O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, apresentou nesta quarta-feira, 18, (22h de terça, no horário de Brasília) as potencialidades do Estado a um grupo seleto de investidores e grandes empresas japonesas, durante o SC Day Tóquio, realizado na Embaixada do Brasil no Japão.
Foto: Divulgação / Secom GOVSC
O encontro reuniu gigantes dos setores de alimentos, tecnologia e energia dos dois países, em uma ação estratégica para reforçar laços comerciais e atrair investimentos para Santa Catarina.
Entre as companhias japonesas presentes estão grupos como Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Yokorei e Nippon, além de representantes das operações japonesas da BRF e da Seara, que já atuam diretamente no mercado local.
Caso haja aprovação, o Japão deverá liberar inicialmente a compra de carne apenas de Estados já reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação antes de 2025 — entre eles, Santa Catarina.
A expectativa da indústria é que, caso a auditoria tenha parecer favorável, a abertura parcial para os cinco Estados livres de vacinação ocorra ainda em 2025.
Durante a estada em Lages, na sexta-feira (6), prestigiando a abertura da 35ª Festa Nacional do Pinhão, o governador Jorginho Mello tocou num assunto importante, e que a Serra aguarda com muita ansiedade: a efetivação dos voos regionais. A iniciativa está ligada à viagem à Ásia, entre os dias 13 e 25 de junho.
O assunto foi ventilado pelo Governador durante visita à Lages, onde participou da abertura da 35ª Festa Nacional do Pinhão, na sexta-feira (6). Foto: Paulo Chagas
Jorginho antecipou que terá reunião com uma empresa aérea japonesa que opera com aviões de pequeno porte, bimotores, com 20 lugares. Na viagem, estará indo junto na comitiva, representantes de uma empresa catarinense, que segundo informações do próprio governador, irá comprar quatro desses modelos de aviões.
Não ficou claro na fala do governador se haverá uma associação entre empresários japoneses e catarinenses para futuramente operarem com voos regionais em Santa Catarina. Porém, creio que entendimento mais preciso será o fato de que a empresa catarinense deverá ter amparo do governo para adquirir as aeronaves, e dar início às operações no Estado, no que tange, aos voos regionais. O assunto requer atenção.
Quer cumprir promessa
O governador quer cumprir o que ele já anunciou a algum tempo, ou seja, fazer com que os voos regionais sejam definitivamente iniciados, fazendo a interligação em todo o Estado, com voos operando desde de Dionísio Cerqueira, passando por Chapecó, Concórdia, Joaçaba, Videira, Caçador, Lages, Forquilhinha ou Joinville, por exemplo.
Nesse caso, com o estímulo dos percentuais do combustível da aviação (ICMS) em níveis reduzidos. Por outro lado, também sinalizou que há grandes chances de um voo comercial de maior porte, voltar a operar no Aeroporto, em Correia Pinto, ou que seja, ao menos, o regional.
Tais voos, poderão estabelecer outros trajetos ligando também cidades do Rio Grande do Sul, como Erechim e Porto Alegre. Na verdade, de tudo o que o governador citou em entrevista, carece, obviamente de um caráter mais oficial. Seja como for, Jorginho segue preocupado em dar prosseguimento à promessa da funcionabilidade dos voos regionais, em razão dos perigos que as estradas representam, especialmente a BR 282.
Missão Oficial à Ásia
Entre os dias 13 e 25 de junho, o Governo de Santa Catarina realizará uma missão oficial à Ásia, com agendas em Tóquio e Aomori, no Japão, e em Pequim e Harbin, na China. A comitiva será liderada pelo governador Jorginho Mello e contará com representantes das principais entidades do setor produtivo catarinense, incluindo indústria, agronegócio, comércio, tecnologia e turismo.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, embarcará para a Ásia entre os dias 13 e 25 de junho. Durante a missão internacional, ele terá encontros com empresas e autoridades governamentais no Japão e na China, com o objetivo de fortalecer relações comerciais e tratar de temas como sanidade animal e atração de investimentos para o estado.
Missão à Ásia reforça o rigor de SC com as práticas pela sanidade animal, em meio a preocupações do mercado com a gripe aviária. Foto: Eduardo Valente / GOVSC
A comitiva catarinense visitará Tóquio e Aomori, no Japão, e Pequim e Harbin, na China. Antes da viagem, no dia 4 de junho, Jorginho Mello terá reuniões no Brasil com embaixadas da China, União Europeia, México, Japão e Coreia, destacando a atuação sanitária de Santa Catarina na prevenção da gripe aviária.
