SC livre de febre aftosa sem vacina completa 14 anos

Santa Catarina se mantém como referência em saúde animal e defesa agropecuária. Nesta terça-feira, 25, o estado comemorou 14 anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O status sanitário diferenciado foi fundamental para que o estado se tornasse o maior produtor e exportador de carne suína de todo o país, além de abrir as portas para os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

Novas regras para o ingresso de bovinos e búfalos

Santa Catarina estabelece novas regras para o ingresso de bovinos e búfalos vindos de áreas livres de febre aftosa sem vacinação e reforça o controle contra brucelose.

Com a decisão de que outros estados brasileiros buscarão o certificado de área livre da doença sem vacinação, Santa Catarina faz adequações na legislação e reforça o cuidado com a saúde de seus rebanhos.

Permissão

A partir de agora será permitida a entrada de bovinos e búfalos oriundos de áreas livres de febre aftosa sem vacinação em Santa Catarina, reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), desde que cumpram algumas exigências.

O estado exige, por exemplo, a identificação individual oficial de cada animal para comprovação de origem, além de proibir a entrada de bovinos imunizados com B19 contra brucelose.

Status

Ser livre de febre aftosa sem vacinação foi fundamental para que Santa Catarina se tornasse líder na produção e exportação de carne suína. Hoje, Santa Catarina exporta carne suína para mais de 65 países e os embarques geraram receitas que passaram de US$ 760 milhões em 2019.

Foto: Paulo Chagas

Desafio: retirada da vacina contra aftosa em todo o País

Único estado livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina se prepara para um grande desafio: a retirada da vacina no restante do país.

O Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA) está em andamento e em novembro de 2019 o Paraná já irá suspender a vacinação no seu rebanho.

Para discutir os riscos e oportunidades que o PNEFA traz para Santa Catarina, lideranças do agronegócio, técnicos e representantes dos produtores estarão reunidos nesta terça-feira (18) em Florianópolis, no Fórum Catarinense de Prevenção à Febre Aftosa.

As discussões envolvem produtores rurais e lideranças do agronegócio para discutir as estratégias para manter Santa Catarina livre da doença e protegida após a retirada da vacinação nos outros estados brasileiros.

O status sanitário diferenciado logo se transformou em uma vantagem competitiva e Santa Catarina se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do país, alcançando os mercados mais exigentes do mundo.

(Foto: divulgação)

Homenagem a quem livrou SC da febre aftosa

Santa Catarina tem feito um grande trabalho na luta pela sanidade animal. Para tanto, nesta próxima segunda-feira (3), para comemorar as conquistas do agronegócio catarinense e os dez anos do reconhecimento internacional de Santa Catarina como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a Assembleia Legislativa promove uma Sessão Especial.

O objetivo do evento é celebrar essa conquista dos produtores rurais catarinenses e homenagear entidades e personalidades que contribuíram para fazer de Santa Catarina o único estado do país reconhecido pela OIE como livre de febre aftosa sem vacinação.

Esse status sanitário diferenciado foi fundamental para que o estado se tornasse o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do Brasil, alcançando os mercados mais competitivos do mundo.

Quando a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) declarou o Estado de Santa Catarina zona livre da aftosa sem vacinação, em 2007, Antonio Ceron, hoje prefeito de Lages,  era o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina.

24 anos sem registro de foco de febre aftosa em SC

Em 2017, Santa Catarina comemora 10 anos do reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Em 25 de maio de 2007, o Estado se tornou o único do país a conquistar esse status sanitário diferenciado, sendo referência em sanidade animal.O último foco da doença em Santa Catarina foi registrado em 1993 e a última vacinação foi em maio de 2000.

É preciso reconhecer o forte trabalho desenvolvido por Santa Catarina, na erradicação da doença e conquistasse o reconhecimento internacional.

A conquista do certificado internacional foi fundamental para que o estado se tornasse o maior produtor nacional de suínos e o segundo maior produtor de aves, chegando aos mercados mais exigentes do mundo.

Enfermidade

A febre aftosa é a enfermidade que mais causa prejuízo econômico a um país, especialmente pelas restrições aos mercados internacionais de animais e seus produtos.A partir da certificação como zona livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina teve acesso aos mercados mais competitivos do mundo e se tornou o maior exportador de carne suína do país. Só em 2016 foram embarcadas 274 mil toneladas de carne suína, com um faturamento de US$ 555,2 milhões.

Manutenção do status sanitário

Para evitar a entrada do vírus da febre aftosa em Santa Catarina, o Governo do Estado e iniciativa privada realizam um controle sanitário eficiente através da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), com a participação dos criadores e suas entidades representativas.

Barreiras

A Cidasc mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários.Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados.

Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados, onde a vacinação é obrigatória.

(Por Ana Ceron – Fotos: Divulgação)

Perspectiva de novas exportações de terneiros

O jornalista Paulo Derengoski, sempre atento aos acontecimentos, enviou-me um recorte de jornal com uma notícia interessante para o agronegócio serrano.

A informação dá conta de que pelo menos mais 10 mil bezerros vivos devem ser exportados este ano, a partir de Santa Catarina, exatamente pela razão de ser um Estado livre da vacinação contra a aftosa.

O rebanho catarinense é aceito em países que nunca tiveram ou erradicaram a febre aftosa. Só no ano passado foram vendidos cerca de 4 mil animais à Turquia.

Toda a operação foi realizada com êxito pela empresa Tex Foods, empresa de capital estrangeiro italiano, é comandada em Santa Catarina por Maurício Ceron.

A compra dos animais exportados a partir do Porto de Imbituba foi, em grande parte, feita na Serra Catarinense, e seja como for, este ano a pretensão é reunir os novos lotes para exportação.

O mercado regional serrano está à espera das informações oficiais, referentes à intenção.