A audiência pública sobre o futuro da Rota Caminhos da Neve (BR 438), realizada na tarde desta última sexta-feira (21), em São Joaquim, evidenciou os avanços do lado catarinense, e a confirmação de que o Governo do Estado irá complementar o trecho de pouco mais de 10 km até a divisa com o Rio Grande do Sul. O Estado também investiu sozinho na construção da Ponta das Goiabeiras, sobre o Rio Pelotas.

O grande gargalo está na indefinição quanto à federalização da Rodovia. As maiores dificuldades estão no lado gaúcho, com a situação praticamente estacionada, quase sem mobilização por parte das principais autoridades do Rio Grande do Sul. É como se Bom Jesus e arredores nada significassem para os gestores e as demais representações políticas.

A luta do Grupo BR 43 tem sido praticamente isolada. A comunidade gaúcha, há quase 40 anos tem buscado sensibilizar os governos estadual e federal, para implementação asfáltica da Rota Caminhos da Neve, para dar novo impulso ao desenvolvimento econômico da região, de forma integrada com Santa Catarina, traçando um novo percurso entre Florianópolis (SC) e Gramado (RS).
Presenças
Por mais que o interesse seja maior de parte da comunidade de Bom Jesus, no lado gaúcho, a representatividade do Estado, na audiência, foi pífia.

Contou com apenas com a presença do prefeito de Gramado, Nestor Tissot e do representante da Superintendência do DNIT, Daniel Benk. Além de alguns vereadores e lideranças de Bom Jesus. O prefeito da cidade, Frederico Becker, principal interessado, sequer justificou a ausência.

Pelo lado dos catarinenses, expressiva força política, com participação dos prefeitos de São Joaquim, Lages, Bom Jardim da Serra, Urubici e de Florianópolis. Dos deputados federais Daniela Reinher e do Coronel Armando, dos estaduais Marcius Machado e Volnei Weber, entre inúmeras classes empresariais representativas da região.
Esforço conjunto
Novamente a representatividade catarinense, por mais que esteja avançada com relação à pavimentação e com a certeza da conclusão, evidenciou a falta de tenacidade no lado gaúcho. Porém, irá atuar em conjunto para que haja avanço, e que o projeto possa avançar.

Na audiência, a importante participação do diretor executivo nacional, Carlos Barros, representando o ministro dos Transportes, Renan Filho. Tecnicamente, apontou os principais problemas e as possíveis soluções.
Destaque também para a presença do diretor institucional da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), Edinho Bez, representando os cerca de 330 deputados e senadores. Aliás, na audiência, lá estiveram também representantes de deputados e senadores, demonstrando a valorização pela causa.

A partir de agora, há expectativa de que a partir da Ata da audiência, as resoluções ganhem objetividade. Em suma, o evento chamou atenção especial, pela falta de engajamento da classe política do Rio Grande do Sul, especialmente, de parte do Governo.
Houve até quem sugeriu em tom de brincadeira, de que Bom Jesus estaria disposto a ser anexado à Santa Catarina, tamanha a sensação de abandono.
A audiência foi organizada pelo do Grupo BR 438, sob a coordenação de Jaziel Aguiar Pereira, com ampla participação do comendador Wirto Schaeffer e do jornalista Artur Hugen.
Fotos: Paulo Chagas








