Fim do lockdown em Lages e Estado sob novo Decreto

Percentuais positivos de desaceleração de contágios é a boa informação, não somente para Lages, para também para os municípios que mais vinham sofrendo com o caos da pandemia, como Xanxerê e Chapecó, no Oeste do Estado.

Assim, nesta sexta-feira (19), a partir da meia noite, Lages encerra o lockdown de quase duas semanas, com afrouxamento da abertura do comércio já neste final de semana, seguindo as decretações unicamente do Governo do Estado, que serão publicadas ainda nesta sexta-feira.

As aulas presenciais em Lages dentro dos protocolos já estabelecidos retornam também na próxima segunda-feira (22).

Aliás, o Estado também ameniza as restrições que devem constar no novo Decreto com validade até o dia 05 de abril. Entre as medidas estão:

  • A cobrança de multa de R$ 500,00 e R$ 1.000,00 para em caso de reincidência;
  • Horário do comércio modifica com atuação escalonada das 8 às 17 e das 10 às 19h, isso para diminuir o encontro de trabalhadores nos ônibus e nas ruas;
  • Praias estão liberadas apenas para exercícios, com a proteção da máscara, e sem se estabelecer na areia;
  • A lei seca continua, ou seja com restrições de bebida alcoólica em horários específicos para evitar concentrações em locais indeterminados.

OBS: outras regras constam no Decreto divulgado nesta sexta-feira. Veja aqui.

Lockdown aos servidores públicos, mas sem remuneração

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), publicou decreto que libera os servidores públicos municipais do serviço presencial em razão da pandemia de Covid 19, mas sem remuneração. Segundo ele, decretou lockdown  voluntário, facultativo, só não vai ter salário. Inclusive, gravou um vídeo explicando tudo e publicou nas redes sociais.

Coes descarta lockdown mas faz recomendações

Na reunião ampliada desta quarta-feira (17), o Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) propôs novas ações para deter o contágio em Santa Catarina, mas descartou lockdown neste momento. A proposta agora será encaminhada ao governador Carlos Moisés para deliberação.

Comércio em SC não irá sofrer com lockdown

Novas ações

Os técnicos recomendaram novas ações para o enfrentamento da Covid-19 no Estado, como multas, horários diferenciados e uma atenção ainda maior durante a Páscoa, além de possíveis fechamentos mais rígidos para regiões mais graves.

O Coes

Criado para coordenar as ações de enfrentamento à COVID-19, desde o início da pandemia, o Coes propõe notas técnicas, portarias, regramentos sanitários e soluções em conjunto para combater o Coronavírus em Santa Catarina.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Ministério Público de SC insiste no lockdown de 14 dias

Nesta terça-feira (16), a Procuradoria Geral do Estado deve protocolar recurso para tentar conter decisões da Justiça a respeito do pedido do Ministério Público de Santa Catarina, que segue insistindo em decretar lockdown de 14 dias no Estado.

Ricardo Wolffenbüttel/Secom SC/Divulgação/CSC

Esta semana, o juiz Jefferson Zanini deferiu que o Estado deva cumprir uma série de medidas. Entre elas, discutir a possibilidade do lockdown com técnicos do Coes (Centro de Centro de Operações de Emergência em Saúde) e tornar pública a lista de espera por leitos de UTI e enfermaria para pacientes com Covid-19.

O Governo precisa se manifestar ainda nesta terça, pois, o prazo tem o tempo de 48 horas, para decidir sobre o lockdown, que está encerrando.

Lages já vive o lockdown

Caso haja uma decisão favorável ao lockdown em todo o Estado, como fica a situação de Lages que já tem as próprias restrições implantadas, do fechamento de serviços não essenciais. Terá então que cumprir novamente mais 14 dias? Uma questão que precisa ser avaliada.

O comércio de Lages não está suportando as medidas restritivas de agora definidas pelo Município, que dirá ter que cumprir mais 14 dias, caso seja essa a nova decisão.

O Governo, por sua vez, está tentando reverter a ideia de lockdown em todo o Estado. Uma briga entre o Executivo e a Justiça.

Fórum de Entidades emite nota contrária ao lockdown

Quem não gostou nada desta prorrogação foram as entidades empresariais de Lages, que mantiveram o posicionamento contra o fechamento.

