Pleito de 2022 expõe a fragilidade do MDB/SC

Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL

Reproduzi neste espaço, na íntegra, a entrevista do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, feita durante a estada dele na exposição de ovinos, no Parque Conta Dinheiro, em Lages.

Numa das questões, lembrei o fato de que desde a morte do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) não mais teve uma liderança firme no Estado. Fato, que praticamente desmantelou o Partido. Ele concordou.

Eu não quis aprofundar o assunto. Mas, senti de parte de Sopelsa, a preocupação com a forma com que o MDB vem sendo conduzido. Arrisco a dizer que ele poderá se tornar a maior referência para resgatar a sigla em SC, e devolver a ela, a consistência de um passado, em que tinha poder e representação. De uns anos para cá, o MDB tem andado de carona, está fragilizado, dividido, e sem um líder mestre.

Dona Ivete, viúva de Luiz Henrique da Silveira no Senado

Conforme já previsto, o candidato ao governado do Estado pelo Partido Liberal (PL), Jorginho Mello, se licencia do cargo, nesta quarta-feira (24) do mandato de senador. Ivete Appel da Silveira (MDB-SC), viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, primeira suplente, é quem assume.

Segundo Jorginho, faz política com grandeza, e lembrou que no início do mandato daria oportunidade para dona Ivete ser senadora. Ela irá permanecer no cargo durante três meses, de 24 de agosto a 23 e novembro. Depois disso, o segundo suplente, Beto Martins, que é do PL de Imbituba, terá a oportunidade no período de 24 de novembro a 24 de dezembro.

A curiosidade é o fato de que a viúva do ex-governador Luiz Enrique, é do MDB, partido coligado a Carlos Moisés (Republicanos). Há quem esteja de olho nesse ato, tido como proveitoso neste momento político, em favor do candidato liberal. E não deixa de ser.

É sabido que há uma parte do MDB que não está satisfeita com a composição Moisés/Udo. Se, Jorginho Mello for eleito, Ivete Silveira herda a vaga no Senado pelos próximos quatro anos. Na eleição passada, Jorginho era aliando do MDB, e foi eleito ao Senado, também, com os votos do Partido.

Foto: Divulgação / Assessoria de Comunicação

Dona Ivete Silveira no Senado?

Durante um encontro casual, nesta semana, com um dos expoentes da política catarinense, Francisco Kuster, e que, beirando aos 80 anos, carrega sobre os ombros uma grande história.

Homens como Kuster precisam ser ouvidos. Disse-me que o governador Carlos Moisés não será reeleito, caso queira contar com o MDB. E explicou-me o que poucos estão lembrando.

Na eleição passada, o agora pré-candidato ao Governo, Jorginho Mello (PL), estava fechado com o MDB, e foi eleito Senador a partir dessa aliança.

O “fantasma” de Luiz Henrique e a presença viva de dona Ivete ao Senado, “assombram” Carlos Moisés.

Além disso, a brusquense Ivete Appel da Silveira, viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, esteve engajada na campanha das candidaturas de Mauro Mariani ao governo do estado e de Jorginho Mello ao Senado.

Pois bem. Poucos lembram. Mas dona Ivete é a primeira suplente de Jorginho Mello ao Senado. E o que isso quer dizer? Simples. Basta dizer que uma grande parte do MDB poderá estar ao lado da dona Ivete, e de Jorginho Mello.

Caso Jorginho se eleja governador, o MDB herda o Senado por quatro anos. Eis aí um trunfo que Jorginho Mello carrega, e pouco expõe. Assim como Jorginho se aliou a MDB no pleito passado, não é impossível o MDB se aliar a ele agora. E se isso acontecer, Moisés nada mais pode fazer, e compromete por completo a reeleição.

Tocando na ferida III

Não lembro de uma comitiva serrana ter visitado o então governador Raimundo Colombo no Centro Administrativo, em Florianópolis, em todo o tempo em que ele esteve no governo, para apresentar projetos ou buscar reivindicações. Os contatos eram feitos em Lages, na Acil, em alguns minutos que antecediam suas visitas oficiais. 

Temos aqui o caso do Aeroporto, em Correia Pinto. Mais um ano começa e a nossa classe representativa empresarial e política terá que montar uma estratégia de pressão, seja como for, para por fim à novela do Aeroporto Regional. Uma vergonha o fato se arrastar por tantos anos, sem que possamos esperar por uma solução com data prévia para que ele funcione.

Ou então que decidam manter os investimentos no Aeroporto de Lages, e deixem de lado definitivamente o projeto do município vizinho. A história da BR 282 ligando Lages a Campos Novos, não serviu de lição. Parece que tudo o que depende do Governo Federal em nossa Região, tem desdobramentos negativos e demorados. 

