Choro de Seif: a pérola na política nacional da semana

O protagonismo do senador catarinense Jorge Seif (PL), em seção da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), registrado na última quinta-feira (14), irá para os anais da história política nacional. Não pela relevância. Mas, pela cena inusitada, patética, do senador.

O senador Jorge Seif (PL/SC), perdeu a oportunidade de trabalhar melhor a narrativa em defesa do 8 de Janeiro / Foto: reprodução vídeo.

O choro, da forma evidenciada, era desnecessário. Mas, sabe-se lá o que passava na cabeça dele, no momento. De um lado, muitas críticas sobre o comportamento estranho, e de outro, há que diga que ele tenha lavado a alma dos brasileiros.

A aparente emoção do senador se deu após a apresentação de um vídeo transmitido na ocasião, mostrando bolsonaristas. Em meio às lagrimas, e numa compostura descontrolada, passou a criticar o depoente, o general Gustavo Henrique Dutra Meneses, a quem chamou repetidas vezes, de covarde entre outras críticas.

Postura poderia ser outra 

Chorar e esbravejar. Não precisava tanto. Se tivesse usado o espaço com inteligência, numa fala bem distribuída, clara, e pontual, teria conseguido demonstrar o que realmente queria. Virou piada e motivos de críticas, sem falar no respeito que pode ter perdido dentro do próprio Senado.

Como conservador, tinha motivos evidentes para questionar o general duramente, mas não da forma em que se viu. Transformou um momento importante da CPMI num cenário de estarrecimento. Sem dúvida, um momento surreal, e dificilmente será esquecido.

Amin é o único catarinense titular na CPMI de 8 de Janeiro

Na visita em Lages, perguntei ao  Senador sobre a participação na CPMI de 8 de Janeiro. Disse-me que a Comissão tem o dever de realizar as investigações, porque o Congresso não pode se omitir sobre o que ocorreu no dia 8 de janeiro. Falou que já existem investigações em curso. Mas que, além das ações delituosas dos crimes de vandalismo, é preciso investigar as omissões, e como deixaram acontecer isso. Citou as palavras do presidente Lula, no dia 9 de janeiro, de que “alguém abriu as portas”.

Para o Senador, seja quem tem favorecido ou descurado de suas obrigações tem de ser investigado. Disse ainda que é preciso ser respeitado o direito de defesa para todos, tanto para os que cometeram vandalismo, quanto aos que praticaram omissão. Fazer justiça e trazer a verdade será o legado que esta CPMI, respeitada a transparência da investigação.

E o mais importante. Ressaltou que não vai haver investigação sigilosa, a exemplo de vários inquéritos que hoje correm em segredo de justiça. A CPMI será aberta, e que no mínimo a denúncia vai ser verbalizada, e os fatos que vierem a ser apurados, vão compor a página política, oriunda do voto das pessoas. Com contraditório ou sem, é isso que vai permitir que o Congresso cumpra com o seu dever, ou seja, estabelecer a verdade.

Foto: Paulo Chagas

Expectativa sobre o plano de trabalho da CPMI de 8 de Janeiro

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), logo na instalação, esteve repleta de divergências. Segundo fontes, o primeiro dia foi tenso. Seja como for, espera-se realmente que sejam apuradas as reponsabilidades pela invasão dos prédios dos três Poderes e a depredação do patrimônio público.

Como se sabe, esta Comissão partiu da base de oposição. Porém, depois do vazamento de imagens que comprometem o próprio governo, o processo de instalação tornou-se inevitável. Foi então, que a situação passou a trabalhar para ter o controle absoluto na condução dos trabalhos. Teoricamente conseguiu, justamente pela composição dos cabeças da CPMI.

Deputado Arthur Oliveira Maia foi eleito presidente da CPMI dos Atos de 8 de janeiro / Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Foi eleito para a presidência o deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA). Vice-presidente é o senador Cid Gomes (PDT-CE). O cargo de segundo vice foi instituído por acordo, por não estar previsto no Regimento Comum do Congresso, e será ocupado pelo senador Magno Malta (PL-ES).

O fator que causou mais divergência foi a indicação, de parte do presidente, da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), para o cargo de relatora. Houve questionamentos sobre ela, devido à proximidade com o ministro da Justiça, Flávio Dino, que possivelmente estará entre os investigados.

