Antídio Lunelli e Esperidão Amim compõem chapa ao Senado c/JR

Mais de mil pessoas participaram, neste sábado (13), em Jaraguá do Sul, de um encontro que reuniu lideranças do MDB, PSD e da Federação União Progressista para apresentar os nomes que devem compor a chapa majoritária para as eleições estaduais. O projeto é liderado pelo ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao Governo de Santa Catarina.

Foto: Ascom PSD

O evento também marcou o pré-lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) ao Senado Federal. A composição ainda conta com o deputado federal Carlos Chiodini (MDB), cotado para a vaga de vice-governador, e com o senador Esperidião Amin (PP), que buscará a reeleição ao Senado.

Durante os discursos, as lideranças destacaram a união entre os partidos e o compromisso com o desenvolvimento de Santa Catarina. João Rodrigues ressaltou a formação de uma equipe “forte e preparada”, enquanto Chiodini afirmou que a presença de Lunelli amplia a representatividade do projeto político. Amin também elogiou a trajetória empresarial e política do deputado emedebista.

Além do ato político, a agenda na região Norte incluiu encontros com empresários, lideranças locais e veículos de comunicação, reforçando as articulações visando o pleito estadual.

Fonte: Correio Otaciliense

Possível mudança no tabuleiro político do PL de Santa Catarina

A presença do vereador carioca no âmbito catarinense segue gerando discussão / Aliás, ele anda por Santa Catarina, buscando aproximação / Crédito: Divulgação/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Caso Carlos Bolsonaro opte por disputar a Câmara Federal, e não o Senado, o impacto no tabuleiro catarinense tende a ser mais organizador do que disruptivo para o grupo de Jorginho Mello (PL).

Ao sair da disputa majoritária, ele reduz a pressão sobre a composição da chapa ao Senado, abrindo espaço para arranjos mais equilibrados entre lideranças locais e evitando a sobreposição de candidaturas com peso semelhante dentro do mesmo campo político.

Nesse contexto, ganha força a possibilidade de uma dobradinha ao Senado entre Caroline De Toni (PL) e Esperidião Amin (PP). A combinação une o capital político do bolsonarismo mais ideológico, representado por De Toni, com a experiência e a capilaridade de Amin, criando uma chapa mais robusta e competitiva. Trata-se de uma equação que pode ampliar o alcance eleitoral do grupo governista, equilibrando renovação e tradição dentro do mesmo palanque.

No conjunto, esse desenho tende a favorecer o projeto de reeleição de Jorginho Mello ao reduzir ruídos internos, fortalecer a nominata proporcional e qualificar a disputa majoritária. Com uma chapa ao Senado mais coesa e potencialmente forte, o grupo governista ganha densidade política e melhora sua capacidade de enfrentamento, enquanto a oposição segue tentando consolidar um projeto competitivo em meio a um cenário ainda fragmentado.

Bianchini: lançamento de pré-candidatura a deputado estadual

O empresário do setor de entretenimento em Lages, Cláudio Bianchini (PP) segue firme com a proposta de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Ele confirmou para o dia 25 de abril, às 11h, no Solar Eventos, o lançamento oficial de seu projeto político.

O evento contará com a presença do senador Esperidião Amin, além de lideranças do Progressistas, como a presidente estadual do PP Mulher, Beth Tiskoski, e Aldo Rosa. Também são esperadas lideranças locais, entre elas o ex-vice-prefeito de Lages, Juliano Polese.

Com o ato de lançamento, Bianchini dá início à sua caminhada política, reforçando a intenção de representar a Serra Catarinense na Assembleia Legislativa.

JR e o desafio estadual

Prefeito João Rodrigues  / Foto: Facebook

João Rodrigues decidiu dar um salto ousado: deixar a prefeitura de Chapecó em março de 2026 para disputar o governo de Santa Catarina. É um movimento calculado, mas arriscado. Ele aposta que o “choque de gestão” aplicado no Oeste catarinense pode convencer o eleitorado estadual. O problema é que, fora de Chapecó, o discurso ainda não encontra eco suficiente.

O lançamento da pré-candidatura, com cinco mil pessoas e a presença de lideranças de União Brasil, PP e MDB, foi um espetáculo pensado para mostrar força. Mas política não se mede apenas em palanques lotados. Dentro do PSD, há quem torça o nariz para Rodrigues, e a sensação de isolamento persiste. O apoio de Júlio Garcia e Eron Giordani é importante, mas não basta para blindá-lo das resistências internas.

Difícil caminho

Rodrigues enfrenta um dilema: precisa se vender como alternativa viável ao governador Jorginho Mello, que deve buscar a reeleição com a máquina estadual a seu favor. Para isso, terá que provar que não é apenas o “prefeito de Chapecó” tentando jogar em um campeonato maior. Sem alianças sólidas, corre o risco de ser visto como candidato regional, incapaz de dialogar com o restante do estado.