Os representantes do comércio, serviços e industrias, ratificaram mais uma vez que entendem a grave situação, pela qual, Lages está passando e concordam que a vida humana deve estar em primeiro lugar, mas não consideram que o fechamento do comércio seja a solução para o enfrentamento da pandemia.

Os empresários prosseguem defendendo a retomada responsável das atividades econômicas em Lages.

Prefeito de Lages decide prorrogar lockdown

O lockdown será mantido. Esta foi a decisão tomada em reunião que começou pela manhã, desta segunda-feira (15), após conversa com os mais diversos segmentos comerciais e industriais do município, além dos representantes das áreas da saúde.

A prorrogação se estende até sexta-feira, dia 19, quando completam os 14 dias de restrições.

À tarde, o martelo da continuidade das restrições foi batido em nova reunião, desta vez com o Gabinete Emergencial e o prefeito AntonioCeron. Momento em que se decidiu por estender as restrições.

Fundamentação

A prorrogação está fundamentada no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde que, em 14 de março, apresentava 16.972 casos confirmados de Covid-19, sendo que 2.789 estão ativos. A ocupação dos leitos Covid-19 nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é de 100% e 87% nas enfermarias dos hospitais de Lages.

Aumento de casos

Lages apresenta 258 óbitos e a região da Amures, 137. A expectativa é que esses números possam aumentar exponencialmente. No momento em que o Sistema Municipal de Saúde se mostrar incapaz de atender a demanda, o colapso será inevitável.

Consideração

O Prefeito Antonio Ceron considerou o conjunto de regras sanitárias instituído pelo decreto 1.200/2021, do governo estadual, que estabelece a limitação de horários e lotação nos estabelecimentos, além da determinação de que o transporte coletivo pode funcionar com até 50% da capacidade dos veículos.

Medida antipática

Na avaliação de Antonio Ceron “é uma medida antipática, difícil de tomar, mas que não tem outra alternativa neste momento. Ainda mais que estendendo até sexta-feira as restrições em Lages, daí elas automaticamente se estenderão até o final da semana, por conta do decreto estadual.

Foto: Greik Pacheco

Decisões para serem tomadas

Decisões complexas e importantes devem ser tomadas em Lages nesta segunda-feira (15). Reunião entre a Prefeitura, o Fórum de Entidades, mais os representantes dos hospitais, além do Secretário da Saúde. Nada ainda está decidido.

À tarde, em nova reunião, desta vez com o Gabinete Institucional, deve definir data e possíveis afrouxamentos sobre as restrições.

Enquanto isso, também na manhã desta segunda-feira empresários de Lages se reuniram novamente na Praça da Catedral, em frente à prefeitura, para o terceiro manifesto contra as restrições para o comércio.

Eles não querem mais a prorrogação do decreto municipal Nº 19.100, oficializado no último domingo (7), pelo prefeito Antonio Ceron. É pressão em cima de pressão.

O pedido é para a imediata reabertura do comércio. A CDL Lages está ciente do colapso no sistema de saúde, mas entende que a solução do problema não está no fechamento do comércio.

Não subestimem esse povo!

O povo verde e amarelo tomou as ruas por todo o Brasil neste domingo (14). Não subestimem essa força. O dia foi marcado pelas grandes manifestações.

Em Lages os manifestantes patriotas se concentram em frente o Exército

Em Santa Catarina a mobilização também ocorreu em grandes municípios como Florianópolis, Joinville, Criciúma, Chapecó, Lages e Balneário Camboriú.

Simplesmente a paciência está no limite. As pessoas foram às ruas questionando decisões do STF e a possibilidade de um lockdown mais severo em Santa Catarina, entre outros objetivos.

A ida às ruas foi gigante no Brasil. Uma prova de que se a coisas continuarem como estão, o povo está decidido a dar um basta em tantos abusos.

Nas mãos da Justiça

Serve de alerta. Ainda mais que nesta segunda-feira (15), a Justiça de Santa Catarina deverá julgar se vai ou não atender a Ação Civil Pública, de autoria da Promotoria de Justiça na área da saúde, e Defensoria Pública do Estado, sob o argumento de que uma medida mais radical deva ser tomada no Estado para amenizar o colapso da pandemia de Covid -19.

Fotos: Alair Sell