Produtores de maçã e pêra pedem linha de crédito especial

A justa reivindicação parte da Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (AMAP). O pedido feito na última semana em Florianópolis, chegou à Secretaria de Estado da Agricultura, na forma de criação de uma linha de crédito emergencial voltada à proteção dos pomares contra o granizo.

A proposta, apresentada durante reunião com o secretário Carlos Chiodini, o deputado estadual Lucas Neves e vereadores de São Joaquim, tem como objetivo atender especialmente os pequenos produtores atingidos por eventos climáticos recentes e cada vez mais recorrentes na Serra Catarinense.

Prejuízos por tempestades de granizo

O encontro foi motivado pelos prejuízos provocados pela intensa tempestade de granizo registrada no dia 19 de abril na localidade de Boava, interior de São Joaquim.

Segundo levantamento da Epagri, mais de 100 propriedades foram atingidas, e cerca de 83 produtores foram diretamente afetados, com perdas em uma área de 414,5 hectares.

 A estimativa de danos supera R$ 17 milhões, incluindo destruição de frutas da variedade Fuji, que estavam em fase inicial de colheita, e rompimento de estruturas de proteção como telas e palanques.

Crédito acessível

Durante a reunião, a presidente em exercício da AMAP, Sheila Forgerine Zanete, defendeu a criação de uma política pública de crédito acessível, com subsídios de até 30% e financiamento sem juros para instalação de telas antigranizo e outras soluções de mitigação de riscos.

Sem proteção

Atualmente, cerca de 80% das áreas produtivas da região seguem sem qualquer tipo de cobertura. Técnicos da Epagri ficaram responsáveis por elaborar, nos próximos dias, um levantamento com o investimento necessário para viabilizar o programa em escala regional.

Além das coberturas individuais, foi debatida a viabilidade de estruturas coletivas de proteção, como a implantação de canhões antigranizo.

Empenho do Governo

O secretário Carlos Chiodini afirmou que a Secretaria da Agricultura está empenhada em encontrar soluções técnicas e viáveis. “Vamos trabalhar junto com as entidades para estruturar um modelo que seja financeiramente acessível e tecnicamente eficaz.

O deputado Lucas Neves, que articulou o encontro, também ressaltou a importância de transformar a crise em oportunidade de avanço para o setor.

(Informações e fotos: Lizze Borges)

Oportunidade de mais crédito para microempreendedores

A Alesc derrubou o veto do governador Carlos Moisés ao Projeto de Lei aprovado na Alesc que garante linhas de crédito de recursos remanescentes do Badesc para capital de giro de pequenas e microempresas, dos microempreendedores individuais e dos empreendimentos de economia solidária.

Vetos foram apreciados na sessão desta quarta; com a rejeição, serão transformados em lei
FOTO: Solon Soares/Agência AL

A proposta visa diminuir os impactos financeiros da pandemia do novo coronavírus em SC. O texto que vai virar lei prevê carência de seis a 12 meses, com prazo de pagamento de 36 parcelas iguais sem juros e multas.

Contas atrasadas, negativados e marginalizados

Segundo estatísticas, são quase 60 milhões de brasileiros que estão negativados, e impossibilitados de fazer novos investimentos.

negativados

Aliás, o sistema marginaliza estas pessoas, a tal ponto de jugar igualmente a todas, como maus pagadores e por isso, o distanciamento delas ao crédito. Às deixam numa espécie de limbo, e entregues à própria sorte.

A saída da situação do desconforto do crédito negativado, só depende do esforço unicamente do indivíduo, custe o que custar. Ao resgatar a credibilidade, volta a pertencer ao mundo dos bons pagadores.

Uma cultura que poderia ser mudada, se os governos e as entidades do setor do comércio tivessem alguns programas, em que, analisados cada caso, poderiam devolver o crédito a essas pessoas, e incorporá-las novamente ao meio de consumo.

Dá para imaginar quantos desses foram empurrados a se endividar, graças às atrações ao consumo estimuladas pelo comércio, bancos e até mesmo pelo Governo através de insentivos diretos?

Mas não tem jeito. Marginalizados e sem crédito, tais consumidores não têm a chance de voltar ao convívio social no comércio, não sem antes darem um jeito de quitarem suas pendências, e, diga-se de passagem, sem ajuda de nenhum sistema.

Talvez fosse hora de olhar para esses “marginais” e propor uma forma de ajuda-los. Uma fatia tão grande assim de consumidores ao sair do negativo, poderia auxiliar e muito na economia.

Coloco esta questão por curiosidade. E quem sabe possam pensar mais nesses esquecidos que vivem na zona negativa do crédito dos consumidores, e pensar em alguma forma de ver neles a chance de ajuadrem na recuperação da crise.

Em suma. Se está com o crédito negativado, que se dane! Ajuda só de você mesmo!

Linha de crédito de R$ 10 mi na Expolages

Visando oportunizar os associados em fazer negócios durante a Expolages 2015, o Sicredi renovou a parceria com o Sindicato Rural, disponibilizando R$ 10 milhões em linhas de crédito, Fomento para Pessoa Física e Capital de Giro para empresas, com taxas exclusivas para associados do Sicredi e do Sindicato.

A ideia é criar um vínculo de cooperação entre associados da entidade rural e expositores. Durante a Expolages, a recepção será numa das casas do Parque, e, além do crédito disponível, a instituição vai aproveitar para falar sobre a importância de poupar.

sicredi

A informação dos gerentes das duas unidades de Lages, Eduardo Rossini Monteiro, do Centro, e Vera Morello, do Coral.