As exportações de Santa Catarina avançaram 1,5% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, somando US$ 971,4 milhões, segundo dados do MDIC. A queda de cerca de 20% nas vendas para os Estados Unidos foi compensada pelo aumento das exportações para destinos como China, México, Argentina, Chile e Arábia Saudita, puxadas por frango, soja, papel e máquinas industriais.
Vendas ao mercado americano caíram, mas crescimento das exportações de SC para outros destinos manteve faturamento em alta – Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC
No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o crescimento chega a 5,9%, com faturamento de US$ 7,9 bilhões — o melhor resultado dos últimos três anos. Frango e carne suína seguem liderando a pauta exportadora, ao lado de geradores elétricos, soja, madeira e motores de pistão.
Para o governador Jorginho Mello, os números comprovam a resiliência da economia catarinense diante das tarifas americanas. Já o secretário Silvio Dreveck destacou a diversificação da indústria estadual e o impacto de programas de incentivo como Prodec e Pró-Emprego.
A pesquisa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) revela que as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos já impactam as exportadoras catarinenses antes mesmo de entrarem em vigor, no dia 6 de agosto. Entre as empresas consultadas, 69,2% registraram queda nos pedidos e 72,1% preveem demissões nos próximos seis meses caso a medida seja mantida.
61,4% das indústrias de SC estão prospectando novos mercados para reduzir exposição aos Estados Unidos. (foto: Portonave/Divulgação)
Além disso, 93,8% das exportadoras esperam redução no faturamento, sendo que mais da metade (51,2%) projeta perdas superiores a 30%. A insegurança gerada pelo anúncio da tarifa levou 53,8% das empresas a suspender embarques e 38,4% a renegociar preços com clientes norte-americanos.
Para reduzir a dependência do mercado dos EUA, 61,4% das indústrias de SC estão buscando novos mercados internacionais. A FIESC tem articulado com o governo federal e estadual alternativas para mitigar os impactos, destacando que pequenas empresas são as mais vulneráveis no curto prazo.
Os principais produtos exportados por Santa Catarina, como madeira e móveis, não estão na lista de exceções e seguirão sujeitos às tarifas, agravando o cenário para o setor produtivo.
Depois da fabricação da primeira plataforma de alumínio do mundo, com matéria-prima trazida da França, em Campo Belo do Sul, a GTS só cresceu e se agigantou. O industriário Assis Strasser e os irmãos dele, na época, plantaram 400 hectares unificando os espaçamentos.
Assis Strasser, CEO da GTS Group, apresentou detalhes do seu negócio à diretoria da FIESC na sexta-feira (26).
Com o crescimento, a decisão de se instalar em Lages. Atualmente, a indústria de máquinas e implementos agrícolas já exporta parte da sua produção para 29 países e está investindo mais de R$ 148 milhões na unidade que será instalada no estado americano de Iowa.
É a consolidação da internacionalização dos produtos. Sendo assum, a GTS do Brasil instalará sua primeira fábrica nos Estados Unidos.
A indústria de máquinas e implementos agrícolas foi precursora no desenvolvimento de uma plataforma voltada à padronização dos espaçamentos para colheita de grãos. Os investimentos na nova unidade já ultrapassam R$ 148 milhões.
A GTS
Atualmente, a indústria possui nove unidades em Lages e exporta para 29 países. As principais plataformas de colheita usadas no mundo foram desenvolvidas pela GTS. Segundo Strasser, o sucesso está naquilo que você sabe fazer.
A GTS emprega 558 funcionários diretos e mais de 3 mil indiretos. Em dezembro do ano passado, foi reconhecida no prêmio “Melhores do agronegócio”, promovido pela Revista Globo Rural em parceria com a Serasa Experian, na categoria máquinas e equipamentos agropecuários.
Sonho
Ele sonha em criar as fazendas mais ecológicas do Brasil, rentáveis, organizadas e com novas tecnologias, e uma instituição que ajude as pessoas a prosperar. O Brasil pode ser o celeiro do mundo”.
