O olhar para as ações ambientais em Lages precisa de muita persistência, e principalmente do engajamento de pessoas comprometidas com um processo permanente que existe cuidados e praticidade.
É o que pode ser constatado no programa Lixo Orgânico Zero, desenvolvido em instituições e escolas municipais e estaduais de Lages, e que vem sendo trabalhado há dois anos.
O programa acaba de ser selecionado pelo Ministério do Meio Ambiente, em um grupo de 20 projetos em todo o Brasil, como uma “Ação Referência Educares”.
Isso significa que o programa está entre as 20 melhores ações de educação ambiental do país, que promovem soluções para os resíduos sólidos gerados nas cidades.
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Parceiros
O projeto Lixo Orgânico Zero é uma iniciativa com diversos parceiros, como as Secretarias Municipais do Meio Ambiente e da Educação, Gerência Regional de Educação (Gered), Serviço Social do Comércio (Sesc), Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc), organizado a partir do Grupo Garis.
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Participação das escolas
Além da comunidade, o programa teve a adesão de 96 escolas municipais, entre Centros de Educação Infantil Municipal (Ceims), Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) e Escolas Municipais de Educação Fundamental (Emefs), estas no interior do município.
De acordo com a engenheira agrônoma da Secretaria de Educação, Katja Volkert Dal Pont, praticamente todas as escolas reaproveitam o lixo orgânico.
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Hortas escolares
Outro projeto que é desenvolvido paralelamente ao programa é o “Hortas Escolares”, na rede municipal.
Todo o lixo recolhido nas unidades se transforma em adubo para as hortas e jardins, de forma natural, através da compostagem.
As atividades têm envolvimento direto dos alunos como forma de educação ambiental nas escolas, de forma prática e dinâmica.
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Objetivo
O principal objetivo do programa é destruir todos os resíduos orgânicos gerados pelo município (1.100 toneladas por mês) na sua origem, próximo dos locais onde foi gerado, ou seja, em cozinhas de residências, condomínios, escolas e comércio, retirando esse resíduo do circuito tradicional da coleta pública de lixo e reduzir o custo do serviço em mais de R$ 2 milhões.
Utilizando-se do sistema de minicompostagens ecológicas, que foi desenvolvido pelo projeto, está sendo possível destruir grandes quantidades de resíduos (200 a 300 kg/metro quadrados/ano) em pequenos espaços como canteiros, jardineiras e vasos, sem que os resíduos fiquem visíveis e sem produção de odor desagradável, insetos e chorume.
A mistura com outros resíduos orgânicos abundantes, e de difícil decomposição, além do baixo custo e facilidade de manejo deste sistema, são os responsáveis pelo sucesso desta tecnologia, totalmente sob controle social.