Encontro em Brasília entre Jorginho Mello e Jair Bolsonaro

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), esteve em Brasília nesta quarta-feira (22) para uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. O encontro, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, teve cerca de duas horas de duração e foi descrito por aliados como “uma conversa entre amigos”.

Foto ilustrativa, de encontro no passado entre Jorginho e Bolsonaro

Nos bastidores, porém, o tom foi claramente político. Segundo fontes próximas, Mello e Bolsonaro discutiram as eleições de 2026, com foco na disputa pelo Senado em Santa Catarina e nas articulações do PL em nível nacional. O governador confirmou, após a visita, que conversou com o ex-presidente sobre os rumos do partido no Estado e possíveis indicações de nomes para o pleito.

Em vídeo publicado após o encontro, Jorginho afirmou que Bolsonaro “é um amigo que está precisando de apoio” e mencionou problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente, como crises de soluços resultantes da facada sofrida em 2018. Ainda assim, a pauta política dominou o diálogo.

Entre os temas tratados, esteve a possibilidade de o vereador carioca Carlos Bolsonaro disputar uma vaga ao Senado por Santa Catarina, hipótese que vem sendo ventilada entre dirigentes do PL. Jorginho comentou que “o Senado tem a indicação dele do Carlos Bolsonaro, e tem a outra vaga. A gente combinou: ele indica um e eu indico outro”.

O encontro reforça o alinhamento político entre o governador catarinense e Bolsonaro, consolidando Santa Catarina como um dos principais redutos do bolsonarismo no país. Também sinaliza movimentações antecipadas dentro do PL, que deve definir nas próximas semanas a estratégia para compor a chapa de 2026 no Estado.

Procuradoria-Geral da União (PGR), pede prisão de Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Isso ocorreu minutos antes do limite do prazo — 23h59 desta segunda-feira (14).

O julgamento final poderá ocorrer em setembro e condenar Bolsonaro à prisão / Foto: Carolina Antunes/PR

Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, Bolsonaro teria liderado uma organização criminosa armada com o objetivo de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e manter-se no poder.

A denúncia inclui crimes como: Organização criminosa armada, Tentativa de golpe de Estado, Dano qualificado ao patrimônio público e Deterioração de patrimônio tombado. O julgamento está previsto para ocorrer em setembro, após o prazo de 15 dias para as defesas apresentarem suas alegações finais.

Caso condenado por todos os crimes, Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão, embora o tempo máximo de cumprimento no Brasil seja de 40 anos.

Ex-presidente Jair Bolsonaro passa mal e é internado

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal durante uma viagem ao Rio Grande do Norte na manhã desta sexta-feira (11). Ele foi atendido em um hospital na cidade de Santa Cruz e, posteriormente, transferido de helicóptero para Natal.

Jair Bolsonaro / Foto: Joe Raedle / GETTY IMAGES NORTH AMERICA )

Segundo informações, Bolsonaro apresentou dores abdominais relacionadas a uma obstrução intestinal, consequência da facada sofrida em 2018.

Ele está estabilizado e segue sob cuidados médicos. O Partido Liberal (PL) e aliados pediram orações pela sua recuperação. O Partido também expediu nota a respeito.

Ronda Política SC: Bolsonaro e Jorginho em Tubarão e Criciúma

Antes de chegar em Criciúma, a comitiva do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Jorginho Mello passou por Tubarão. Já em Criciúma, a presença de um grande público já era esperada na passagem de Bolsonaro, nesta sexta-feira (20). O encontro principal ocorreu AM Master Hall.

O objetivo óbvio e principal, o de fortalecer a campanha de Ricardo Guidi e Acélio Casagrande. O movimento da agenda, ainda neste sábado cedo, com uma caminhada na Praça Nereu Ramos.

Como não poderia ser diferente, ao discursar, Bolsonaro pregou os valores da direita, fez falas em repúdio à esquerda e pediu aos criciumenses que votem no 22. “Eu peço o voto de todo criciumense no Guidi, para uma cidade próspera”, colocou. O ex-presidente prometeu voltar à Criciúma para acompanhar o governo de Guidi, caso seja eleito.

