A abertura controlada dos bancos e das lotéricas, nesta segunda-feira (30), resultou no que já se esperava, ou seja, longas filas de quem precisa dos serviços nestes locais.
Os bancos abriram as 10 horas com fechamento previsto para às 14 horas. Isso no atendimento presencial essencial, pois, os Caixas Eletrônicos seguem funcionando no restante do dia.
Já as lotéricas começaram às 8 horas e seguem o atendimento até às 18 horas. Percebe-se que alguns até tentam manter certa distância, mas no geral, a aglomero se forma.
As lotéricas estão sofrendo com problemas financeiros. Há um projeto de lei (PL 7306/2017) que prevê o reajuste das tarifas de permissão das loterias da Caixa Econômica Federal (CEF), só que os deputados não se mexem para aprovar.
A deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC) defendeu nesta terça-feira (23), urgência na votação do projeto e pediu o apoio de parlamentares de todos os partidos.
O projeto contempla uma correção imediata de todas as tarifas, bem como um modelo que permitirá uma atualização de valores sempre que os movimentados pela rede lotérica sofram um incremento. As tarifas não são revistas há mais de 10 anos pela Caixa Econômica.
Bacana a iniciativa de uma lotérica na cidade portuária de Imbituba. Nela, os clientes aguardam sentados pelo atendimento, e atentos ao chamado do número da senha.
Todos têm igual e bom atendimento. Percebi também, a satisfação das pessoas.
Em Lages, nunca ouvi ninguém reclamar do atendimento, mas das longas filas que se formam em plena calçada e ao relento, sim.
Vale ainda ressaltar que isso não e culpa das lotéricas, mas do sistema.
E mais. É preciso manter um guichê exclusivo só para apostas.
O código conta, mas o que vale mesmo são os números da sequência.
A sociedade não pode ficar passiva diante dos problemas decorrentes da falta de estrutura.
A tecnologia nos tempos de hoje deve, além de seguir avançando, estar à serviço da comunidade.
Pois, há muito tempo o código de barras tem sido fundamental para o pagamento de faturas. Então vieram as lotéricas para também auxiliar na cobrança de contas do cotidiano.
Para a minha surpresa, as lotéricas estão agora, sendo orientadas pela Caixa Econômica Federal, para não receberem as contas, sem a fatura.
Ou seja, o código de barras enviado por SMS, na tela do teu celular, ou anotado separadamente, não é mais aceito.
Fica o questionamento. Afinal, o que vale? O papel da fatura ou o código de barras?
Entendo que o papel não vale nada, sem os dígitos das barras, então, menos ainda. São os números que validam a conta da fatura. Assim, não há justificativa para não aceitá-los.
Tanta tecnologia para nada. E, além disso, a greve dos bancários para complicar ainda mais.
Pesquisei sobre o assunto. Na palavra dos especialistas, o que realmente importa para identificar o produto é sua sequência numérica, que também pode ser digitada manualmente pelos caixas. Então?