A decisão recente dos Estados Unidos de suspender os vistos de entrada para autoridades brasileiras causou forte repercussão política. O alvo principal foi o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas outros sete ministros também foram afetados, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, além dos familiares imediatos dos ministros do STF.
A decisão, segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, se deve ao fato de que os ministros estariam envolvidos em ações que violam a liberdade de expressão e os direitos básicos dos brasileiros, especialmente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi anunciada logo após Moraes determinar o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro.
Oito ministros tiveram os vistos suspensos: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso (presidente do STF), Edson Fachin (vice-presidente), Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, e Gilmar Mendes. Ficaram de fora, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux.
Reação do governo brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão como arbitrária e sem fundamento, destacando que a interferência de um país no sistema de justiça de outro fere a soberania nacional.
Seja como for, a suspensão dos vistos parece ser apenas o início de uma escalada diplomática entre os Estados Unidos e o Brasil. Vem pela frente, a tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, anunciada por Donald Trump em 9 de julho, como forma de pressionar o governo brasileiro.
Também, a possível aplicação da Lei Magnitsky, ou seja, o governo pode usar essa legislação para sanções mais severas, como bloqueio de bens e contas nos EUA. Inclusas ainda, sanções econômicas adicionais, como restrições a investimentos ou cooperação bilateral; bloqueio de entrada em fóruns internacionais nos EUA:
Ministros e autoridades brasileiras podem ser impedidos de participar de eventos diplomáticos; ampliação das sanções a outros membros do Judiciário ou Executivo, dependendo do desenrolar das investigações no Brasil. Em suma, uma vergonha internacional para o Brasil.






