SC livre de febre aftosa sem vacina completa 14 anos

Santa Catarina se mantém como referência em saúde animal e defesa agropecuária. Nesta terça-feira, 25, o estado comemorou 14 anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O status sanitário diferenciado foi fundamental para que o estado se tornasse o maior produtor e exportador de carne suína de todo o país, além de abrir as portas para os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

Boas novas para a economia de Santa Catarina

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca comemora a abertura do mercado sul coreano para a carne suína no Estado.

suinos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou nesta terça-feira, 5, que o Governo da Coreia do Sul autorizou a importação de carne suína in natura produzida em Santa Catarina.

Esta será a primeira vez que um estado brasileiro exporta carne suína para a Coreia do Sul.

Mais uma vez contou para Santa Catarina o fato de ser reconhecido internacionalmente pela excelência sanitária de seus rebanhos, sendo o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação e também livre de peste suína clássica, com certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

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Grandes importadores

A Coreia do Sul, assim como o Japão, é um grande importador de carne suína e compra cerca de 800 mil toneladas do produto por ano.

A expectativa é de que Santa Catarina envie, inicialmente, 33 mil toneladas de carne suína por ano para aquele país, o que representa uma receita de US$ 108 milhões.

Atualmente, o estado exporta quase 190 mil toneladas por ano e as vendas para a Coreia do Sul podem incrementar as vendas entre 17 e 20%.

Os principais países de destinos da carne suína catarinense foram a Rússia, China, Angola, Cingapura, Chile, Japão, Uruguai e Argentina.

Informações: Ana Ceron – Foto: Embrapa/Divulgação

OIE certifica SC e RS como zona livre de peste suína clássica

Santa Catarina renova certificado internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação e é reconhecida, junto com o estado do Rio Grande do Sul, como zona livre de peste suína clássica pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

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A conquista faz do estado uma referência em qualidade e defesa sanitária, fortalece o setor agropecuário catarinense e traz a possibilidade da abertura de novos mercados para a carne suína. SC e RS foram os únicos estados brasileiros a receberem o reconhecimento.

O certificado foi entregue durante a 83ª Assembleia Mundial da OIE, nesta quinta-feira (28) em Paris, na França, para 23 países e o Brasil, contemplando os dois estados.

certificadoEsta é a primeira vez que a OIE certifica países ou zonas como livres de peste suína clássica, mas Santa Catarina já estava seguindo as diretrizes estabelecidas pela Organização e preparada para obter o reconhecimento há cerca de 10 anos.

SC ganhará certificação de Zona Livre de Peste Suína

Esta será a primeira vez que Santa Catarina receberá certificação internacional como zona livre de peste suína clássica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

A solenidade ocorre na 83ª Assembleia Mundial em Paris (França), com início marcado para domingo (24).

O fato faz de Santa Catarina – e do Rio Grande do Sul, uma das únicas regiões do mundo com esse reconhecimento.

Vice governador Pinho MoreiraO vice-governador Eduardo Moreira, vai representar o governador Raimundo Colombo no evento.

O entendimento é de que o reconhecimento internacional valorizará ainda mais o agronegócio catarinense, a partir de uma condição diferenciada em relação aos demais estados e isso é determinante para a conquista e a manutenção de mercados internacionais para a nossa carne suína.

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Produção

SC é o maior produtor e exportador nacional de carne suína. São 10 mil propriedades rurais – quem em 2013 conforme a Associação Catarinense de Criadores de Suínos, geraram 65 mil empregos diretos em 140 mil indiretos – integradas as 159 agroindústrias estabelecidas no Estado.

A produção anual de carne suína gira em torno de 850 mil toneladas.

SC poderá exportar carne bovina para a África do Sul

Eis uma boa notícia, que, se for concretizada pode aquecer ainda mais o agronegócio catarinense, principalmente, o setor de bovinos.

É que a África do Sul está interessada em comprar carne bovina com osso de Santa Catarina.

A manifestação foi feita formalmente ao Ministério da Agricultura que a transmitiu à Secretaria de Agricultura e Pesca e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), no fim de semana.

DSC_0016O interesse parte pelo fato o Estado ser reconhecido como área livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

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Demanda

Líder nacional na avicultura e na suinocultura, o Estado não é exatamente um grande produtor de bovinos, mas, se as negociações forem efetivamente fechadas como espera a Faesc, a carne bovina produzida em território catarinense – e somente esta – poderá ser exportada.

Para abastecer a demanda interna, visto que não é autossuficiente, o Estado aumentará as compras de outras regiões brasileiras.

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Adaptações

Essa nova realidade exigirá investimentos e adaptações nas plantas industriais. Apenas quatro frigoríficos de bovinos têm serviço de inspeção federal (SIF) e 40 têm inspeção estadual (SIE).

José Zeferino Pedroso.

O que diz a Faesc

O presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo realça que um dos efeitos periféricos da venda de carne bovina no exterior será a melhoria da remuneração dos atores de todas as cadeias produtivas de proteína animal (criadores frigoríficos, distribuidores etc), pois, a oferta doméstica diminuirá e o produto se valorizará.