Deputada quer esclarecimentos sobre a epidemia de dengue

Em meio à crescente preocupação com a epidemia de dengue no Brasil, a Deputada Federal Júlia Zanatta (PL/SC) protocolou um pedido de convocação da Ministra da Saúde, Nísia Trindade, para esclarecimentos sobre as medidas adotadas para conter a propagação da doença.

Deputada Júlia Zanatta (PL/SC) / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A parlamentar ressaltou a gravidade da situação, citando dados alarmantes de infecções que colocam diversas regiões do país em estado crítico. “Diferentemente do covid, a dengue é uma doença já conhecida, e existem métodos de combate testados e aprovados globalmente. É inaceitável que tenhamos casos aumentando mais de 300% somente em 2024, com diversos estados enfrentando hospitais superlotados”, disse.

A Deputada destaca ainda que a proposição tem o objetivo de buscar transparência e ações efetivas para lidar com a situação emergencial na saúde pública brasileira.

Santa Catarina, estado da parlamentar, decretou na última quinta-feira (22) estado de emergência devido à infestação de mosquitos, reforçando a necessidade urgente de ações para conter a propagação da doença.

Direito à autodefesa entre as bandeiras de deputada

O Estadão deu destaque à atuação da deputada federal catarinense Júlia Zanatta (PL) sobre a luta pessoal dela do direito à autodefesa. Na matéria, ela afirma que não é justo ter bandidos armados até os dentes enquanto o cidadão comum permanece de mãos atadas.

Deputada Júlia Zanatta / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A história da humanidade mostra diversos exemplos em que regimes autoritários iniciaram sempre com o desarmamento. Conforme conta, como noticiado na matéria do Estadão, foi recebida pelo ministro da Defesa, José Múcio, para tratar sobre o tema e externar as preocupações da sociedade.

Relata que tem conversado com diversos empresários, atletas e outros cidadãos que estão extremamente descontentes com os rumos – e da demora – da regulamentação da posse e porte de armas no Brasil. O setor sofre com as atitudes inconsequentes, revanchistas que têm causado desemprego e fechamento de estabelecimentos.

“É simplesmente absurdo que uma questão tão séria seja resolvida a portas fechadas pelo governo Lula, sem ouvir a população. Sendo assim, tenho como dever ficar a par das discussões e levar essas demandas para autoridades que exercem influência sobre o tema”, reiterou a deputada.

Ela afirmando ainda que, enquanto parlamentar estará sempre buscando meios concretos na política de fazer valer a confiança que os brasileiros e catarinenses depositam em nela, sem nunca desistir de lutar pela liberdade.

Sobre o caso de assédio contra deputada Júlia Zanatta

O ato de assédio cometido pelo deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) contra a colega deputada Júlia Zanatta (PL/SC) está tendo novo desdobramento na Câmara dos Deputados.

Nesta terça-feira (30), a questão deverá ser analisada pela Comissão de Ética, que tem a responsabilidade de atuar em situação de quebra de decoro parlamentar. Neste dia também será escolhido o relator da representação apresentada pelo Partido Liberal.

Relembre o caso

O caso repercutiu nacionalmente no dia 12 de abril, após virem à tona imagens da reunião da Comissão de Segurança Pública, onde o deputado do PCdoB se aproxima por trás de Júlia Zanatta para chamar sua atenção e repreendê-la.

A deputada catarinense relatou nas suas redes sociais que se sentiu constrangida com a aproximação invasiva. Além disso, questionou como o caso seria tratado se fosse um parlamentar de direita agindo da mesma forma para abordar uma mulher de esquerda.

Segundo a deputada, ele se sentiu à vontade para chegar por trás dela e falar perto do meu ouvido como se tivéssemos intimidade. “Eu nem sabia seu nome e nem o conhecia. Nunca dei essa liberdade”, ressaltou Julia. Foto: reprodução redes sociais

Representação também pela PGE

Na época, o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) tentou negar as acusações. Entretanto, houve grande mobilização para que o caso fosse apurado e punido.

Além do processo no Conselho de Ética, também segue em tramitação uma representação feita à PGE pela Procuradora Raquel Branquinho, coordenadora do grupo contra violência de gênero do Ministério Público Eleitoral, que viu indícios do crime de assédio previsto no art. 326-B do Código Eleitoral.

Foto: reprodução das redes sociais