Força também do governador

O governador Jorginho Mello enalteceu a preparação de Guidi. “Ele é filho dessa terra, ama essa terra e é o melhor e mais preparado para levar Criciúma pra frente. A gente não quer eleição pra derrotar ninguém, queremos uma eleição pra a transformar a vida das pessoas”.

Por sua vez, Guidi agradeceu, comemorou e falou sobre os sonhos para Criciúma. E não deixou de alfinetar os adversários. “Quero governar essa cidade para fazer um município sem esquemas, sem conchavos, sem Gaeco e transformado a cada dia, para voltarmos a ocupar os lunares de destaque em todas as áreas”.

Estiverem presentes também os deputados federais Daniel Freitas e Júlia Zanatta, os deputados estaduais Jessé Lopes, Soratto Júnior e Alex Brasil, os senadores Beto Martins e Jorge Seif, secretários de governo e candidatos a prefeitos da região.

Fotos: Assessoria PL SC

O 7 de Setembro

Deputada Caroline De Toni (PL), presente no ato em São Paulo / Foto: Instagram

O Dia da Independência, em meio à transformação que está dividindo o Brasil, ainda deu mostras de que a bandeira segue sendo verde e amarela, muito embora, as cores dela estejam ofuscando parte da nossa gente. Ao ver nas cidades os desfiles, e penso, lá estiveram orgulhosos cidadãos ao som de tambores e bandas marciais, marchando rumo a um destino, logo adiante, marcado por trajeto finito.

O 7 de Setembro serviu novamente para que o sentimento patriótico fosse reavivado, e, cada qual a seu modo, procurou expressar o que se quer para o futuro de seu país, ou seja, a rigidez da censura ou a lucidez da liberdade.

São tempos perigosos, em que ideologias e o desrespeito à Constituição são ameaças ao livre direito, até mesmo da expressão.

O país está dividido, e o que se viu no sábado, 7, em dois momentos, o retrato de uma verdade descrita pelo que se constatou em Brasília, na Praça dos Três Poderes, sem público, e em São Paulo, na Avenida Paulista, uma imensa multidão atendeu ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Retorno de Bolsonaro à Santa Catarina em setembro

Está praticamente certo o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro à Santa Catarina, em setembro, e assim, marcar passagem no período eleitoral.

Crédito foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Não está ainda claro o roteiro que ele fará no Estado, mas deverá visitar apenas alguns municípios, em apoio aos candidatos, obviamente, entre os liberais, e de alguns partidos simpatizantes, caso dos Progressistas, União Brasil e PSD. Imagina-se que estará no palanque de Topázio Neto, em Florianópolis, de Joinville, Criciúma ou Chapecó e Blumenau.

De certa forma, o que se espera dele é transitar ao máximo pelos municípios, e quem sabe, Balneário Camboriú, onde o filho mais novo, Jair Renan, irá disputar uma vaga na Câmara de Vereadores, e que tem para a prefeitura o jovem jornalista Peeter Lee Grando (PL). Enfim, resta aguardar para ter a certeza de que locais exatamente o ex-presidente irá percorrer no Estado.

Milei e Bolsonaro no encontro dos conservadores em BC

Os próximos dias 6 e 7 de julho prometem não ser nenhum pouco normal nesta época de baixa temporada em Balneário Camboriú, tudo, por conta da realização do CPAC (Conservative Political Action Conference). Mais ainda, devido à confirmação da presença do presidente argentino Javier Milei e o do ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento irá acontecer no Expo Centro em Balneário Camboriú.

O CPAC é reconhecido como o maior e mais influente encontro de conservadores do mundo. Javier Milei e Bolsonaro confirmaram presença / Reprodução / O Antagonista

O CPAC Brasil promete reunir os principais líderes e ativistas conservadores do Brasil e do mundo, oferecendo uma plataforma para debates profundos e inspiradores sobre os valores que moldam o conservadorismo no País. Bolsonaro tem ocupado espaço nas redes sociais propagando o encontro em tom de campanha e mudança futura.