Assim, portanto, começam os trabalhos de uma investigação política repleta de interesses, e que poderão apontar detalhadamente o que realmente aconteceu no 8 de janeiro. A comissão volta a se reunir na próxima quinta-feira (1º) para examinar a proposta da relatora, senadora Eliziane Gama, para o plano de trabalho. (Fonte: Agência Câmara de Notícias).

CPI Mista do 8 de Janeiro será instalada nesta quinta-feira

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar os atos antidemocráticos de 8 de janeiro – quando foram invadidos e depredados os edifícios-sede dos três Poderes –, vai ser instalada nesta quinta-feira (25), às 9 horas.

Janela quebrada no Palácio do Planalto durante a invasão de 8 de janeiro/ Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Após a instalação, será eleito o presidente do colegiado, que reunirá 32 parlamentares titulares, sendo 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes.

Confira os indicados até agora

O colegiado foi criado no mês passado e terá 180 dias para investigar os atos de ação e omissão ocorridos nas sedes dos três Poderes e que culminaram na prisão de mais de mil pessoas, entre eles o ex-secretário de segurança pública do Distrito Federal Anderson Torres.

A reunião de instalação deve ser presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), parlamentar de maior idade entre os integrantes.

O que é e como funciona uma comissão parlamentar de inquérito

Da Agência Senado – ND

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Criada a CPMI para investigar atos do 8 de janeiro

O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco, criou nesta quarta-feira (26) a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos de ação e omissão ocorridos no dia 8 de janeiro.

Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados / 

A criação se deu com a leitura, no Plenário do Congresso, do requerimento apresentado pelo deputado André Fernandes (PL-CE), que obteve número regimental de assinaturas (1/3 dos membros de cada Casa). Os próximos passos são a publicação do ato de criação e a indicação dos integrantes pelos líderes partidários.

De acordo com o requerimento, a comissão será constituída por 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes, sendo um deles representante da Minoria em cada Casa. O grupo terá prazo de 180 dias.

Ainda sem prazo

Pacheco informou que ainda não definiu o prazo para indicação dos integrantes ou marcou a instalação do colegiado porque a Mesa do Congresso precisa definir quantos integrantes cada partido terá direito na nova comissão. “Nós vamos definir a proporcionalidade, publicar, e, aí, partirá ofício da Presidência aos líderes de blocos e de partidos, para que façam a indicação. Essa diligência será realizada o mais breve possível, mas não há uma definição de prazo”, disse.

O requerimento

De acordo com o requerimento, a comissão será constituída por 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes, sendo um deles representante da Minoria em cada Casa. O grupo terá prazo de 180 dias.

Poderes

As comissões parlamentares de inquérito têm poderes de investigação semelhantes às autoridades judiciais. Pode convocar autoridades, requisitar documentos e quebrar sigilos pelo voto da maioria dos integrantes.

Oposição

Para a oposição, a CPMI vai trazer à tona fatos que ainda não foram revelados. O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirmou que será o indicado do partido Novo para participar da CPMI. “Espero que possamos fazer um trabalho de investigação de fatos que seja independente, além da oposição ao do governo”, disse.

Fonte: Agência Senado

Semana promete clima fervente em Brasília

Congresso Nacional / Roque de Sá/Agência Senado

Distante da Capital Federal, o presidente Lula em viagem a Portugal desde a última sexta-feira (21), segue para a Espanha com previsão de retornar ao Brasil na quarta-feira (26).

Assim, longe dos olhos dele e não conseguindo entender até mesmo perguntas em português, ele segue tentando se desviar dos conturbados fatos do País. No entanto, chegou a dizer que não vai interferir mais na criação da CPMI. O Presidente deverá chegar bem em meio aos acontecimentos.

É que na quarta-feira está prevista a primeira sessão conjunta do Congresso Nacional, ocasião em que deverá ser lido o requerimento para a instalação da esperada CPMI do 8 de janeiro.

Fato que deveria ter ocorrido na semana passada, dia 18. A briga agora será para ver quem deverá ocupar a presidência e a relatoria da Comissão. A bancada aliada do Governo é que agora requer o comando integral.

