Uma nota oficial a respeito da soltura do prefeito de Lages, Antonio Ceron, que estava preso desde o dia 2 de fevereiro, em uma penitenciária de Itajaí, a partir do desenrolar da segunda etapa da Operação Mensageiro, e que apura irregularidades na contratação do serviço de coleta de lixo na cidade, estava sendo esperada. Nada.

Prefeito afastado Antonio Ceron – Foto: reprodução vídeo
Mesmo sem a oficialização, o que se sabe é que o despacho da justiça atendeu ao fato de que a liberação ocorreu devido aos problemas de saúde e da idade do prefeito. No entanto, não poderá retornar ao exercício do cargo por seis meses, e ainda precisará ficar usando tornozeleira eletrônica.
Sobre as razões e as condicionantes da soltura do ex-secretário de Águas e Saneamento (Semasa), Jurandi Agostini, pouco se sabe. Os demais, um diretor e outros dois secretários foram mantidos encarcerados.
Por outro lado
O que era para ser segredo de justiça está ganhando notoriedade. Alguns veículos de comunicação estão trazendo vazamento de informações, dando novos contornos aos fatos, apontando em detalhes, as supostas formas do escândalo do lixo.
No caso de Lages, revelando que havia propinas mensais, e que, em tese, o Prefeito estaria recebendo nos últimos anos. E assim vai. Apontamentos como esse, revelam a gravidade dos acontecimentos e justificam as prisões preventivas. A cidade de Lages está em polvorosa.

Vereador Jair Junior já encaminhou requerimento para CPI / Foto: Facebook do vereador
No início da semana, o processo de impeachment contra o prefeito não vingou. A situação derrubou a iniciativa por 9 votos a 6. No entanto, a oposição conseguiu uma sexta assinatura, é já elaborou requerimento para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar os contratos terceirizados da Semasa.
Em suma, a cada dia, um fato novo agrega à nebulosa participação de gestores, não só em Lages, mas em todos os municípios envolvidos, a um processo que parece estar longe do fim.