CPI da Infelicidade: ausência de indícios arquiva processo

Pois foi exatamente pela ausência de indícios suficientes da existência que comprove o delito, que o Ministério Público, através do Promotor de Justiça Jean Pierre Campos, requereu o arquivamento do procedimento de investigação criminal, contra os envolvidos nas investigações da CPI do Natal Infelicidade.

Assim, a prática de crime de peculato contra os servidores Agessander Belezinha, Mário Hoeller de Souza e Jhonata Gabriel, teve processo encerrado.

Por outro lado, conversei com Agessander, o Belezinha, e ele reiterou que as investigações isentam apenas os servidores desta gestão administrativa da Prefeitura, sendo que o MP ofereceu denúncia contra pessoas da administração anterior supostamente envolvidas no caso.

Vereador Jair Junior acusado de quebra de decoro parlamentar

O vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Lages, Luiz Marin (PP), tem dito que no campo administrativo as coisas andam bem, com economias importantes e processos de gestão em acordo.

Menos, claro, com os acontecimentos envolvendo alguns vereadores, como no caso de Vone, que pode ser cassado devido ao fato de ter prestado serviços pela própria empresa à Prefeitura. Seja como for, o relatório está pronto e nas mãos da Mesa Diretora. Semana que vem entra na pauta e será apresentado ao Plenário.

Outra questão que está mexendo com os nervos da casa, especialmente, no caso do jovem vereador Jair Junior, que teve contra ele uma representação para que se verifique possível quebra de decoro e da ética parlamentar.

O processo está sendo movido pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Mário Hoeller de Souza, e queira ou não, a Casa irá obrigatoriamente tratar da questão, conforme prevê a Legislação e a Lei Orgânica da Câmara de Vereadores.

Conforme consta nos autos do processo movido pelo Secretário, o vereador Jair Junior, na condição de presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, criou controvérsias através de ações que fogem os ditames legais.

Seja como for, irado ou não, irá ter que provar e responder judicialmente tudo o que tem dito, inclusive, assinado, no caso do relatório final da CPI, juntamente com outros dois vereadores, e que transformou nominalmente todos os “arrolados” em criminosos, sem julgamento.

Além do mais, Jair sabia que iria mexer com pessoas e que as coisas não seriam assim aceitas passivamente pelos acusados.Todos, dentro dos direitos de defesa, estão se mexendo. 

Abaixo a cópia da representação impetrada pelo secretário contra o vereador Jair Júnior. 

(Documentos extraídos do Blog de Milton Barão)

OBS: esta semana testemunhei o vereador Ivanildo Pereira (PR) tentando conversar com Marião, e pedir desculpas pelo resultado da CPI, e de que não era bem assim que queria ter feito. Marião, só respondeu, que a assinatura consta no relatório final da CPI, portanto, nada muda, com um simples pedido de desculpas. 

Curtinhas de sexta-feira

  • Conversando com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, de Lages, Mário Hoeller de Souza, a indignação dele é perceptível diante da exposição do nome em relatório da CPI da Infelicidade, feita por alguns vereadores. Mário desafia qualquer um dos três vereadores que aprovaram o relatório a encontrar alguma coisa que desabone a vida dele. Ressaltou que os três vereadores Jair, Bruno e Ivanildo vão arcar com as consequências;
  • Comentário no Super Myatã, da São Joaquim, é de que a procura por ingressos da Festa do Pinhão, é grande. Muita gente comprando, disse-me uma funcionária. Muito bom!
  • Inter de Lages deve viajar à Capital com o pensamento de que pode tirar ponto ou pontos do Figueirense. O time da Serra mostrou crescimento, e pode provar isso, complicando a vida do alvinegro, em Florianópolis.

Lucas justifica a não leitura do relatório da CPI da Infelicidade

Depois do meu relatório ter sido rejeitado pela maioria dos cinco vereadores da CPI, um novo relatório foi apresentado. A partir daí, ontem mesmo, ficou acertado que um novo relator seria nomeado (entre aqueles que votaram contra o meu relatório). O relatório é uma convicção do relator, portanto não faria sentido eu ler um relatório que não fosse o meu.

Ainda na reunião de ontem eu informei aos colegas membros da CPI que não compareceria na sessão, uma vez que o meu relatório havia sido rejeitado e eu já conhecia o teor do relatório apresentado e aprovado.

