Marcha de Nikolas: quando os passos viram apelo por justiça

A caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira rumo a Brasília começou na manhã de 19 de janeiro, a partir de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, e tem previsão de chegada à capital federal em 25 de janeiro, após cerca de 240 quilômetros percorridos a pé.

A caminhada de Nikolas Ferreira a Brasília vira metáfora de mobilização, narrativa e cálculo político / Foto: Instagram do deputado

Batizado de “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, o ato ganhou tração rapidamente: a cada dia, novos apoiadores se juntam ao trajeto, transformando uma iniciativa individual em um movimento coletivo de visibilidade crescente. Entre os que já aderiram está o vereador de Lages Marcus Vinicius (Castor), do PL, que se integrou ao grupo liderado por Nikolas.

Metáfora política

Mais do que um simples deslocamento físico, a marcha pode ser lida como uma metáfora política. Ela se parece com um rio em formação: nasce de uma fonte ideológica bem definida, mas vai recebendo afluentes de diferentes motivações: indignação, fé política, protesto difuso, curiosidade e cálculo eleitoral, até se tornar um curso d’água largo o suficiente para chamar a atenção do sistema político instalado em Brasília.

Há também algo de romaria cívica nesse percurso. Como nas peregrinações antigas, o caminho vira palco, e o ato de caminhar se transforma em discurso. Cada novo participante funciona como um voto simbólico de confiança na liderança que Nikolas tenta projetar: não a do gabinete e das articulações discretas, mas a da estrada, da exposição permanente e da mobilização emocional.

Chama atenção

Do ponto de vista estratégico, a caminhada cumpre dois papéis ao mesmo tempo. De um lado, consolida a imagem de um parlamentar em sintonia com uma base que desconfia das instituições e busca gestos visíveis de confronto simbólico.

De outro, cria um enredo facilmente comunicável nas redes sociais: o do político que “vai a pé até Brasília” para ser ouvido. A adesão de figuras como o vereador Castor reforça esse caráter de efeito-manada político, em que a visibilidade do ato passa a valer tanto quanto, ou mais do que, sua pauta objetiva. A caminhada está chamando atenção do país e do mundo.

Objetivo sendo cumprido

Resta saber se esse rio que cresce passo a passo vai irrigar um projeto político mais estruturado ou se vai apenas transbordar em espetáculo, deixando mais barulho do que consequências práticas no seu rastro.

Por ora, a caminhada já cumpriu um objetivo claro: recolocou Nikolas Ferreira no centro do debate público, usando o próprio corpo e o próprio tempo como instrumentos de comunicação política, algo que, goste-se ou não do personagem, revela método, leitura de cenário e senso de oportunidade.

Marcha pela prevenção do AVC

Há quem se preocupe com a saúde a população. O exemplo está na mobilização de voluntários e que realizaram uma grande marcha pelas ruas centrais de Lages, exatamente para chamar atenção a um problema sério, pois, os índices e registros de AVCs indicam que de cada dez pessoas, uma sofrerá AVC’.

Assim, o reforço do alerta aconteceu nesta segunda-feira (7), numa atitude para prevenir o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Esta foi a 3ª Marcha de conscientização pública.

No domingo (6 de outubro) cerca de 400 pessoas já haviam participado de outro evento semelhante, o 2º Correndo do AVC, organizado junto à Uniplac.

Na mesma ocasião, junto à Praça Vidal Ramos Sênior (anexa ao Terminal Urbano), também ocorreu a comemoração do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

Foram exibidos e estendidos cartazes de ambas campanhas públicas e material impresso foi distribuído para chamar a atenção das pessoas.

O AVC

Os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) têm sido a principal causa de óbitos no Brasil e atingem pessoas de todas as idades. No mundo, o AVC é a principal causa de incapacidade, resultando em mais de 100 mil mortes por ano. Por isto, desde 2010, no dia 29 de outubro.

A campanha

A Campanha Mundial de Combate ao AVC busca orientar a população sobre os riscos da doença, os sinais de alerta e as formas de tratamento.

Prevenção

Para prevenir é preciso adotar as medidas e os cuidados indicados pelos médicos, entre os quais cuidados com a alimentação, exercícios físicos e evitar o tabagismo e alcoolismo. O impacto do AVC na vida das pessoas pode ser reduzido, levando-se em conta seis cuidados básicos sobre fatores de riscos, tais como:

1 – Hipertensão arterial sistêmica, diabetes, colesterol alto e arritmias cardíacas (fibrilação atrial);

2 – Ser fisicamente ativo e exercitar-se regularmente;

3 – Evitar a obesidade, mantendo dieta saudável;

4 – Limitar o consumo de bebida alcoólica;

5 – Evitar o uso de cigarro (parar de fumar), e

6 – Aprender a conhecer os sinais de alerta de um AVC

Fotos: Iran Rosa de Moraes e Divulgação