Ronda política em SC: em Chapecó, mulheres no comando!

Por uma semana, duas lideranças políticas assumiram os principais cargos no município de Chapecó. Desde o início da semana e até domingo (5), as vereadoras dos PSD, Sueli Suttili e Elisiane Sanches conduzem os destinos administrativos da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. Sueli como prefeita, e Elisiane, na presidência da Câmara.

A oportunidade se deu devido a um pedido de licença de parte do prefeito João Rodrigues para tratar de assuntos pessoais. O vice-prefeito, Itamar Agnoletto, e o presidente da Câmara, André Kovaleski, que estavam na linha sucessória, também se licenciaram do cargo. Sueli Suttili assumiu a presidência da Câmara no domingo, 28, o que a habilitou formalmente para que pudesse assumir o Executivo.

Sueli está no primeiro mandato como vereadora, mas já tem vasta experiência em gestão, na área pedagógica, tendo inclusive, assumido temporariamente a Secretaria de Educação do município. Ela é a segunda mulher na história a assumir a Prefeitura de Chapecó. Há 18 anos, somente Ulda Baldissessa, que foi também Secretária de Educação, assumiu como prefeita.

Enquanto isso, na Câmara, a temporariedade no cargo é da vereadora Elisiani Sanches (PSD). A função também será exercida até o próximo domingo, 5, dia em que o presidente licenciado, André Kovaleski (PL), reassume o comando da Casa Legislativa.

Com a licença do presidente Kovaleski, a vice-presidente, Suelli Suttili (PSD), deveria assumir a Câmara Municipal de Chapecó. Mas em função de que o prefeito João Rodrigues (PSD) e o vice-prefeito, Itamar Agnoletto (PP), também se licenciaram do cargo, Suttili assumiu a Prefeitura de Chapecó.

Além disso, como a primeira-secretária, vereadora Marcilei Vignatti (UB), está em viagem ao exterior, quem assumiu a presidência do Legislativo, foi a segunda- secretária, Elisiani Sanches.

Fim da nomeação de vereadores em cargos no Executivo

A proposição é uma iniciativa do vereador André Kovaleski (PL), da Câmara de Vereadores de Chapecó. Notem. O projeto de emenda à Lei Orgânica do Município prevê a proibição de nomeação de vereadores a cargos do Executivo.


Para o vereador, caso consiga aprovar a emenda, seria um grande avanço para a política de Chapecó / Foto: Ascom Câmara de Vereadores

E mais. Conforme o acréscimo da alínea “a”, no inciso II, do Artigo 36, o vereador com um mandato eletivo teria que apresentar a sua renúncia ao cargo para poder assumir uma função junto à Prefeitura. Atualmente, o vereador precisa apenas se licenciar do Legislativo para ser secretário, por exemplo.

Caso a proposição seja aprovada, entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2025. No entanto, para ser aprovado, precisa de sete assinaturas dos 21 vereadores, e, depois, ser aprovada por 14 dos 21 vereadores. É uma ideia ousada.

O eleitor, com certeza, apoia. Afinal, ele vota em alguém para vereador, convicto de que ele será o seu representante no Legislativo. Mas, o vereador, ao se transferir para uma Secretaria, além de deixar de ser fiscal do Executivo, passa a comungar com os ideais do prefeito, e fere a confiança de quem o elegeu.

Seria um avanço na política. Aliás, deveria ser uma medida a ser adotada em todas as esferas do legislativo, nacionalmente. Ou seja, deputados estaduais, federais e senadores, deveriam ficar distantes das funções no Executivo, fortalecendo a independência dos poderes.

Câmara de Vereadores de Chapecó fará sessões on-line

A Câmara de Vereadores de Chapecó irá trabalhar as sessões ordinárias, mas de maneira virtual, a partir desta próxima segunda-feira (30). Pela primeira vez na história do legislativo chapecoense, as reuniões serão feitas de forma on-line.

Foi a maneira encontrada para dar continuidade aos trabalhos do legislativo, a fim de evitar aglomerações, e atender Decreto Estadual que restringe reuniões em todo o território catarinense. Via aplicativo, as sessões vão seguir a pauta normal das reuniões plenárias.

Aposto que em Lages, o mesmo processo de trabalho também está sendo pensado.

Foto: arquivo DI

Vereador condenado renuncia cargo de Presidente

Postei informações a respeito de um vereador de Chapecó, Aristide Fidelis, condenado à prisão, e que ao ser solto por habeas corpus, havia retomado a Presidência da Câmara, em Chapecó.

Pois, na coletiva à imprensa convocada por ele mesmo na tarde desta terça-feira (30), comunicou a renúncia do cargo de Presidente, a contar deste dia 1º de maio.

Automaticamente o vice-presidente assume o cargo, e uma nova eleição será realizada para a escolha do vice na Mesa Diretora.

Vale o registro como curiosidade sobre o que acontece em pagos longínquos de Lages, no meio político.