Secretária da Saúde apresenta panorama do setor ao COFEM

A Secretaria de Estado da Saúde tem avançado na redução das filas das cirurgias eletivas, e tem tratado a questão como prioridade. Porém, isso não elimina a situação crítica de diversos hospitais públicos no Estado.

Reunião foi realizada na sede do Sebrae-SC, em Florianópolis (Foto: Elmar Meurer)

O problema foi aberto pela secretária de Estada da Saúde, Carmen Zanotto, durante reunião com representantes do setor produtivo, nesta segunda-feira (12), na sede do Sebrae, em Florianópolis, e que fazem parte do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM). Carmem citou especialmente a criticidade da estrutura física das unidades.

Cobertura vacinal

Foi outro problema relatado. A baixa cobertura vacinal, segundo a Secretária Carmen precisa ser ampliado, para evitar o retorno de doenças comuns, como sarampo. Em Santa Catarina, no caso da influenza, a cobertura está em apenas 45,02%, o que está muito longe do ideal.

Preocupados, os empresários se colocaram à disposição para auxiliar o poder público. Porém, o esforço precisa ser ampliado, e carece de suporte. Quem sabe, algo mais possa ser trabalhado a partir da Assembleia Legislativa, com abertura de um debate, e quem sabe uma solução a mais possa ser apontada para a melhoria das estruturas hospitalares.

Candidatos alinhados com o setor produtivo

Os empresários tiveram oportunidade de dialogas com os candidatos, o Comandante Moisés e Gelson Merisio nesta sexta-feira (19), em reunião de diretoria da FIESC.

Os postulantes abordaram suas propostas nas áreas de infraestrutura, turismo, incentivo aos bombeiros voluntários, política de transporte e acesso a crédito. Um dos principais compromissos foi o de não elevar a carga tributária, caso eleitos.

O diálogo foi promovido pelo Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM). Ambos assumiram compromissos com o setor produtivo.

(foto: Marcos Campos)

Mais impostos: atraso na recuperação econômica

Esta é a avaliação do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM). O que o Governo Federal fez, vai atrasar a retomada da recuperação econômica, uma vez que a atual carga tributária já está próxima de 33% do PIB – a mais elevada entre os países emergentes, além de prejudicar o enfrentamento do desemprego, que atinge 14 milhões de brasileiros.

As entidades do COFEM avaliam que, em vez de novamente optar pela transferência do ônus do equilíbrio das contas públicas para o setor produtivo privado e para os contribuintes, o governo deveria cortar gastos supérfluos do setor público, avançar com as reformas, especialmente a previdenciária, a tributária e a política.

Além diss, tomar medidas para reativar a atividade econômica e a geração de empregos, tal como a redução mais acelerada dos juros e a melhoria das condições de acesso ao crédito.

O crescimento do País, e não o aumento dos impostos, é a melhor maneira de elevar a arrecadação e assegurar sustentabilidade ao crescimento.