Curiosidade
A falta de mão de obra com o avanço da tecnologia, fez com que o CEO Assis Strasser começasse a treinar os próprios colaboradores. Para tanto, criou a GTSUni, para qualificar os profissionais.
O ataque à Escola Estadual Sapopemba, em São Paulo, na manhã desta última segunda-feira (23), e que deixou uma aluna morta e outros três feridos, só confirma que este tipo de fatídico, não será o último. E pode acontecer em qualquer lugar do mundo, inclusive, novamente, em Santa Catarina.
São Paulo convive com um novo ataque em escolas. Uma prova que não há ainda um sistema eficaz para conter os ataques / Foto: Paulo Pinto – Agência Brasil
A questão volta a ter estado de alerta máximo, muito embora, como se sabe, o que ocorreu em Blumenau no dia 5 de abril, jamais deveria ser esquecido, por ninguém, e em nenhum lugar. Talvez o termo esquecimento não seja o correto, mas o de relaxamento quanto aos cuidados básicos, sim. Seja como for, já são 11 os casos no Brasil, somente este ano.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas reconhece a falha da segurança, e afirmou ter que rever tudo o que vem sendo feito. Ouvi a entrevista de um deputado estadual paulista, o Capitão Telhada (PP). Segundo ele, sempre, depois que isso acontece, vem o esquecimento, até que volte a acontecer de novo. Afirmou que não será, infelizmente, o último, e que os poderes constituídos precisam estabelecer novas políticas públicas para lidar com esta situação.
Enquanto isso, na Alesc, o problema segue em pauta
É preciso reconhecer o esforço dos deputados estaduais catarinenses, na busca de medidas mais eficazes para tentar contar tais ataques em escolas, através doComseg Escolar.
Trata-se de um grupo formado por mais de 30 entidades e constituído pela Alesc logo após a tragédia ocorrida em Blumenau, em abril deste ano, coordenado pelo presidente Mauro de Nadal e pela deputada Paulinha. O grupo mantém ações efetivas, visando criar um ambiente de paz nas escolas e estabelecer políticas de longo prazo que reduzam os casos de violência no ambiente escolar.
Termo de cooperação com Embaixada nos Estados Unidos
A iniciativa da Alesc tem sido relevante. Tanto que, uma comitiva capitaneada pelos deputados Lucas Neves e Paulinha, do Podemos, representa a Casa, em uma missão aos Estados Unidos, justamente para compartilhar informações e iniciativas para segurança escolar. O objetivo vai motivar um acordo inédito entre Santa Catarina e a Embaixada Brasileira nos Estados Unidos.
O propósito é implementar no Estado, as iniciativas que tiveram êxito nos EUA, para a redução da violência escolar e a criação de ambientes acolhedores. O documento será construído com a cooperação da Embaixada Brasileira nos Estados Unidos.
Missão catarinense nos EUA / Foto: Peterson Paul
A missão conta também com integrantes do Comitê de Operações Integradas de Segurança Escolar (Comseg Escolar) para aprofundar os entendimentos sobre as políticas de segurança em ambientes escolares.
O modelo americano está consolidado desde a década de 1950, mas foi intensificado após o trágico massacre de Columbine, em 1999. Com um investimento de aproximadamente US$1 bilhão em programas de policiamento escolar, os Estados Unidos se tornaram um país referência nesse tema.
A ideia é compartilhar informações e iniciativas para segurança escolar pode motivar um acordo inédito entre Santa Catarina e a Embaixada Brasileira nos Estados Unidos.
A proposta partiu da comitiva catarinense, que conta com os deputados estaduais Lucas Neves e Paulinha, que representam a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) em uma missão catarinense nos Estados Unidos. Membros do Ministério Público e Polícia Militar também integram a delegação catarinense.
