O recente episódio em que a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) levou seu bebê à Câmara dos Deputados e sofreu ataques internos expõe um problema maior do que aparenta. Não se trata de um risco físico às crianças, afinal, a segurança do parlamento é rigorosa, mas de um ambiente político que ainda não aprendeu a acolher a maternidade com respeito e naturalidade.

O gesto simples de uma mãe com seu filho foi transformado em munição para disputas ideológicas, revelando que, na política, até momentos de afeto podem ser distorcidos para servir a narrativas. Isso mostra não só uma falha de civilidade, mas também a ausência de protocolos e cultura institucional que garantam às parlamentares mães o direito de exercer o mandato sem que o vínculo materno se torne alvo de ataques.
Se a Câmara quer ser um reflexo de um Brasil democrático e plural, precisa entender que respeito começa no básico: reconhecer que mães também governam, legislam e, às vezes, fazem isso com um bebê no colo. Aliás, algo que deveria ser celebrado.
Em suma, as críticas contra a deputada Julia, expõe sim que a Câmara dos Deputados representa um ambiente hostil a quem leva um bebê de colo, o que deveria ser ao contrário. A negação é uma atitude que depõe até mesmo contra os acusadores.






O governador Jorginho Mello reagiu através da escrita de uma carta aberta expondo a sua opinião. Segundo disse, nascido e criado em Santa Catarina, conhece bem todos os 295 municípios. Ao escrever comentando o contexto dado pela colunista da Folha, sobre Urubici, se dirigiu a todos, incluindo os descendentes de várias etnias, as quais, se identifica. Num dos trechos falou do orgulho em viver num estado como Santa Catarina.
Não se visualiza um comportamento direcionado à verdadeira necessidade do Brasil para superar a crise da saúde e econômica. As atitudes daqueles que deveriam ser o sustentáculo da justiça se perdem pela ideologia. O caminho político nacional, infelizmente não é pensado pelo interesse do povo, e sim, pessoal. É por isso que a classe política em todas as esferas não comunga mais da ampla confiança do povo. Ainda mais quando situações são respaldadas pelos homens da justiça. A operação lava-jato, por exemplo, era tida como a redenção nacional no combate ao crime de colarinho branco. Pela primeira vez a população estava sentindo que a justiça contra a corrupção, finalmente, estava sendo executada. E agora? Os mesmos justiceiros deram à operação, o golpe de misericórdia. E não sei por que, tenho a sensação de que o pior ainda está por vir.