E olha que obra do Aeroporto só avançou um pouco mais porque o Governo do Estado, através de Luiz Henrique da Silveira e Raimundo Colombo injetaram recursos. Caso contrário, dá para imaginar como tudo aquilo estaria hoje. Notem o caso das passarelas na BR 282, no perímetro urbano de Lages. Quanto tempo ainda será necessário para que se instalem todas?

ACI inaugura nova sede da Casa do Jornalista em Fpólis

Com a presença do governador Eduardo Pinho Moreira, foi inaugurada e entregue, na tarde desta terça-feira (11), a Casa do Jornalista, espaço que servirá como sede da Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e do futuro Memorial da Imprensa Catarinense.

De acordo com o presidente da ACI, Ademir Arnon, a ideia da entidade é transformar o espaço em um centro de inovação e debates, onde jornalistas e comunicadores poderão debater perspectivas e o futuro da profissão.

A Casa do Jornalista está localizada à Rua Rui Barbosa, no Bairro Agronômica, em Florianópolis. O espaço foi cedido à ACI pelo Governo do Estado, que também se responsabilizou pela reforma do local, em sistema de comodato.

O projeto foi iniciado ainda no mandato do governador Luiz Henrique da Silveira, já falecido, e que foi lembrado pelas autoridades presentes durante a solenidade de inauguração.

Além do memorial no segundo piso, funcionarão no local a sede administrativa da ACI e um auditório com capacidade para 90 pessoas.

Posse da nova diretoria

Na mesma oportunidade, a diretoria eleita da Associação Catarinense de Imprensa – ACI tomou posse. O presidente Ademir Arnon foi reconduzido ao cargo e, pela primeira vez na história da ACI, três mulheres compõem a diretoria, sendo que duas delas ocupam a primeira e a segunda vice-presidências, as jornalistas Déborah Almada e Lúcia Helena Vieira, respectivamente.

Nas diretorias regionais estão os jornalistas Marcos Bedin (Chapecó), Andressa Fabris (Criciúma), Guilherme Diefenthaeler (Joinville), Márcio Carneiro (Laguna) e Cláudia Pavão (Lages).

Fotos: Maurício Vieira/Secom

MDB lança campanha em Joinville

Segundo a assessoria, mais de dez mil pessoas participaram do lançamento oficial da campanha da coligação “Santa Catarina Quer Mais”, com Mauro Mariani e Napoleão Bernardes ao governo, e Jorginho Mello e Paulo Bauer ao Senado, na manhã deste domingo, 19, no Centro de Eventos Sítio Novo, em Joinville.

O encontro ocorreu em clima de festa na maior cidade do Estado e não faltaram menções ao ex-governador e líder emedebista Luiz Henrique da Silveira, que faleceu em 2015.

Na ocasião, Mariani renovou seus compromissos com um Estado eficiente e agradeceu os gestos praticados pelos partidos da coligação que permitiram a sua candidatura. Demonstrou ainda gratidão por todos aqueles que percorreram centenas de quilômetros para prestigiar o ato.

No ato, uma curiosidade: a ex-primeira dama Ivete Appel da Silveira, repetiu o gesto de seu marido, em 2010, e entregou a Mariani a jaqueta que Luiz Henrique utilizava em suas campanhas.

Foto: Divulgação/SCQuerMais

Nome na lista

O senador Dalirio Beber (PSDB-) apareceu em uma lista que circula pelas redes sociais com nomes de senadores citados na Operação Lava Jato, ou derivadas, e que, se não forem reeleitos, perderão o foro privilegiado, podendo ser investigados.

Em resposta à Coluna Pelo Estado por meio de sua assessoria, Beber se disse tranquilo por estar certo de que não cometeu qualquer ato ilícito. E completou informando que sequer há definição se disputará reeleição ao Senado ou a algum outro cargo nas próximas eleições. Beber assumiu a cadeira na Casa com o falecimento de Luiz Henrique da Silveira. (Fonte: Coluna Pelo Estado)

PMDB emite nota de apoio a Dário Berger

O PMDB/SC repudia a falta de compromisso com a verdade do referido delator ao colocar em dúvida a LEALDADE do senador Dário Berger ao nosso partido e ao nosso saudoso companheiro Luiz Henrique da Silveira.

Em todos os momentos da sua vida pública e como membro do PMDB catarinense, Dário sempre foi um dos mais contundentes apoiadores de Luiz Henrique da Silveira.

Como está inquestionavelmente comprovado, votou e esteve ao lado de Luiz Henrique da Silveira, não só na ocasião de sua candidatura à Presidência do Senado, como também na suas ações políticas.

Desta forma, a Executiva Estadual do PMDB de Santa Catarina reforça a confiança e ética partidária ao Senador Dário Berger.

Mauro Mariani – Deputado Federal

Presidente Estadual do PMDB