Possíveis lideranças que deverão estar presentes no encontro:

Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira, governador Jorginho Mello, Ana Campagnolo, Guilherme Derritte, Secretário de Segurança de São Paulo, Cintia Chagas, Thales Gomes, Renzo Greis, Gustavo Gaia, Ricardo Salles, Caroline Detone, Júlia Zanatta, prefeito Fabrício Oliveira, Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança de El Salvador, José Antonio Casti, apontado como o próximo presidente do Chile, Rita Matias, deputada de Portugal, Eduardo Verastegue do México, e Manuel Adorno, porta-voz do presidente da Argentina, Javier Milei, entre outros.

Sobre o CPAC

A Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC)) é reconhecida como o maior e mais influente encontro de conservadores do mundo. Desde sua criação em 1974, o CPAC tem reunido líderes políticos, ativistas e pensadores conservadores para debater questões fundamentais e promover os valores do conservadorismo. Com uma história de sucesso nos Estados Unidos, o CPAC expandiu sua atuação para outros países, incluindo o Brasil. Desde sua primeira edição no país, realizada em São Paulo em 2019, o CPAC Brasil tem se consolidado como um espaço fundamental para o debate político e a promoção dos valores conservadores. (Fonte: site do CPAC).

Fora do encontro da Cúpula do Chefes de Estado do Mercosul

Por “aperto” na agenda, o presidente argentino, Javier Milei decidiu não participar do encontro da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, aumentando a tensão e o desconforte existente com o presidente Lula, do Brasil, previsto para a próxima segunda-feira (8), no Paraguai.

A tensão ocorre porque Milei confirmou presença na reunião da Conferência Política de Ação Conservadora (Cpac), no fim de semana, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, ao lado de Jair Bolsonaro. Ambas decisões causaram preocupação em fontes brasileiras, que temem um aprofundamento da crise bilateral.

Ex-presidente Michel Temer é titulado cidadão catarinense

O ex-presidente Michel Temer foi recepcionado na Assembleia Legislativa na tarde desta quinta-feira (17), juntamente com outros integrantes que fizeram parte do seu primeiro escalão do governo, caso dos ex-ministros Carlos Marun, Antônio Imbassahy e Vinícius Lummertz. Presente também o deputado federal Carlos Chiodini (MDB). Uma recepção com todo o respeito pela passagem do exercício do cargo de Presidente da República.

(Foto: Bruno Collaço / Agência AL)

Muitas outras autoridades locais e estaduais estiveram presentes na entrega do Título de Cidadão Catarinense. Uma honraria, aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa, foi concedida por meio de lei estadual sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL) durante a solenidade.

Por sua vez, Michel Temer agradeceu e salientou que o título só aumenta a sua responsabilidade como brasileiro, dado justamente por estado que tem uma grande significação no cenário nacional. O presidente da Assembleia, deputado Mauro de Nadal (MDB), disse que o título é uma maneira formal de agradecer Temer pelas contribuições para o estado e para o país.

À imprensa, o ex-presidente comentou sobre o sentimento de gratidão com o Estado e se colocou à disposição para ajudar Santa Catarina em suas reivindicações na esfera federal, mesmo diante das suas modestas possibilidades, e assim, incorporar-se aos pleitos dos catarinenses, na esfera federal. 

Ambiente político nacional

Questionado sobre o acirramento no ambiente político, Michel Temer respondeu dizendo que as pessoas estão cansadas de tanta agressividade. Considera que o simples cumprimento do que prevê a Constituição, já contribuiria para a moderação.

(Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL)

Nas entrelinhas, uma crítica de que a Constituição não está sendo cumprida. Portanto, reiterou que a pacificação do país passaria simplesmente pela abertura do “livrinho”, e seguir o que ele diz. Por fim, uma homenagem de também de cunho político, ligada unicamente ao MDB catarinense.