Santa Catarina, como qualquer outro Estado do Brasil, vive a grave crise da superlotação dos presídios existentes. Investimentos para a construção de novos existem, e percebe-se que o Governo não se furta com a questão. O contrassenso está no comportamento da própria sociedade. Por um lado exige maior segurança; e de outro tem lutado para não ter em suas cidades a indesejável construção de presídios, como se a proximidade do “abrigo” de bandidos se torne num grave problema para a segurança. Isso é muito relativo. Afinal, o perigo real não está exatamente naqueles que estão trancafiados, mais sim, nos desconhecidos que andam soltos em nosso meio, sem que saibamos.
Portanto, enquanto a sociedade continuar fazendo pré-julgamento e mantendo conceitos errados sobre a instalação de presídios, estará criando problemas para a própria segurança e às autoridades que estão preocupadas em ampliá-la, e pior, favorecendo os criminosos. Pois, quanto menos lugares para serem presos, mais chances de continuarem soltos. A superlotação nos presídios passa a ser usada como argumento e armas para muitos continuarem livre e praticando crimes, até por força da lei, que não sabe mais o que fazer para condenar os criminosos, e sem ter onde prendê-los.
Está mais do que na hora, de, a sensatez fazer parte do pensamento da sociedade. Ir contra a construção de novos presídios, é estar contra a luta dos governos para amenizar a grave crise das superlotações. E mais, amplia a margem da criminalidade, como se os novos presídios devessem ser problemas de outra região ou cidade. A questão precisa ser encarada por todos, independente da escolha do lugar em que ele deva ser construído.



