Articulação para preservar mandato Eduardo Bolsonaro

O Partido Liberal (PL) nomeou Eduardo Bolsonaro como novo líder da Minoria na Câmara dos Deputados, numa manobra interpretada em Brasília como tentativa de blindagem política em meio às pressões que ameaçam o mandato do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Deputada Carlonie De Toni abriu mão da função para fortalecer colega de bancada; movimento do PL é visto como tentativa de blindar Eduardo em meio a risco de cassação / Foto: Agência Câmara

A mudança só foi possível após um gesto da deputada Caroline De Toni (PL-SC), que abdicou da função em prol do colega de bancada. A catarinense vinha exercendo a liderança desde o início do ano e é considerada um dos nomes de maior destaque da nova geração bolsonarista no Congresso. Internamente, o movimento foi lido como sinal de lealdade da deputada à família Bolsonaro e de alinhamento estratégico ao comando do partido.

Manobra

Nos bastidores, a manobra do PL é vista como um recado claro: a legenda seguirá priorizando a família Bolsonaro em posições estratégicas. Porém, a escolha não foi consensual. Alguns deputados da oposição consideram que Eduardo pode acirrar ainda mais os embates com o governo Lula, já que tem histórico de declarações polêmicas e de confronto direto com adversários. Caroline, por sua vez, deve continuar em destaque dentro da bancada e do bolsonarismo, consolidando sua imagem como figura de confiança da família e do PL.

Deputado Eduardo Bolsonaro se licencia e vai morar nos EUA

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal licenciado (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou que está se licenciando do cargo e permanecerá nos Estados Unidos.

Ele alegou perseguição política no Brasil, mencionando o ministro do STF, Alexandre de Moraes, como responsável por possíveis ações contra ele, incluindo a apreensão de seu passaporte.

Eduardo afirmou que sua decisão é uma forma de denunciar abusos de poder e buscar sanções contra violadores de direitos humanos.

Essa situação tem gerado debates intensos, com aliados defendendo sua posição como vítima de perseguição judicial, enquanto opositores veem a decisão como uma estratégia para evitar possíveis complicações legais.

Legítima Defesa poderá ter Frente Parlamentar

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC), que assumiu o mandato nesta quarta (1), está unindo forças com os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Marcos Pollon (PL-MS) para criar a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade e pelo Direito à Legítima Defesa.

Os parlamentares já estão buscando as 198 assinaturas necessárias para a Frente ser oficializada. Conforme a deputada, muito mais do que ser contra ou a favor, é preciso debater e esclarecer a questão das armas e da autodefesa para a população.

Existe um preconceito contra armas porque há desinformação sobre o tema. Zanatta defende o direito do cidadão se armar dentro da lei. Esta foi uma das principais bandeiras da campanha da deputada.

A deputada reitera que tem como prioridade do mandato trabalhar para derrubar os novos decretos de Lula, que prejudicaram o setor de armas, e propor uma legislação que dê segurança jurídica.

Além de outras medidas que garantam a liberdade do cidadão que deseja proteger sua família, empreender na área ou praticar tiro esportivo.

Foto: Assessoria de Imprensa