Por qual razão o TSE decidiu antecipar a diplomação de Lula?

Difícil entender a pressa em tudo o que cerca no presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Primeiro a pressão para aprovar a tal PEC da Transição, questionada por inúmeros especialistas, que apregoam só incertezas e problemas futuros para o país. E mesmo assim, avança.

Agora, a pressa se dá para a diplomação, antecipada em cinco dias, de 19 de novembro, para o dia 12. Mesmo sem uma justificativa clara, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu ao pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), e confirmou que a diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, para o dia 12 de dezembro, às 14h, no plenário da Corte. Tudo diferente. O homem parece já está governando, mesmo sem ter assumido.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula: “fortalecer a democracia e governar sem divisões”

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente do Brasil. Algo aparentemente surreal, dadas as circunstâncias com que ele chegou como candidato, a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal. Seja como for, a partir de agora resta torcer para que nada das previsões apontadas pelo próprio candidato, a exemplo da regulação da imprensa, no Brasil, não aconteçam.

A temeridade com a vitória petista sempre foi evidenciada, especialmente, pelos estados do Sul, onde há predominância do agronegócio. Por fim, metade da população não votou nele, com clara divisão.

Não fico otimista com o que vem pela frente, nem mesmo da força congressista. Pela terceira vez, Lula é eleito Presidente da República.

No discurso da vitória falou bonito, citando o desenvolvimento do país e fortalecer a democracia, combater o racismo e a discriminação, visando construir um Brasil para todos e igualitário, com oportunidades. Resta esperar que realmente seja assim, sem divisão, afinal, pelo menos, o discurso foi bonito.

Foto: reprodução vídeo

Audiência com Jair Bolsonaro

O governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL) esteve em Brasília nesta terça-feira (11), e manteve audiência com o presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Na ocasião repassou todas as informações referente ao Estado, incluindo as medidas que deverá tomar, assim que assumir, caso da redução da máquina administrativa e a privatização de algumas estatais.

Além disso, informou que irá conceder ativos a rodovias, ou seja, deverá promover o pedagiamento da maioria, e detalhou questões sobre a área da segurança pública e da saúde, e ainda sobre as reformas administrativas que deverá promover. Não esqueceu da necessidade de que os tributos aos Estado sejam revistos.

Seja como for, é grande a expectativa de que os governos estadual e federal estejam bem alinhados. Se isto acontecer, todo o Estado de Santa Catarina poderá ser beneficiado. Afinal, ambos são do PSL, e devem falar a mesma língua.

(Foto: divulgação)