O bebê de Julia Zanatta e o ambiente hostil da Câmara

O recente episódio em que a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) levou seu bebê à Câmara dos Deputados e sofreu ataques internos expõe um problema maior do que aparenta. Não se trata de um risco físico às crianças, afinal, a segurança do parlamento é rigorosa, mas de um ambiente político que ainda não aprendeu a acolher a maternidade com respeito e naturalidade.

Deputada federal Julia Zanatta: Foto: Vinícius Schmitd/Metrópolis

O gesto simples de uma mãe com seu filho foi transformado em munição para disputas ideológicas, revelando que, na política, até momentos de afeto podem ser distorcidos para servir a narrativas. Isso mostra não só uma falha de civilidade, mas também a ausência de protocolos e cultura institucional que garantam às parlamentares mães o direito de exercer o mandato sem que o vínculo materno se torne alvo de ataques.

Se a Câmara quer ser um reflexo de um Brasil democrático e plural, precisa entender que respeito começa no básico: reconhecer que mães também governam, legislam e, às vezes, fazem isso com um bebê no colo. Aliás, algo que deveria ser celebrado.

Em suma, as críticas contra a deputada Julia, expõe sim que a Câmara dos Deputados representa um ambiente hostil a quem leva um bebê de colo, o que deveria ser ao contrário. A negação é uma atitude que depõe até mesmo contra os acusadores.

Queimadas: despreparo, narrativas, e nenhuma solução

  Não precisa ser muito explicativo para dar sentido à percepção de todos nós, quanto às queimadas que acontecem em todo o Brasil, e as condições do ar que estamos respirando em razão delas.

bombeiros de Santa Catarina auxiliam no combate às chamas no Mato Grosso do Sul / Foto: Divulgação / CBMSC

Infelizmente, hoje, percebe-se o quanto ideólogos responsabilizaram o governo passado, com “defesa” incondicional de artistas nacionais e internacionais. Até música pedindo para salvar a Amazônia foi criada e interpretada pelos pseudo protetores das florestas.

Enquanto isso, o Governo Federal de hoje, sem saber o que fazer, tenta encontrar jeitos para minimizar o impacto negativo que paira sobre ele, com a criação de uma Autoridade Climática. Pronto. Tudo resolvido. Aliás, mais um cargo inócuo.

A ministra Marina Silva deveria ser a maior autoridade responsável. No entanto, nesse atual cenário, é apenas uma peça decorativa, junto ao governo, sem saber o que falar ou fazer. Enfim, a questão é preocupante, e não deveria ser levada para o campo político.

Seja como for, providências precisam ser tomadas para o problema, agravado pela falta de chuva nas regiões do país, mais atingidas pelo fogo.

“Não há limites para a ignorância e a maldade!”

O que fez a colunista da Folha de São Paulo, Giovana Madaloso, se perde no vazio da inteligência, mas se encontra na mais pura maldade e ignorância. Aliás, por certo, nem sabia o que estava escrevendo, e mesmo assim, se propôs a difamar a cidade de Urubici, apenas por ser catarinense, e o Estado ter votado em massa a um presidente de direita. Isso bastou para “crucificar” a cidade aos olhos do país, e com a conivência da editoria.

Ao ver a inscrição Heil sobre o telhada de estabelecimentos, deduziu, na sua pequena cabeça, que só poderia se tratar de um termo nazista, e, sequer checou a razão. Era apenas o sobrenome de uma respeitada família. Sua escrita ecoou nos meios de opinião, e foi rechaçada como tal. Enfim, uma atitude criminosa que jamais será esquecida, amparada pelo próprio veículo. Os catarinenses também reagiram.

Carta aos catarinenses

O governador Jorginho Mello reagiu através da escrita de uma carta aberta expondo a sua opinião. Segundo disse, nascido e criado em Santa Catarina, conhece bem todos os 295 municípios. Ao escrever comentando o contexto dado pela colunista da Folha, sobre Urubici, se dirigiu a todos, incluindo os descendentes de várias etnias, as quais, se identifica. Num dos trechos falou do orgulho em viver num estado como Santa Catarina.

Disse ser um estado pequeno em território, mas gigante em tanta coisa. De que os indicadores reconhecem a grandeza na qualidade de vida, na natureza, no turismo, na indústria, no comércio, na gastronomia, na segurança e por aí vai.

“Parece que estamos incomodando. Vez ou outra tem alguém falando mal, colocando rótulo, inventando história. Quando é comigo eu fico bravo, mas deixo passar. Sei que homem público está sujeito a essas coisas, e desde os 18 anos estou na política”, citou em um dos trechos da carta.

Por fim, evidenciou a fala mentirosa da colunista sobre o povo catarinense, e não poderia deixar de sair em defesa. Se referiu a ela como “pretensa jornalista”, e que veio passear com a família, em Urubici, e depois saiu dizendo que visualizou palavras nazistas em telhados de casas, o que não a surpreendia por estar em um estado onde as pessoas elegeram um fascista. Enfim, é de se lamentar algo assim, carregado por um pensamento meramente ideológico.

Brasil se perdendo

Não se visualiza um comportamento direcionado à verdadeira necessidade do Brasil para superar a crise da saúde e econômica. As atitudes daqueles que deveriam ser o sustentáculo da justiça se perdem pela ideologia. O caminho político nacional, infelizmente não é pensado pelo interesse do povo, e sim, pessoal. É por isso que a classe política em todas as esferas não comunga mais da ampla confiança do povo. Ainda mais quando situações são respaldadas pelos homens da justiça. A operação lava-jato, por exemplo, era tida como a redenção nacional no combate ao crime de colarinho branco. Pela primeira vez a população estava sentindo que a justiça contra a corrupção, finalmente, estava sendo executada. E agora? Os mesmos justiceiros deram à operação, o golpe de misericórdia. E não sei por que, tenho a sensação de que o pior ainda está por vir.

Foi-se o tempo em que a ideologia contava

Nos tempos de hoje, dificilmente a gente encontra um político convicto na defesa da ideologia partidária, e que leva à frente os preceitos morais e éticos, em defesa da sociedade em que ele representa.

Os partidos transformaram-se em espaços de comércio. Quem paga mais pela barganha, aglutina a “confiabilidade”, do proponente.

Tais barganhas não precisam ser em espécie, dinheiro, mas também com promessas e benefícios durante o cargo seja aonde for.

Assim, a janela para a troca de partido, oferecida gentilmente aos políticos brasileiros, para alguns, um prêmio de muitos significados, uma vez que, como disse, a ideologia há muito está enterrada num mar de lama, perdida.

Obviamente, embora raro, há que saia de uma sigla simplesmente pelo desconforto.

O tempo está se esgotando. O prazo para a troca sem punição encerra no dia 31 de março.

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Em Lages

No Município de Lages, a debandada de algumas siglas foi das grandes. O PMDB, foi o Partido que mais recebeu os novos correligionários.

Em reunião, sem alarde, na noite de segunda-feira (14), o Partido recebeu a filiação de três vereadores: Vone Scheuermann, Felício Martins e Pastor Mendes.

Abonou ainda as fichas de outros nomes, como o do diretor do Balcão Cidadão, Wanderley Germano, entre outros nomes relevantes como alguns suplentes de outros partidos como do PSDB e do PP.

Isso sem falar de alguns presidentes de Associações de Moradores, que, aliás, não deveriam, ao meu ver, pertencer a uma sigla partidária.

De outro lado, o PR também tem adesão de um vereador. Adilson Padeiro deixa o PTB, e se soma a Marcius Machado.

Há poucos dias, o vereador Gerson, deixou o PMDB e ingressou no PSD.