Boa parte da jovem imprensa de Lages, talvez, desconheça quem é o jornalista Paulo Ramos Derengoski, nascido em Lages, em 6 de março de 1950. Um profissional dono de um currículo invejável e recheado de méritos.
A cada encontro com ele, seja na rua ou em eventos, não há como deixar de nutrir uma profunda admiração. À nossa frente, um mestre; ícone da imprensa lageana.

Reverenciá-lo, é o mínimo a fazer diante de uma pessoa de tamanha pluralidade no mundo da escrita e do conhecimento jornalístico. E, ao mesmo tempo, singular, na sua simplicidade no meio em que vive.
Como disse o deputado estadual Fernando Coruja, Paulo Deregonski representa o jornalismo dos “old times”, dos velhos tempos. Um homem que escreve muito bem, e possui visão de mundo, tem opinião e preza sua ideologia.
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Livros
Para que o leitor possa saber mais sobre o jornalista, lembro que já ofertou à literatura brasileira vários títulos – “O desmoronamento do mundo jagunço”; “Meio ambiente: defender a natureza sem ser ecochato”; “A saga dos guaranis”; “Rebeldes do Contestado”; “Viagens de um repórter”; “Grandes pintores”; “Garibaldi e Anita: os amantes da liberdade em dois mundos de guerra”; “Pracinhas e aliados” e “A sangrenta Guerra do Contestado”.
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Mais sobre o perfil dele
Perfil do homenageado: Com apenas 17 anos, Derengoski começou a escrever no jornal a Última Hora, de Porto Alegre (atual Zero Hora), foi colunista e correspondente internacional da Folha de São Paulo. Redator na extinta Revista Manchete, ganhou duas condecorações: Ordem de Rio Branco (contribuiu com a divulgação do país no exterior) e Medalha da Vitória, por citar a participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial em seu livro “Pracinhas e Aliados”.
Com uma extensa trajetória no jornalismo, o lageano Paulo Ramos Derengoski também dedicou muitos anos de sua vida ao campo, cuidando das terras herdadas de seu avô, Henrique Ramos.
Mesmo trabalhando duas décadas como fazendeiro, ele continuou contribuindo com artigos e matérias para jornais e revistas do país e especialmente contribui para a vida cultural de Lages e de Santa Catarina.
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Encontro
Nesta terça-feira (7), encontrei no Centro de Lages, o amigo Paulo. Dele, recebi uma singela recordação, mas revestida de uma grandiosidade simbólica: um pedacinho da Cruz Plantada por João Maria, por volta de 1860, dando origem ao Santuário Santa Cruz, em Lages – SC.
Muito bacana. Resta-me dizer, obrigado.