Em resumo, João Rodrigues tem energia, discurso e vitrine. Mas ainda lhe falta musculatura política. Se não conseguir costurar apoios além do Oeste, sua candidatura pode se transformar em um voo curto, barulhento na largada, mas sem fôlego para chegar ao pódio.

Ao Senado

A eleição para o Senado em Santa Catarina em 2026 será um duelo interno da direita. Caroline De Toni surge como favorita, com discurso afinado ao bolsonarismo. Carlos Bolsonaro tenta se firmar no estado após transferir seu domicílio eleitoral, mas ainda carrega a pecha de “importado do Rio”. Já Esperidião Amin aposta na experiência e na identidade catarinense para segurar sua vaga.

O problema é que três nomes fortes disputam apenas duas cadeiras. Se De Toni e Carlos se canibalizarem, Amin pode se beneficiar. Se o bolsonarismo se unir, o veterano corre risco. No fim, o Senado catarinense será decidido não pela esquerda, mas pela capacidade da direita de conviver com suas próprias divisões.

Pesquisa aponta disputa pelo Senado em Santa Catarina

Pesquisa da Neokemp divulgada nesta sexta-feira (26) aponta a deputada federal Caroline De Toni (PL-SC), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o senador Esperidião Amin (PP-SC) como os principais nomes na disputa pelo Senado em Santa Catarina.

Caroline De Toni, Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin. (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados; Isaac Fontana/EFE; Waldemir Barreto/Agência Senado)

No cenário de primeiro voto, Caroline De Toni lidera com 28,6%, seguida por Carlos Bolsonaro (25%) e Esperidião Amin (16,3%), em empate técnico com Décio Lima (PT), que soma 16,2%. Gilson Marques (Novo) aparece com 4,5%, enquanto 7,2% não souberam responder e 2,2% indicaram branco ou nulo.

Para o segundo voto, os percentuais se mantêm semelhantes: Caroline De Toni tem 27,8%, Carlos Bolsonaro 24,2%, Esperidião Amin 16,9% e Décio Lima 15,7%. Gilson Marques registra 5,5%, com 6,6% de indecisos e 3,3% de brancos ou nulos.

Na rejeição, Décio Lima lidera com 48,1%, seguido por Carlos Bolsonaro (34,1%). Esperidião Amin tem 4,7% de rejeição, Caroline De Toni 3,1% e Gilson Marques 0,7%. Outros 4,1% rejeitam todos os nomes e 5,2% afirmam não rejeitar nenhum.

O levantamento foi realizado com 1.200 eleitores, em 95 municípios catarinenses, entre 22 e 23 de dezembro de 2025, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

PL da dosimetria avança e segue para sanção do Presidente

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (17), por 48 votos a 25, o chamado PL da dosimetria (PL 2.162/2023), que ajusta critérios de cálculo e progressão de penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. De autoria do deputado Marcelo Crivella e relatado pelo senador Esperidião Amin, o texto seguiu para sanção presidencial após intenso debate no Plenário e na CCJ.

Texto ajusta penas, diferencia responsabilidades e fortalece a justiça sem estimular a impunidade. A sessão foi presidida pelo senador Davi Alcolumbre (C) / Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Uma emenda acatada limitou a redução de penas exclusivamente aos envolvidos nesses atos, afastando o risco de benefícios a crimes violentos, organizações criminosas ou delitos contra a administração pública. Na prática, o projeto revisa a dosimetria para evitar punições desproporcionais dentro de um mesmo contexto delitivo, diferencia protagonistas, financiadores e líderes daqueles que não tiveram papel central, e atualiza regras de progressão de regime.

Também amplia a remição por trabalho em prisão domiciliar e redefine percentuais para mudança de regime, mantendo critérios mais rigorosos para crimes hediondos, com morte, milícias e organizações criminosas.

Corrigindo distorções

A aprovação do PL da dosimetria é um passo responsável e necessário. Ao corrigir distorções e reforçar a individualização da pena, o Congresso reafirma um princípio básico do Estado de Direito: punir com justiça, sem excessos e sem impunidade.

A limitação do alcance do benefício aos fatos específicos de 8 de janeiro confere segurança jurídica e responde às preocupações legítimas da sociedade. O texto promove racionalidade, reduz tensões institucionais e contribui para um sistema penal mais equilibrado, humano e eficaz, sem relativizar a gravidade dos atos antidemocráticos nem enfraquecer o combate a crimes graves. (Fonte: Agência Senado)

Participação do senador Esperidião Amin

Em pronunciamento, à bancada, senador Esperidião Amin (PP-SC). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

No processo de tramitação e aprovação do PL da dosimetria, merece destaque o papel decisivo do senador catarinense Esperidião Amin (PP-SC). Na condição de relator da matéria no Senado, Amin conduziu o debate com equilíbrio, firmeza técnica e profundo respeito ao devido processo legal, em um dos temas mais sensíveis da agenda política recente.

