A julgar pelos acontecimentos na política lageana, penso que a população anda cada vez mais estarrecida. E notem, que falar dos desajustes políticos, não significa falar mal de Lages. A cidade não tem culpa do desmando administrativo vivido em tempos de hoje.

O triste é sentir que o conluio vem também do legislativo. A base de apoio parece concordar com tudo, e até “apronta” com decisões descabidas no atual momento, caso da proposição do aumento estratosférico dos salários dos vereadores, prefeito, vice e secretários.
A Operação Mensageiro ainda não teve o veredicto final. É sabido que em breve a Justiça deverá se manifestar, e o resultado, seja qual for, porá fim a um processo que manchou a imagem da cidade.
Politicamente, a Mensageiro, abalou as estruturas internas do PSD. Tanto que hoje não tem sequer um nome de peso preparado par a sucessão. Outro erro, das lideranças do Partido. Porém, nesse caso, o lado dos Progressistas, do vice, não teve participação.
No entanto, a Operação “Revisão de Ofício”, que cumpriu três mandados de busca e apreensão na Diretoria de Trânsito (Diretran), esta semana atingiu em cheio também a base Progressista. O resultado foi a exoneração do diretor Newton Silveira Júnior e de outro diretor da área Fernando Marcelino, indicados do PP.
Para resumir, a comunidade lageana agora vive a expectativa sobre quais serão as providências no âmbito da justiça, em meio aos processos da Operação Mensageiro, e qual o passo a ser dado nas investigações junto à Diretran.
Já no que tange ao aumento salarial proposto pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, não deverá vingar. A reação da maioria dos edis, sentindo o manifesto da sociedade, foi a de não aceitar o andamento da proposição. Menos mal.







