PL que proibia reflorestamento na Coxilha é rejeitado

Por unanimidade, CCJ da Alesc rejeita projeto de Lei que proibia o reflorestamento de Pinus Elliotii na Coxilha Rica, em Lages.

Foto: Rodolfo Espínola / AgênciaAL

Nesta terça-feira, 12, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), rejeitou por unanimidade o Projeto de Lei nº 0258/2024, de autoria do Deputado Estadual Ivan Naatz (PL), que previa a proibição do reflorestamento com a espécie Pinus Elliottii na região da Coxilha Rica, em Lages.

A justificativa da matéria apontava que a espécie, não nativa da região, poderia causar desequilíbrios ambientais, afetando a flora e fauna locais.

O debate aconteceu durante plenária do Projeto Alesc Itinerante que trouxe a Lages a estrutura do Poder Legislativo estadual como forma de aproximar o cidadão dos trabalhos dos deputados.

Em defesa, representantes do setor de base florestal, considerado o mais importante na economia Serra Catarinense e um dos mais importantes no Estado, alertaram que a medida afetaria diretamente a cadeia produtiva de madeira que somente na região possui em torno de 350.000 ha de florestas plantadas, aproximadamente 35% do total do estado.

Mais de 13 mil empregos diretos e indiretos são gerados pela indústria florestal, além da significativa contribuição de tributos, e relevantes exportações de produtos.

Foto: Rodolfo Espínola / AgênciaAL

A rejeição do projeto já era esperada pelo presidente do Sindimadeira, Paulo César da Costa. “Unidas, as entidades do setor demonstraram que as florestas de pinus e eucalipto são essenciais para o crescimento de um setor que gera empregos, desenvolve tecnologia e é uma das principais diretrizes de exportação do estado”, destaca o presidente.

A Bancada da Serra composta pelos deputados Marcius Machado (PL), Lucas Neves (Podemos), Mário Mota (PSD) e Nilson Berlanda (PL), votaram com a maioria pela rejeição do projeto e se pronunciaram durante a Plenária em defesa do setor de base florestal.

Deputado Ivan Naatz irá reapresentar o projeto

Diante do revés da rejeição ao Projeto de Lei que propõe a proibição de reflorestamento com pinheiro americano (Pinus elliotti) na região da Coxilha Rica, o deputado Ivan Naatz (PL) solicitou à presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o arquivamento do seu atual, maior distrito rural de Lages, na Serra Catarinense.

Deputado Ivan Naatz / Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL

O deputado observou que a proposta será reapresentada a partir de fevereiro do ano que vem com atualização de limites e dados cartográficos da região que não constam no atual projeto, assim como outros critérios técnicos e científicos com relação a manejo florestal sustentável.

Segundo o deputado, o pedido também foi feito pela prefeita eleita de Lages Carmen Zanotto (Cidadania), com quem Naatz manteve conversas durante a sessão legislativa. Ivan Naatz reiterou que o objetivo é deixar claro que o projeto não interfere nas plantações e cultivos de pinus já existentes tanto nesta localidade como em outras áreas da região serrana.

O parlamentar observou ainda que se trata de um debate preservacionista de uma região específica e que não afetará a cadeia econômica do papel, celulose e madeira na região.

Ivan Naatz defende nome de consenso para presidir a Alesc

Em férias e longe do Brasil, o deputado Ivan Naatz (PL), líder da bancada do Partido Liberal na Assembleia Legislativa, se manifestou a respeito das conversas em torno da disputa da presidência e da mesa diretora do parlamento catarinense.

Foto: Deputado Ivan Naatz, líder da bancada do PL na Alesc. (Divulgação).

Naatz defende que seja outro nome, que tenha consenso, que aglutine, que agrade a maioria, caso os deputados José Milton Scheffer (PP) e Mauro De Nadal (MDB) não conseguirem maioria prévia. Tem lógica. O deputado afirma que tem mantido contato com o governador Jorginho Mello (PL), dizendo ser a melhor alternativa para a Casa. A escolha do presidente acontece no dia 1º de fevereiro.

Por outro lado, seguem as conversações para o complemento do secretariado do novo governo, com a manutenção do foco da governabilidade, e por isso, a necessidade, talvez, do consenso na Alesc. Zé Milton e De Nadal precisam da maioria mínima de 21 votos dos 40 deputados. A disputa entre os dois se acirrou quando a bancada do PL sinalizou apoio ao progressista.