção

Na política atual vivida no Brasil, qualquer que seja a movimentação de lideranças, acaba chamando atenção. O encontro de sete governadores, no denominado Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Consud), em Belo Horizonte, iniciado na sexta e se encerrando neste sábado (3), tem sido observado, embora seja o oitavo evento, criado em 2019. Mas, como disse, no desse tempo, a atenção é maior. E não é para menos.

Foto: Hélio Filho/Secom

Lá se encontram governadores de sete estados: o anfitrião, Romeu Zema, de Minas Gerais, Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, Carlos Casagrande, do Espírito Santo, Ratinho Jr, do Paraná, Jorginho Melo, de Santa Catarina, Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Juntos formam uma das principais economias do país, com a proposta de engajamento entre si, e no desenvolvimento estratégico de setores produtivos, em que problemas e soluções são debatidas.

Sozinhos, estes estados representam quase 60% da população brasileira, segundo disse, o líder catarinense, Jorginho Mello (PL). Enquanto que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, apontou que os estados do Cosud respondem por 80% da arrecadação federal e 93% das dívidas dos estados com a União. Sem dúvida, um grupo forte e expressivo.

Viés ideológico

Por ser um tempo diferente, houve quem dissesse que o encontro tem viés ideológico, e que se seria uma contraofensiva à esquerda, uma vez que alguns dos governadores possuem afinidades ideológicas semelhantes. Porém, eles rechaçaram qualquer interesse ou disputa ideológica. Um deles, do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), inclusive, declarou voto aberto ao presidente Lula.

Dirceu Aurélio / Imprensa MG

Seja como for, o grupo demonstra força e união em torno de proposições políticas e econômicas, que possam avançar para todos os estados brasileiros. A principal pauta é a potencialização do desenvolvimento dos estados, a partir de um protocolo de intenções. Para dimensionar o Cosud, o chefe do Executivo mineiro Romeu Zema disse que o consórcio representa a economia do México. “Isso demonstra que o consórcio precisa opinar e mostrar aquilo que funciona”, disse.

Comitiva

Na comitiva de Santa Catarina em Minas Gerais, na 8ª edição do Cosud, estão os secretários de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, da Agricultura, Valdir Colatto, do Planejamento, Edgard Usuy, e o comandante-geral da PMSC, coronel Aurélio Pelozato. Juntos eles irão ratificar a formalização é um novo momento para a organização.