Desdobramentos da CPMI em Brasília

A partir dos novos fatos desencadeados pela revelação de vídeos comprometedores do 8 de Janeiro, e que levou à exoneração do ministro do GSI, Gonçalves Dias, o Governo Federal mudou a postura, e agora passa a apoiar a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

Vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional – deputado federal Lindbergh Farias / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Porém, trabalha para ficar com a presidência e também com a relatoria, com pessoas da base aliada. Assim, poderá ter, teoricamente o controle de todas as ações. Sobre isso, a nova disputa já está declarada.

O vice-líder do Governo no Congresso, o deputado Lindbergh Farias (PT/PB) disse à imprensa que não vão aceitar que o autor do requerimento da CPMI, o deputado André Fernandes (PL/CE), seja o relator. Era de se esperar essa postura.

Por outro lado, a oposição tem criticado a nova postura da base aliada do governo, e ainda querer ficar no controle das investigações. Serão momentos de definições, discussões e impasses. Seja como for, os governistas já preparam uma lista de nomes para indicar.

Enfim, o que se sabe, é que não existe regra que possa garantir a relatoria ou a presidência da Comissão, para um ou outro. Tudo vai depender das negociações internas. O certo é que a instalação da CPMI, neste momento, é inevitável.

Nesta quinta, após as novas imagens reveladas, mais 26 deputados assinaram o requerimento, eliminando qualquer chance de esvaziamento da Comissão, de parte do Governo.

CPMI de 8 de janeiro

Senador Jorge Seif / Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Jorge Seif ao conversar com o governador Jorginho Mello, durante uma live via redes sociais na noite desta terça-feira (4), aproveitou para expor a pressão que vem sendo exercida sobre o presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco, (PSD/MG) para que seja instalada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

Segundo Seif, no Senado, já são mais de 35 assinaturas, e na Câmara dos Deputados, em torno de 190. Garantiu que existe o comprometimento de Pacheco de priorizar a instalação da Comissão, próxima semana, mesmo com toda a máquina do governo Lula, remando contra.

Seif em live com o governador Jorginho Mello

Nesta que foi a primeira feita live feita pelo senador Jorge Seif neste ano, tendo como convidado o governador Jorginho Mello, ambos do PL. A conversa fluiu animada, mas que trouxe temas que interferem no pleito de 2024.

Nos planos do Partido, a ideia da eleição de 1000 pessoas, entre prefeitos, vices e vereadores, em todo o Brasil. Já em Santa Catarina, a pretensão é chegar a 100. Jorginho Mello, que é o presidente do PL em Santa Catarina, adiantou que está trabalhando desde já para recrutar novos partidários, especialmente, prefeitos e vereadores.

Citou a força do ex-presidente Jair Bolsonaro, como grande timoneiro para manter o legado da direita conservadora no Brasil, e que ele já está convidado a visitar Santa Catarina, juntamente com a esposa Michelle.

Está no escopo do Partido Liberal de SC, logo após os 100 dias de governo, organizar reuniões regionais, com a participação do senador Seif, de deputados estaduais e federais, a apresentar o planejamento para o pleito de 2024.

100 dias de governo

Na conversa com o senador, Jorginho Mello adiantou que irá apresentar o balanço dos 100 dias de governo, na segunda-feira (10), na Casa da Agronômica. Citou alguns pontos, como os serviços de cirurgias eletivas que já atenderam mais de 22 mil pessoas; os 500 quilômetros da rede trifásica em áreas rurais de Santa Catarina, o plano de implantação da Faculdade Gratuita que está dando entrada na Assembleia Legislativa, também o Plano de Ajuste Fiscal. Enfim, todas as ações até agora implementadas.

Policiais Penais

Indagado pelo Senador sobre a situação dos policiais penais, Jorginho garantiu está no planejamento do governo, e que também faz parte de compromisso de campanha, chamar os 465 policiais penais concursados, até a metade deste ano.

Pesa também a preocupação da dispensa dos 541 ACTs, que também dependem do emprego para o sustento de suas famílias. Portanto, tudo está sendo pensado com calma, para que haja uma transição mais bem trabalhada.

Não falou nada a respeito de alguma estratégia a ser adotada para valorizar as demais classes da segurança pública, como as polícias civil, militar ou bombeiros, embora a questão tenha sido citada pelo senador Jorge Seif, durante a live.