A notícia estampada pelo Blog dando conta de que o Superior Tribunal de Justiça confirmou o impedimento do desembargador Ernani Guetten de Almeida, que atuou no julgamento do recurso do processo que condenou o ex-prefeito de Lages, Elizeu Mattos (MDB), no caso da Operação Águas Limpas, é outra situação, e não no campo eleitoral.

A decisão no âmbito da Justiça Eleitoral de Lages tem ligação com o pedido de impugnação da candidatura de Elizeu devido à renúncia do cargo de prefeito, lá em 2016, enquanto tramitava um processo de impeachment na Câmara de Vereadores.
No último dia 18 de agosto, um pedido assinado pelo promotor Jean Pierre Campos, deu entrada no Ministério Público Eleitoral (MPE). Nele, a explicitação da necessidade de impugnação da candidatura de Elizeu Mattos (MDB), à Prefeitura de Lages.
No documento, o promotor alega que o ex-prefeito estaria inelegível para a disputar o atual pleito eleitoral, por ter renunciado ao cargo antes da conclusão do processo de impeachment que estava em andamento na Câmara de Vereadores de Lages, em 2016, ainda quando era prefeito.
Portanto, de acordo com o documento da promotoria, Elizeu Mattos estaria inelegível pelo tempo de oito anos, e que o prazo ainda atinge este ano de 2024.
E, nesta quinta-feira (29), como se esperava, a Justiça Eleitoral deu o veredicto, após também ter ouvido os argumentos da defesa, e o julgou inelegível. E mais. Acusa Elizeu de ter tido má fé, pela inclusão de outras peças, no caso envolvendo a família, no processo.
Por fim, concluo dizendo que a decisão saiu no meio da tarde desta quinta-feira. Cabe recurso no TRE/SC. Porém, reforço, no âmbito de Justiça Eleitoral de Lages a impugnação foi deferida a pedido do Ministério Público Eleitoral.







