Comissão Processante será retomada

A Comissão Parlamentar Processante, instalada ainda no ano passado, que pode culminar com o pedido de impeachment do prefeito de Lages, Elizeu Mattos, na Câmara de Vereadores, vai retornar nos próximos dias.

Em fevereiro deste ano, o advogado Luiz Carlos Ribeiro obteve sucesso com o recurso impetrado na Justiça, o que garantiu a suspensão dos trabalhos da dita Comissão.

No entanto, como cabia recurso, e o julgamento do mérito acabou deliberando a respeito, permitindo a retomada dos trabalhos. Assim, o processo de impeachment volta a ter continuidade.

Inclusive, a decisão do mérito já chegou à Câmara de Vereadores com a devida notificação.

Quanto às duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIS) propostas para investigar possíveis irregularidades na Semasa, nenhuma delas teve continuidade e estão extintas por preclusão, ou seja, por decurso de tempo ou fora do prazo legal.

Bastidores políticos em Brasília

Não há como não levar em conta as notícias vindas de Brasília, especialmente quando o Congresso está agora retomando os trabalhos após o recesso.

eduardo cunha

Nos bastidores, o foco recai ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

Aliás, ele tem no Palácio do Planalto total atenção em torno de suas ações, que incluem o comando de quatro CPIs a serem instaladas. O PT ficou fora totalmente da divisão das comissões.

O PMDB, o DEM, o PSDB e o PSD são os partidos que vão liderar as CPIs do BNDES, dos Fundos de Pensão, a dos crimes cibernéticos e de maus tratos a animais.

Por outro lado, o deputado que tem feito diversas reuniões, está analisando todos os pedidos de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, para ver quais os fundamentos, e se pode levar adiante algum deles.

Como se vê, a briga será de foice, doravante, pelos lados de Brasília.

O fato das duas CPIs em Lages

Câmara de Vereadores de Lages SessãoAinda tento entender a razão de os vereadores proporem a instalação de Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs), para investigar a Semasa, depois de todos os desfechos.

Fico imaginando o que mais, pessoas comuns, caso dos vereadores, possam descobrir, além do que já sabemos.

Afinal, as forças policiais do Gaeco foram bastante longe nas investigações da Operação Águas Limpas, com especialistas no ramo, e chegaram onde chegaram, ou seja, na detenção do próprio prefeito.

Enfim, onde mais os vereadores querem chegar? Quais os fatos determinantes dos anos anteriores? E, será que o desgaste moral da cidade já não está sendo suficiente? E que ferramentas terão os vereadores para se chegar a questões que os profissionais nas investigações ainda não constataram?

Acho que o cunho político, nesse caso, é a única coisa que está contando. Hora, poderiam poupar a si mesmos e à comunidade de todos estes desgastes, parando com essa ideia sem sentido. Seria o melhor a se fazer neste momento. É o que penso!

O caso das CPIs da Câmara de Vereadores de Lages

Ao assistir a Sessão da Câmara de Vereadores de Lages, desta segunda-feira (24), percebi que o assunto das CPIs passou muito rápido. Não houve discussão.

Primeiro, o presidente Nilton Freitas sugeriu que se apontassem os nomes para a comissão da CPI criada pela situação.

Mário HoellerFoi então, que entrou na Tribuna, o vereador Mário Hoeller de Souza dizendo que a Casa perdeu o prazo de cinco dias para apresentar os nomes da CPI.

O presidente tentou argumentar que a Sessão Deliberativa era somente nesta segunda, porém, Marião reforçou que eram cinco dias corridos e não cinco dias úteis, seguindo o que prevê o Regimento Interno.

Resultado: foi para o jurídico em busca de um parecer.

Em seguida, deu entrada o requerimento da instalação da segunda CPI, a da Oposição. Também imediatamente foi para o Jurídico.

Lembro que as CPIs, hora em compasso de organização, são para investigar os problemas revelados pela Operação Águas Limpas, através do Gaeco..

Tudo transcorreu muito rapidamente e simples assim. Sem discussão.