A parceria terá o propósito de implementar em Santa Catarina iniciativas que tiveram êxito nos Estados Unidos para redução da violência escolar e criação de ambientes acolhedores. O documento será construído com a cooperação da embaixada brasileira de Washington.
A missão envolve os integrantes do Comitê de Operações Integradas de Segurança Escolar (Comseg Escolar) para aprofundar o entendimento sobre políticas de segurança em ambientes escolares nos Estados Unidos.
Dos Estados Unidos para Santa Catarina
O modelo americano está consolidado desde a década de 1950, mas foi intensificado após o trágico massacre de Columbine, em 1999. Com um investimento notável de aproximadamente US$ 1 bilhão em programas de policiamento escolar, os Estados Unidos são referência no tema.
Plano de ação para as escolas
O Comseg Escolar é um grupo formado por mais de 30 entidades civis organizadas, constituído pela Assembleia Legislativa logo após a tragédia ocorrida em Blumenau, em abril deste ano. Além de ações de segurança, o projeto foca também em questões pedagógicas, de investigação e acompanhamento psicológico dos estudantes.
A proposta é criar um ambiente de paz nas escolas, e políticas a longo prazo que eliminem a hipótese de novos episódios trágicos.
O turismo da Serra se engrandece com os passeios de trem, com a histórica locomotiva Mallet 204, e que estão programados para este final de semana, dias 25 e 26 de setembro, e para o próximo final de semana (dias 2 e 3 de outubro).
A promoção é da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) em parceria com a Prefeitura de Lages (Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo).
Ontem, quarta-feira (22), a locomotiva foi apresentada à imprensa. Ela chegou em Lages por volta das 14h30 e parou no bairro Tributo para o embarque das equipes de reportagens, seguindo dali até à Estação Ferroviária de Lages, localizada no bairro Ferrovia.
Fabricada nos Estados Unidos na década de 1950, é um modelo Mallet 204, sendo a única, até hoje, a permanecer em funcionamento, na América Latina. No Brasil, iguais a esta têm outras duas, porém estas permanecem apenas em exposição (em Tubarão e Rio Negrinho), sem funcionamento efetivo.
A Johnson & Johnson anunciou nesta sexta-feira (29) que sua vacina de dose única foi 72% eficaz na prevenção da doença nos Estados Unidos, e alcançou uma taxa um pouco menor, de 66%, globalmente em um teste mais amplo realizado em três continentes e com variantes múltiplas do vírus.
No teste com quase 44 mil voluntários, o nível de proteção contra casos graves e moderados da covid-19 foi de 66% na América Latina e de 57% na África do Sul, onde uma variante particularmente preocupante do coronavírus está circulando.
Não é apenas no Brasil que o dia 1º de maio é feriado. Nesta data, os trabalhadores descansam (e também realizam manifestações) na América do Sul e no México, em quase toda a Europa Ocidental, na Rússia, na Índia, na China e na maior parte dos países da África. A data foi escolhida em homenagem ao esforço dos trabalhadores dos Estados Unidos, que, num sábado, 1º de maio de 1886, foram às ruas das maiores cidades do país para pedir a redução da carga horária máxima de trabalho por dia.
Ilustração do manifesto de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886.
A luta dos manifestantes foi bem-sucedida: na virada do século 20, boa parte dos trabalhadores do país já seguia o ritmo de 8 horas diárias – antes, era comum os americanos ficarem nos empregos nada menos do que 100 horas por semana, o equivalente a aproximadamente 16 horas para cada um dos seis dias de ocupação.
A luta dos americanos foi reconhecida rapidamente na Europa, onde já em 1890 o Primeiro de Maio começou a ser marcado por cerimônias e manifestações. Desde então, a data foi se difundindo por todo o mundo. Hoje é celebrada em mais de 80 países – no Brasil, o Dia do Trabalhador é celebrado desde 1925. Curiosamente, nos próprios Estados Unidos, a data é celebrada em uma ocasião diferente, a primeira segunda-feira de setembro. (Fonte: Guia do Estudante).