A Universidade do Planalto Catarinense não tem mais como esconder que vive uma nova crise.
Diante da necessidade de cortar gastos, o presidente da Fundação das Escolas Unidas do Planalto Catarinense (Uniplac), Marco Aurélio de Liz Marian, decidiu mexer no corpo pensante da área administrativa.
O primeiro ato foi o de nomear o professor Carlos Eduardo de Liz, para o cargo de diretor executivo. De quem não discuto a competência.
Porém, Elusa de Fátima Camargo de Oliveira Machado, com mais de 17 anos de serviços prestados à Instituição, e cinco deles como diretora executiva, não teve a mínima consideração.
Nem o Presidente do Conselho, e muito menos o diretor nomeado tiveram a hombridade de explicar as razões do afastamento, justamente para a pessoa que até então ocupava o principal cargo administrativo. Muito embora ela já esperasse, pois, já não estava mais suportando tanta pressão.
Obviamente, é uma prerrogativa dos gestores. No entanto, não condiz com a cultura de relações humanas, uma característica sempre apregoada pela Instituição.
As demissões continuam, gostem ou não. O clima na Universidade é de completo temor. Os demitidos simplesmente recebem recados de terceiros para que se dirijam ao RH.
Diante desta situação, e até entendendo a grave situação financeira que a Universidade está novamente enfrentando, pode até serem compreensíveis tais atos.
Lembro apenas que a competência e a austeridade, precisam estar acompanhadas também de caráter.
Por fim, afirmo que sempre tive a melhor relação possível e zelo pela Uniplac. Torço para que contorne seus problemas e a comunidade acadêmica não sofra, jamais. Porém, minha parceria, que há muito já foi desconsiderada, termina aqui.




