Agora é a vez do “Covidão”

O Brasil passou pelas mais diversas denominações do crime de colarinho branco. A exemplo do “mensalão”, “petrolão”, e outros “ão”, agora, a vez do “covidão”. É a mais recente denominação, em razão da farra de muitas gestões com o dinheiro disponibilizado para o combate do novo coronavírus.

Imaginem. É o que tem possibilitado os decretos de calamidade em tempos de pandemia. Prefeitos e governadores podem gastar sem licitação, e também contratar contingentes de novos “colaboradores” para auxiliar no combate. E assim vai. Há, claro, quem esteja aplicando os recursos com decência.

A Polícia Federal e o Ministério Público já estão à caça daqueles que “sem querer” gastaram além da conta, investigando os superfaturamentos no uso de verbas públicas da covid-19.

Pizzolato fez passaporte falso em Lages

pizzolato1O catarinense e ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado do mensalão, foragido do Brasil e preso esta semana na Itália, montou um esquema e tanto para a fuga.

Nesse meio tempo, andou por Lages, onde conseguiu tirar o passaporte falso, feito ainda em 2008, usando o nome do irmão morto desde 1978, Celso Pizzolato.

No mesmo ano, fez outro, desta vez em seu nome, na Delegacia da PF em Cascavel , no oeste do Paraná. O cara pensou e em tudo, aproveitando as falhas de segurança existentes na época.

Pois é. E, segundo a Polícia, por causa desta cidadania italiana, ele não será mandado de volta para o Brasil”. Ficará preso por lá mesmo.

No Brasil ele foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, peculato (crime cometido por um funcionário público ao se apropriar de dinheiro, valor ou outro bem que possui em função do cargo, ou ao desviá-lo em proveito próprio ou alheio) e lavagem de dinheiro.

Catarinense Pizzolato é localizado e preso na Itália

A Polícia Federal informou nesta quinta-feira (5) que prendeu na Itália o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o catarinense Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

PizzolattoSegundo a assessoria de imprensa do órgão, a operação foi realizada em conjunto com a polícia da Itália.

O ex-diretor fugiu para a Itália, em novembro de 2013. Ele passou a ser considerado foragido pela Polícia Federal e teve o nome incluído na lista da Interpol de procurados em mais de 190 países.

Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 12 anos e sete meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato e formação de quadrilha.

Após a fuga do ex-diretor, o Ministério da Justiça (MJ) informou que ele poderia ser extraditado para o Brasil. (Fonte: Agência Brasil)

Vai ser preso

joao-paulo-cunha-1Não teve jeito. O deputado João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, vai mesmo preso.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (TSE), Joaquim Barbosa rejeitou todos os recursos feitos pela defesa do deputado petista.

Aliás, o homem chegou a estar em Lages visitando a Festa do Pinhão, quando fora presidente do Congresso.

Ele foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão, por envolvimento no Mensalão, em crimes como lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato.

Quem diria

José Dirceu, entre os condenados
José Dirceu, entre os condenados

Após oito anos, Supremo determina prisão de condenados no mensalão.

Ministros votam pelo início imediato da execução das penas; ex-dirigentes do PT, como Dirceu, Genoino e Delúbio, além de Marcos Valério, operador do esquema, poderão ser presos nos próximos dias.

Mas, embora ainda tenha que julgar os embargos infringentes – recursos nos crimes em que houve maioria apertada na Corte, com pelo menos quatro votos pela absolvição -, o Supremo contrariou a expectativa de que a prisão dos condenados pelo mensalão levaria mais tempo, podendo ficar para 2014, em meio às campanhas eleitorais.

Essa decisão expõe ainda mais a Câmara, que manteve o mandato de um deputado preso – Natan Donadon – e se vê pressionada a deliberar sobre a situação de Genoino, João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry. (Fonte: O Estadão)

Povo brasileiro à espera de um voto

celso de melloNão é um voto qualquer. É o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello.

Cabe a ele, na próxima quarta-feira (18), decidir com seu voto, se haverá novo julgamento dos mensaleiros já condenados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Se o voto do Ministro foi favorável ao novo julgamento a questão pode se arrastar por muito tempo e até livrar os responsáveis da culpa.

Em 2012, o ministro foi o mais rigoroso entre os magistrados para a condenação dos réus. Mas, agora, pode mudar de opinião, sem se importar com possível reação popular.