Destaco que RESPEITO INTEGRALMENTE a decisão da CPI. Não é do meu perfil impor nada, ser tirano ou ditador. Respeito a decisão da maioria, pois isso é uma questão de maturidade e respeito ao processo democrático no qual estamos inseridos. O respeito que tenho pelos colegas, e pela posição deles, fez com que eu me recolhesse nesse momento. Ou seja, não tenho nenhuma intenção de desqualificar aquilo que foi apresentado – embora não concorde. Mas o respeito a vontade da maioria deve prevalecer.

No mais, seguirei trabalhando. Inclusive, durante a sessão, eu estava visitando o bairro Restinga Seca fazendo aquilo que eu tenho feito desde o primeiro dia de mandato: trabalhar!

Grande abraço

Lucas Neves

CPI do Natal Infelicidade

A anunciada sessão na Câmara de Vereadores de Lages, na tarde desta quarta-feira (14), no início da tarde, revelou, enfim, a conclusão do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o propósito de investigar supostos desvios na decoração natalina do Natal Felicidade 2016, promovido pela Prefeitura Municipal. O mesmo trabalho que vem sendo feito pela Polícia.

Conforme o relatório e diante da existência de provas materiais, testemunhais e documentais, a CPI atestou o sumiço de materiais utilizados no Natal Felicidade para serem destinados a pessoas fora da administração municipal. No total, oito pessoas foram apontadas como responsáveis diretas ou indiretas pelos desvios.

O curioso foi a ausência da leitura do relator oficial. Pelo que se sabe, houve discordância dos teores do relatório, inclusive, com modificação. Sendo assim, Lucas Neves não compactou com a atitude do presidente da CPI, o vereador Jair Junior, mas disse respeitar a decisão da maioria, embora discorde da atitude.

Agora, as copias dos autos serão encaminhadas para o Ministério Público Estadual, via 5ª Promotoria Pública de Lages, e ao Núcleo da Moralidade Administrativa junto à Procuradoria Geral em Florianópolis, para que sejam instaurados processos administrativos e criminais contra os servidores municipais que segundo consta, estão envolvidos.

O relatório apontou os seguintes nomes:

Agessander José de Souza e Paulo Souza Ribeiro pelos crimes, em tese, de peculato, falso testemunho, falsidade ideológica e associação criminosa; Jhonatan Ozório Silveira pelos crimes, em tese, de peculato, falso testemunho e associação criminosa; Itamar Westphal Aguiar e Paulo Sérgio Ludwichak pelo crime, em tese, de peculato; Alberto Santos Sanson pelo crime, em tese, de receptação qualificada; e Flávio Agustini e Mário Hoeller de Souza pelo crime, em tese, de peculato culposo.

O caso

Em outubro de 2017 foi deflagrada uma investigação pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), juntamente com o Ministério Público do Estado, havia descoberto a existência de um esquema criminoso para desvios ou apropriação de bens públicos utilizados na decoração natalina em Lages.

A partir disso, a Câmara de Vereadores aprovou um requerimento que dava abertura a uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as denúncias, paralelamente com a Polícia. A CPI é uma investigação política. Por isso prefiro aguardar os autos da Polícia, para que realmente tenha oficialização criminal.

Fica complicado para o MPE trabalhar com duas investigações paralelas, isso, no meu entender.

Informações e fotos: Ascom Câmara de Vereadores de Lages)

CPI da Infelicidade: agora vai!

Está agendada uma Sessão Extraordinária da Câmara de Lages apenas para a leitura do relatório final da CPI no Natal (in)Felicidade 2016.

O agendamento está marcado para esta quarta-feira (14), às 14 horas, no Plenário da Câmara. A decisão foi tomada em reunião, nesta terça.

(Foto: Ascom Câmara de Vereadores de Lages)

Reunião da CPI é suspensa sem maiores explicações

O vereador Lucas Neves não ficou nada satisfeito com a suspensão de reunião da CPI do Natal Infelicidade.

Segundo ele, na tarde desta quarta-feira (28/02) estava marcada a reunião em que seria lido o relatório da CPI da Infelicidade.

Reunião esta que havia sido marcada pelo presidente da CPI, vereador Jair Jr. Ainda conforme Lucas, às 13h:20, já estava aguardando os demais membros da CPI, uma vez que é o relator e deveria fazer a leitura.

Às 14h:00 o presidente Jair chegou na sala de reuniões e anunciou a suspensão da reunião. Lucas e os demais vereadores, Chagas e Ivanildo, se manifestaram contrários à decisão, mas o presidente disse que tinha o direito de suspender sem consultar os demais membros. E assim o fez, sem maiores explicações.

Conforme Lucas, ele ficou de, ainda hoje, definir novo dia e horário para que o relatório possa ser lido.