SC ganhará certificação de Zona Livre de Peste Suína

Esta será a primeira vez que Santa Catarina receberá certificação internacional como zona livre de peste suína clássica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

A solenidade ocorre na 83ª Assembleia Mundial em Paris (França), com início marcado para domingo (24).

O fato faz de Santa Catarina – e do Rio Grande do Sul, uma das únicas regiões do mundo com esse reconhecimento.

Vice governador Pinho MoreiraO vice-governador Eduardo Moreira, vai representar o governador Raimundo Colombo no evento.

O entendimento é de que o reconhecimento internacional valorizará ainda mais o agronegócio catarinense, a partir de uma condição diferenciada em relação aos demais estados e isso é determinante para a conquista e a manutenção de mercados internacionais para a nossa carne suína.

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Produção

SC é o maior produtor e exportador nacional de carne suína. São 10 mil propriedades rurais – quem em 2013 conforme a Associação Catarinense de Criadores de Suínos, geraram 65 mil empregos diretos em 140 mil indiretos – integradas as 159 agroindústrias estabelecidas no Estado.

A produção anual de carne suína gira em torno de 850 mil toneladas.

SC poderá exportar carne bovina para a África do Sul

Eis uma boa notícia, que, se for concretizada pode aquecer ainda mais o agronegócio catarinense, principalmente, o setor de bovinos.

É que a África do Sul está interessada em comprar carne bovina com osso de Santa Catarina.

A manifestação foi feita formalmente ao Ministério da Agricultura que a transmitiu à Secretaria de Agricultura e Pesca e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), no fim de semana.

DSC_0016O interesse parte pelo fato o Estado ser reconhecido como área livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

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Demanda

Líder nacional na avicultura e na suinocultura, o Estado não é exatamente um grande produtor de bovinos, mas, se as negociações forem efetivamente fechadas como espera a Faesc, a carne bovina produzida em território catarinense – e somente esta – poderá ser exportada.

Para abastecer a demanda interna, visto que não é autossuficiente, o Estado aumentará as compras de outras regiões brasileiras.

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Adaptações

Essa nova realidade exigirá investimentos e adaptações nas plantas industriais. Apenas quatro frigoríficos de bovinos têm serviço de inspeção federal (SIF) e 40 têm inspeção estadual (SIE).

José Zeferino Pedroso.

O que diz a Faesc

O presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo realça que um dos efeitos periféricos da venda de carne bovina no exterior será a melhoria da remuneração dos atores de todas as cadeias produtivas de proteína animal (criadores frigoríficos, distribuidores etc), pois, a oferta doméstica diminuirá e o produto se valorizará.