Macaco teve confirmada morte por febre amarela em Palmeira

Foto: Internet/ilustrativa

A equipe de vigilância epidemiológica do município de Palmeira recebeu, ontem, terça-feira (2), o resultado de uma das amostras enviadas ao Laboratório Central (Lacen), em Florianópolis, no dia 19 de janeiro, atestando que o macaco encontrado morto na localidade de São Sebastião do Canoas teve a morte causada por febre amarela.

A equipe ainda aguarda o resultado de outras três remessas de coletas enviadas ao Lacen, todas de primatas encontrados mortos na localidade de Mato Escuro. 

Assim, desde que as equipes da Secretaria de Saúde de Palmeira foram notificadas das primeiras mortes de macacos, no início de janeiro foi montada uma mobilização municipal de vacinação contra a Febre Amarela. Desde o início da ação 26 palmeirenses compareceram à UBS Central para se imunizar contra a doença.

Afinal, o que está certo?

Ninguém discute a agressividade do Covid-19, e as chances de letalidade em pessoas de baixa imunidade. Nesta terça-feira (7), o Estado divulgou 15 mortes ocasionadas pelo vírus, nestes últimos dias. O próprio boletim estadual só mostra o número de contaminados e o de mortos. O índice de curados, não.

Mas, a questão mesmo, é o esquecimento das demais enfermidades: dengue, febre amarela, sarampo, entre outras. Aliás, vale lembrar que, em Santa Catarina no feriadão de Carnaval deste ano foram 13 mortos em acidentes de trânsito.

Também, em 2019, foram registrados 754 óbitos pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, no Brasil. O Covid até agora registrou perto de 700 mortes.

Ou seja, a sanidade deve ser mantida em todas as circunstâncias no combate ao Covid-19. Todo o mais parece ter sido deixado de lado para atender apenas casos do coronavírus. Há muita gente em agonia em casa com doenças graves sem poder consultar, sem fazer exames, sem poder fazer cirurgias.

É como se todo o resto não contasse. Mais tarde, por certo, vamos também ter a contabilidade de quantos anonimamente morreram por falta de atendimento, e não por coronavírus.

Febre amarela também mata

Pois, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que foi confirmado o segundo óbito por febre amarela em Santa Catarina. A morte aconteceu no dia 13 de março, em Indaial. O homem, de 57 anos, não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

A SES reforça mais uma vez a importância de todos os moradores de SC com mais de 9 meses procurarem a imunização que é gratuita e está disponível nos postos de saúde.

Foto: Dóia Cercal / Secom

Lages: informações sobre a Febre Amarela e Coronavírus

São muitas as informações desencontradas, principalmente sobre o Coronavírus. Diante do problema, a Secretaria de Saúde de Lages ressalta de que não há motivos para pânico, mas a equipe da Secretaria Municipal de Saúde está preparada para atender ou identificar possíveis casos da doença, inclusive, da Febre Amarela. Caso seja identificado algum caso, os pacientes serão encaminhados para o tratamento.

Sobre o coronoavírus, três possíveis casos no Brasil (ainda aguardam confirmação): um em Minas Gerais, um no Rio Grande do Sul e outro no Paraná. Em Lages nenhum destes casos tem suspeita ou confirmação até o momento. 

Coronavírus

No que tange ao novo Coronavírus a Saúde Municipal de Lages está em alerta. Até o momento, não há casos suspeitos em Santa Catarina. No entanto, a Secretaria da Saúde Estadual já ativou o plano de contingência para Síndrome Respiratória Aguda Grave o que significa que o Estado está preparado para atender e identificar casos suspeitos.

Medidas de prevenção contra o Coronavírus

Lavar as mãos com água e sabão com frequência; evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; evitar contato próximo com pessoas doentes; ficar em casa quando estiver doente; cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo; limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Foto: Arquivo

Segunda morte em humanos por febre amarela em SC

Há quem não leve a sério. Pois, Santa Catarina registrou a segunda morte em humanos por febre amarela. O paciente era um homem, de 40 anos, residente em Itaiópolis, no Planalto Norte.

Ele não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) e morreu no dia 29 de junho de 2019.

Os resultados da investigação epidemiológica, aliados à confirmação laboratorial da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Paraná, referência para Santa Catarina, atestam, portanto, o segundo caso autóctone com óbito registrado no estado.

Para evitar novos casos, foi realizado um mutirão de vacinação contra a febre amarela em um raio de dois quilômetros da residência do paciente, totalizando 492 doses. Depois da confirmação da morte, a procura por vacinas também aumentou nas unidades de saúde.

O primeiro óbito confirmado em humanos por febre amarela foi em um paciente de 36 anos não vacinado, residente em Joinville, no dia 12 de março. Antes disso, Santa Catarina não registrava casos de febre amarela em humanos desde 1966.

DIVE/SC confirma óbito por febre amarela em SC

Boa parte da população catarinense não está levando a sério o perigo que representa a febre amarela, e não procura se vacinar.

Porém, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), confirma, pelo Instituto Carlos Chagas (ICC) – Fiocruz do Paraná o diagnóstico laboratorial de febre amarela para o óbito de um paciente de 36 anos, residente em Joinville, ocorrido no último dia 12 de março de 2019.

Santa Catarina não registrava casos de febre amarela em humanos desde 1966. O homem não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

Importância da vacinação

O próprio governador Carlos Moisés gravou um vídeo alertando os catarinenses a importância da imunização contra a febre amarela, para que fosse evitada a circulação do vírus no estado.

A população deve buscar as unidades de saúde para fazer a vacina e, em caso de sintomas, procurar atendimento imediato para aplicação do protocolo de manejo clínico e classificação de risco frente a um caso suspeito de febre amarela.