A Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC), neste final de semana em Balneário Camboriú deve ter sido muito bem observada. A presença do presidente argentino, Javier Milei, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, é, por si só, motivo suficiente para “espionar” passos e falas de ambos.
Principais lideranças conservadores marcaram presença no PAC Brasil 2024 / Foto: Mariéli Salvador
O evento no Expo Centro, esteve repleto de conservadores. O próprio governador Jorginho Mello, juntamente com Bolsonaro, recepcionou Milei, que foi recebido com todas as honrarias. Um evento desse porte, com certeza, atraiu olhares em todo o mundo. Afinal, lideranças da direita e ativistas conservadores tiveram oportunidade de expor questões complexas vividas em tempos de hoje no Brasil.
A deputada Caroline De Toni, por exemplo, ao falar, alertou para a gravidade daquilo que já está declaradamente está ocorrendo no Brasil: o cerceamento explicito das liberdades. Em suma, ainda no tocante ao presidente argentino, sem nenhuma agenda com o presidente Lula, há quem tema que ocorra uma piora na crise diplomática entre os dois países.
Ao comunicar o Itamaraty sobre a visita ao Brasil, Milei classificou como sendo privada. Seja como for, o evento, em sua grandiosidade, terá reflexos, principalmente no pleito que se avizinha. Liberais esperam colher frutos com influência direta nos resultados das urnas.
Os próximos dias 6 e 7 de julho prometem não ser nenhum pouco normal nesta época de baixa temporada em Balneário Camboriú, tudo, por conta da realização do CPAC (Conservative Political Action Conference). Mais ainda, devido à confirmação da presença do presidente argentino Javier Milei e o do ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento irá acontecer no Expo Centro em Balneário Camboriú.
O CPAC é reconhecido como o maior e mais influente encontro de conservadores do mundo. Javier Milei e Bolsonaro confirmaram presença / Reprodução / O Antagonista
O CPAC Brasil promete reunir os principais líderes e ativistas conservadores do Brasil e do mundo, oferecendo uma plataforma para debates profundos e inspiradores sobre os valores que moldam o conservadorismo no País. Bolsonaro tem ocupado espaço nas redes sociais propagando o encontro em tom de campanha e mudança futura.
Possíveis lideranças que deverão estar presentes no encontro:
Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira, governador Jorginho Mello, Ana Campagnolo, Guilherme Derritte, Secretário de Segurança de São Paulo, Cintia Chagas, Thales Gomes, Renzo Greis, Gustavo Gaia, Ricardo Salles, Caroline Detone, Júlia Zanatta, prefeito Fabrício Oliveira, Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança de El Salvador, José Antonio Casti, apontado como o próximo presidente do Chile, Rita Matias, deputada de Portugal, Eduardo Verastegue do México, e Manuel Adorno, porta-voz do presidente da Argentina, Javier Milei, entre outros.
Sobre o CPAC
A Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC)) é reconhecida como o maior e mais influente encontro de conservadores do mundo. Desde sua criação em 1974, o CPAC tem reunido líderes políticos, ativistas e pensadores conservadores para debater questões fundamentais e promover os valores do conservadorismo. Com uma história de sucesso nos Estados Unidos, o CPAC expandiu sua atuação para outros países, incluindo o Brasil. Desde sua primeira edição no país, realizada em São Paulo em 2019, o CPAC Brasil tem se consolidado como um espaço fundamental para o debate político e a promoção dos valores conservadores. (Fonte: site do CPAC).
Fora do encontro da Cúpula do Chefes de Estado do Mercosul
Por “aperto” na agenda, o presidente argentino, Javier Milei decidiu não participar do encontro da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, aumentando a tensão e o desconforte existente com o presidente Lula, do Brasil, previsto para a próxima segunda-feira (8), no Paraguai.
A tensão ocorre porque Milei confirmou presença na reunião da Conferência Política de Ação Conservadora (Cpac), no fim de semana, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, ao lado de Jair Bolsonaro. Ambas decisões causaram preocupação em fontes brasileiras, que temem um aprofundamento da crise bilateral.
A viagem à Argentina para a posse do presidente Javier Milei já é coisa do passado. Não interessa mais ficar batendo nesta tecla. Os interesses comerciais sempre existiram e vão continuar. Ponto final.
Trocas de gentilezas e presentes marcaram a passagem de Jorginho Mello na Argentina, nos atos de posse do Presidente Milei. (Foto: Facebook do Governador)
Portanto, há muito o que pensar para dar aos catarinenses a tranquilidade necessária, especialmente aos moradores dos municípios atingidos pelas enchentes.
Aliás, um problema sequencial que tem tirado o sono de muita gente. O final de semana foi de caos também em Xanxerê, no Oeste, e assim, as coisas, como se vê, estão longe de voltarem à completa normalidade no Estado.
Pacote de projetos na Alesc
Há ainda também, uma enormidade de objetivos concretos dentro a Assembleia Legislativa, para o fechamento do ano.
São projetos que fazem parte de um pacote, com assuntos diversos, como a redução da alíquota previdenciária para servidores aposentados, reajuste do auxílio-alimentação dos servidores, programas de recuperação de dívidas, programa de estímulo às micro e pequenas empresas, venda de imóveis do Estado, além de alterações na previdência do funcionalismo público estadual, sem falar na reforma do colegiado. Assunto que irei abordar mais profundamente durante a semana.
No primeiro discurso após eleito Javier Milei, candidato argentino pela aliança La Libertad Avanza, disse que o caminho a ser seguido será o da liberdade, e que pretende fazer da Argentina uma potência ao longo dos anos. É um discurso animador. No entanto, ainda uma incógnita, pois, recebe um país em uma situação bastante difícil.
O candidato de ultradireita Javier Milei irá governar a Argentina pelos próximos quatro anos / Foto: Reuters – Agustin Marcarian / Agência Brasil
Porém, otimista, afirmou que hoje começa o fim da decadência que assola a Argentina, numa virada de página. Ele venceu o opositor, o ministro da economia de Alberto Fernández, Sergio Massa, com 55,76% contra 44,21%.
Exaltou em suas palavras que a Argentina tem futuro, que será liberal, embora saiba que terá muita resistência. No Brasil, o Governo apoiou abertamente o opositor de Milei. Politicamente tem o significado de uma grande derrota à esquerda, não só do Brasil, mas de toda a América Latina.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, desejou boa sorte ao novo governo, e colocou o Brasil à disposição dos irmãos argentinos. Seja como for, a direita comemora. O novo presidente afirma que será implacável aos que ainda pretendem usar da força para manter seus privilégios.
Uma grande lição dada pelo povo que o elegeu. Mesmo com a contagem manual, a apuração foi rápida, e dentro de todos os preceitos democráticos. Que sirva de exemplo para o Brasil e para o Mundo.