Coube a ele a tarefa de construir pontes em um ambiente de forte polarização, acolhendo a emenda que restringiu os efeitos do projeto exclusivamente aos atos golpistas de 8 de janeiro. Essa decisão foi fundamental para afastar distorções, garantir segurança jurídica e viabilizar a aprovação do texto sem a necessidade de retorno à Câmara dos Deputados.

Sua condução responsável do relatório foi determinante para transformar um tema controverso em uma proposta equilibrada, capaz de avançar no Congresso e seguir para sanção presidencial.

Segurança jurídica: Marco Temporal avança no Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (9), em dois turnos, a PEC do marco temporal, a proposta que fixa como referência para demarcação de terras indígenas a data da Constituição de 1988. Agora, o texto segue para a Câmara dos Deputados.

Proposta busca pacificar disputas territoriais e dar previsibilidade ao desenvolvimento do campo brasileiro / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A medida, apresentada pelo senador Dr. Hiran e relatada por Esperidião Amin, reforça o entendimento já previsto na Lei 14.701/2023 e traz dispositivos como indenização prévia a ocupantes regulares de áreas que venham a ser demarcadas. O objetivo central é claro: estabelecer segurança jurídica num tema historicamente marcado por conflitos, judicialização e indefinições que afetam tanto comunidades indígenas quanto o setor produtivo.

Resistência

Embora a proposta tenha forte resistência de lideranças indígenas e parte do Senado, defensores do texto apontam que o país precisa, de forma urgente, de regras estáveis que permitam avançar na regularização fundiária, reduzir litígios e criar previsibilidade para quem vive e produz no campo, um dos pilares econômicos do Brasil.

Grande maioria a favor

A votação expressiva, 52 votos favoráveis nos dois turnos, mostra o peso político da matéria. Para o agronegócio, especialistas ressaltam que a aprovação da PEC representa um marco na garantia de estabilidade para investimentos, expansão produtiva e planejamento de longo prazo, especialmente em regiões onde disputas territoriais travam o desenvolvimento há décadas.

Pacificação

Enquanto o debate entre direitos indígenas e segurança jurídica continua, o fato é que o Congresso deu um passo determinante para tentar pacificar um tema que há anos paralisa decisões e cria dúvida sobre o futuro das áreas rurais. A Câmara, agora, terá nas mãos uma das discussões mais estratégicas para o presente, e, principalmente para o futuro do campo no Brasil.

Fonte: Agência Senado

Nome de Carlos Bolsonaro na política de SC gera clima tenso

A política catarinense vive um momento de tensão silenciosa, mas profunda. A insistência da direção nacional do PL, sob influência direta do ex-presidente Jair Bolsonaro, em lançar Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, tem criado um impasse delicado dentro do campo conservador no Estado, um reduto que sempre demonstrou fidelidade ao bolsonarismo, mas que também preza pela autonomia e valorização de suas próprias lideranças.

A presença do vereador carioca no âmbito catarinense segue gerando discussão / Aliás, ele anda por Santa Catarina, buscando aproximação / Crédito: Divulgação/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Não é segredo que o nome de Caroline De Toni, deputada federal em ascensão e uma das figuras mais identificadas com o eleitorado conservador catarinense, desponta naturalmente como opção ao Senado. Ignorar essa representatividade local em nome de um movimento de cima para baixo soa, para muitos, como um gesto de ingerência da cúpula nacional, e tem provocado incômodo até entre aliados históricos do ex-presidente.

Hora de conciliar

Nesse tabuleiro complexo, o governador Jorginho Mello surge como peça central. Líder do PL em Santa Catarina e aliado leal de Bolsonaro, Jorginho precisa conciliar fidelidade e autonomia, um equilíbrio que raramente se mantém sem custos políticos.

De um lado, há o dever de preservar o alinhamento com o líder nacional do partido; de outro, a responsabilidade de defender o protagonismo catarinense dentro de um projeto político que, até aqui, sempre se sustentou pela força regional.

Caroline e Amin

Em meio a esse cenário, cresce a especulação sobre uma possível dobradinha entre Caroline De Toni e o senador Esperidião Amin (PP). Amin, figura respeitada e experiente da política catarinense, mantém diálogo com diferentes correntes do conservadorismo e poderia representar um ponto de convergência entre o PL e o PP, fortalecendo o campo de direita no Estado e reforçando a ideia de alianças baseadas em representatividade local, e não em imposições externas.

Marcas profundas

Se o impasse persistir, o episódio pode deixar marcas duradouras. A condução dessa crise dirá muito sobre a capacidade de Jorginho Mello de liderar com autonomia sem romper pontes com Bolsonaro, e também sobre o futuro do PL catarinense como principal força conservadora do Sul do país.

Em tempos de reorganização política e disputa por espaços dentro do bolsonarismo, Santa Catarina mais uma vez se torna palco de um teste de força, entre o poder da influência nacional e o orgulho de suas lideranças regionais.