Alto escalão do PMDB em meio a denúncias

A política nacional está em polvorosa diante dos novos desdobramentos que atestam casos de corrupção passiva, fragilizando ainda mais a sustentação ao Governo.

Esta semana, a Procuradoria Geral da República (PGR), através de Rodrigo Janot , denunciou figurões do PMDB. Entre eles, o líder do Governo no Senado, Roméro Jucá, o ex-presidente Renan Calheiros, o ex-presidente da República, José Sarney, e ainda os senadores Garibaldi Alves Filho, e Valdir Raupp, entre outras pessoas, empresários ligados à ramificação. O crime denunciado é por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O presidente Temer só não está junto ao grupo porque segundo as informações, os acontecimentos que envolvem os senadores ocorreram dele ocupar o cargo. Seja como for, vem “tempestade” sobre a sigla, e que poderá respingar para todos os lados, inclusive, em Santa Catarina. Como o Partido irá se blindar no Estado, ainda não se sabe.

Pedida a prisão de Renan, Sarney e Jucá

Sabe-se que ainda há muita corrupção e gente a ser descoberta em função das mais diversas falcatruas neste país.

No entanto, o que os responsáveis pela Lava-jato vêm fazendo, é algo que nos causa a sensação de que a Justiça tarda mas não falha.

Janot pede prisão de Renan, Sarney e Jucá por tentarem barrar Lava-Jato, afirma jornal Montagem com fotos da Agência Senado/

Foto: Montagem com fotos da Agência Senado

O pedido de prisão, de parte do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal para que se prenda o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR, é prova de que ninguém mais tolera tanta sacanagem nos bastidores da política.

O jornal O Globo foi que publicou a informação, vinda de um interlocutor de ministros do STF.

Segundo a reportagem, Renan, Sarney e Jucá foram flagrados tramando contra a Operação Lava-Jato em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, afirma o jornal. Os pedidos de prisão já estariam com o ministro Teori Zavascki, do STF, há pelo menos uma semana.

Nas gravações, Renan _ padrinho político de Machado e alvo central da delação do ex-presidente da Transpetro _, sugere mudar a lei para inibir a delação premiada. A delação tem sido usada em quase todos os inquéritos abertos na Lava-Jato, inclusive os instaurados contra o presidente do Senado.

Já Jucá descreve uma articulação política dele e de outros líderes para derrubar a presidente Dilma e, a partir daí, “estancar a sangria da Lava-Jato”.

Conforme a TV Globo, o pedido de prisão também se estende ao presidente da Câmara dos Deputados, afastado, Eduardo Cunha.

(Reportagem completa no ClicRBS/SC. Clique aqui)