Além das reuniões diplomáticas, a missão incluirá eventos institucionais como o SC Day, que será realizado em ambos os países, e encontros com autoridades sanitárias e representantes do setor produtivo catarinense. O governador pretende reforçar a posição de Santa Catarina como um estado confiável e competitivo para investimentos internacionais.
Era para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vir à Santa Catarina nesta quinta-feira (20), conforme ele mesmo havia dito em recente evento em São Paulo. Na ocasião, disse que visitaria o Porto de Itajaí e alfinetou o governador Jorginho Mello (PL), ao afirmar que é o governador que mais fala mal dele.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva – (Foto: Claudio Reis/Getty Images)
Seja como for, a agenda do presidente se alterou. Agora, agora se prepara para uma visita oficial ao Japão, marcada para os dias 24 a 27 de março. Na viagem, a companhia dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos -PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Essa mudança de planos, segundo o Planalto, reflete a importância estratégica de fortalecer as relações entre Brasil e Japão, que celebram 130 anos de laços diplomáticos este ano. A visão de analistas políticos de Santa Catarina é outra.
A carne é um dos pilares do agronegócio brasileiro. Diante disso, um estudo inédito da Embrapa aponta que a cadeia da pecuária de corte movimentou o correspondente a 8,7% do PIB do país em 2018, totalizando R$ 597,22 bilhões.
Para os próximos anos, o setor continuará a crescer, sustentado por um mercado consumidor de carne bovina crescente, com o aumento considerável da demanda, em especial pelos países asiáticos, como China e Hong Kong. Os dois países, só em 2018, compraram o correspondente a 43,6% de todo o montante exportado.
A busca por cortes diferenciados e de denominação de origem abrirão novas oportunidades de agregação de valor. O bem-estar animal será mandatório, desde a cria ao abate. Exatamente como está fazendo a Coopertropas, na Serra Catarinense, criando animais somente a pasto.
A expectativa da votação à proposta que poderia liberar a caça de baleias no mundo criou forte tensão entre os contrários. As discussões ocorreram em Florianópolis, durante esta semana. Felizmente a decisão dos membros da Comissão Internacional da Baleia foi pela rejeição da proposta dos japoneses, que queriam a liberação da caça aos animais. Foram 41 votos contrários, entre eles, do Brasil. O detalhe é de que houve 27 favoráveis, o que denota um grande número de países interessados, principalmente os subdesenvolvidos. Os japoneses lamentaram, porém, respeitaram a decisão.
Os manifestantes contrários acompanharam tudo de perto. Por fim, comemoraram. O que impressiona é o fato de em dias como hoje, em pleno século 21, ainda há quem deseje caçar baleias, mesmo com o risco de novamente ameaça-las de extinção. (Foto: ilustrativa)
No outro lado do planeta, a Chapecoense não jogou como se esperava, na busca pelo título da Copa Suruga, em Saitama, no Japão. A partida começou às 7 horas, horário brasileiro, desta terça-feira (15).
Com um futebol limitado acabou sendo derrotada com um gol de pênalti, quase no final da partida, justamente quando o jogo se encaminhava para uma disputa nas penalidades. Não deu.
O lateral direito Apodi foi o mais esforçado em campo, mas parou na forte marcação
O time do Urawa Red Diamonds dominou principalmente o primeiro tempo, mas não marcou em jogada normal, também devido às suas limitações. Já no segundo tempo a Chapecoense melhorou e equilibrou a disputa, criando mais oportunidades.
Encerrou a assim a excursão internacional, como vice-campeão da Suruga, e ainda não deixou boa impressão ao reclamar da marcação da penalidade com muita veemência. Depois do jogo, nova cena de reclamações, que poderiam ser dispensadas.
Resta agora voltar para o Brasil e tentar se recuperar no Campeonato Brasileiro. A Chapecoense, com 22 pontos, passou a habitar pela primeira vez, a Zona do Rebaixamento, e terá pela frente, logo no primeiro compromisso do Returno, o Corinthians, dia 23, na Arena Condá, em Chapecó.